<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457</id><updated>2012-02-15T22:51:34.929-08:00</updated><category term='silêncio'/><category term='cura'/><category term='solidão'/><category term='palavras'/><title type='text'>A Caminho ~</title><subtitle type='html'>"O que vale é a história, não o narrador"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>164</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3675191842501262977</id><published>2012-02-14T16:57:00.002-08:00</published><updated>2012-02-14T17:12:26.055-08:00</updated><title type='text'>Quando a solidão não é de assustar</title><content type='html'>Eu tentei, mas não sou bom com palavras difíceis. Outrora diria "palavras bonitas", porém meu conceito de beleza sofreu intensas transformações nos últimos 4 anos. Hoje, portanto, o que consigo fazer é o que é o "bonito". O meu sorriso, meu gesto, meus erros, minha humanidade. Isso é o meu "bonito" e, dentre eles, existem as minhas palavras. Palavras não eruditas, muito menos retiradas de um bom livro de Machado de Assis ou de uma poesia de Drummond, mas assim, minhas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não posso mentir, a solidão sempre há de me pegar de surpresa. Pensar superar um momento como sendo um caminho sem volta para ele é equívoco. Superação envolve, principalmente, a capacidade de lidar com situação semelhante de maneira igualmente madura. Ser maduro também não é um estado irrefutável. A humanidade precisa deixar de pensar o ser humano como um ser dual para, quem sabe, pensá-lo como algo além do bem e do mal (desculpe-me Nietzsche pela péssima paráfrase). Um ser biológico, porém cultural, mas ainda assim, natural. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha vida e minhas experiências me pegam de surpresa por eu, definitivamente, não me sentir à vontade com sentimentos inacabados. Com isso, obviamente, eu sofro de maneira absurda, mas essa é apenas uma válvula de escape para, segundos depois, conseguir apreciar cada pedacinho de minha alegria. Entre a solidão e a felicidade, há um espaço lotado de sentimentos e, embolado a eles, se encontra eu, assustado feito recém-nascido, mas ainda assim, cheio de vontade (aquela vontade natural) de sobreviver (para poder viver).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a solidão não é de assustar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O coração consegue descansar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas os segundos não cansam de passar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então a vida precisa continuar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a alegria reside entulhada em medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O coração não pode exigir coragem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paciência, talvez, resiliência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amor, carinho e paz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muita paz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para quando a solidão não é de assustar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3675191842501262977?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3675191842501262977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3675191842501262977&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3675191842501262977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3675191842501262977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2012/02/quando-solidao-nao-e-de-assustar.html' title='Quando a solidão não é de assustar'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-9057552708902472168</id><published>2012-01-18T19:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T19:13:41.655-08:00</updated><title type='text'>Faltosos de futuro</title><content type='html'>Meu coração está como quem caminha em corda bamba. Uma parte dele lembra-se de um passado glorioso, enquanto outra sente-se faltosa do futuro. Futuro este, sempre incerto e destrutivo, embora ainda mais criador. A vida que caminha lado a lado com o coração, voa e, para não tirar-lhe a atenção necessária para não cair, simplesmente age como se não estivesse lá. O coração caminha, sozinho, pela linha infindável onde qualquer tensão pode fazê-lo cair e qualquer deslize será fatal.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria este futuro algo tão maravilhoso e que justificasse tamanho esforço? Cada parte dele quer acreditar que sim. Há vários pedaços, não haveria de ser diferente, vários cacos juntos por uma espécie duvidosa de cola. Ela secou ao brilho do sol e, noite após noite, tende a deixar sua liga despregar-se um pouco mais. O medo de destruir-se novamente não se compara à coragem de seguir em frente. Cada parte dele crê na mudança e na possibilidade de um futuro mais de acordo com o seu esforço. Por isso o coração caminha sobre esta tensão constante e não chora, pois as lágrimas tirá-lo-iam de sua concentração, estado de risco desnecessário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele é formado por retalhos do passado e, as partes de faltam, acredita, formar-se-ão à medida que o amanhã tornar-se ontem e o presente nada mais for do que um conjunto de histórias para contar. Enquanto isso ele caminha, às vezes audacioso, outrossim cauteloso. O coração mantem-se firme em sua marcha rumo ao desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Controlando emoções e destruindo inibições ele caminha para nunca mais voltar, pois, uma vez atingida terra firme, dificilmente aceitará correr todos os riscos da aventura (por mais excitante que ela tenha sido). Do silêncio do caminho far-se-á o resultado do esforço. Das horas intermináveis de sentimentos indescritíveis a vida abrirá um enorme sorriso para ele, como tem aberto, embora ainda tímida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não te assustes, meu amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, não temas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O futuro é parte do ontem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um passado que ainda não existiu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não te deixes enganar, meu bem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelas vielas desta vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sedutoras e mortíferas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como mordidas de última safra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do presente surgirá o esperado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gerando novas expectativas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se viver for essa roda viva, como outrora dissera o poeta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que seria morrer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não a aceitação de nossa mortalidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivendo da metamorfose&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Metamorfo e criativo ele é&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Destruidor do medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E transformador da dor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em esperança...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esperança...!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-9057552708902472168?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/9057552708902472168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=9057552708902472168&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/9057552708902472168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/9057552708902472168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2012/01/faltosos-de-futuro.html' title='Faltosos de futuro'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-282593305487651471</id><published>2012-01-07T20:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T20:43:48.240-08:00</updated><title type='text'>No início era a guerra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IMiU4SHKNGo/Twke_jkVW_I/AAAAAAAAAMA/HUUMvHLlNO8/s1600/loneliness%2B3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-IMiU4SHKNGo/Twke_jkVW_I/AAAAAAAAAMA/HUUMvHLlNO8/s320/loneliness%2B3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695117281014930418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Da janela do meu quarto, se eu me aproximar bastante da ponta da cama, eu consigo ver o céu da noite. Poucas são as vezes que eu faço isso, o medo me assusta, prefiro permanecer o mais próximo da parede possível em silêncio, encolhido, até adormecer. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas, mínimas, vezes contudo, eu me aproximo da ponta da cama e observo o céu noturno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É tão lindo ver as estrelas brilhando uma ao lado da outra. É como se, apesar de estarem a anos luz do nosso planeta, elas não estão sozinhas. Há sempre alguma outra lançando um filete de luz para sua amiga e a corrente segue dessa maneira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes, quando muito triste, eu me sento na bancada próxima ao meu quarto e observo o céu na escuridão. São nessas vezes que eu percebo o quanto, no final do dia, estou solitário. Não quero me perder em relativizações e afirmações objetivas sobre o quão todos, ao final da noite, também estão tão solitários como eu. O que isso significa para todo o mundo? Não sei responder, mas sei responder o que isso significa para mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No início é a guerra. Há vários dentro de mim querendo vencer o dia e não aceitando, sob hipótese alguma, a derrota. Pressionam uns aos outros até alguns cederem e da batalha poder sair alguém vitorioso. Enquanto isso, contudo, o terreno se degrada, plantas morrem, mulheres e crianças tornam-se viúvas e órfãos. Em um local distante do mundo, há a guerra e ela destrói, todos os dias, os cidadãos de meu próprio reino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É assustador assistir a tudo isso, por isso, sempre que posso, simplesmente ignoro e deixo-os se matarem bem longe de mim. Quem sabe, no meu caminho de volta, eu termino encontrando uma solução milagrosa para que tudo isso termine? E dia após dia eu permaneço na esperança de um dia essa guerra terminar, de em algum momento cada um desses monstros dentro de mim se aquietem e percebam a loucura que estão fazendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas vezes eu sou capaz de convencê-los a não se destruírem. Nas outras... uma pena. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No final do dia, portanto, para terminar, a guerra devasta esse terreno e resta somente a mim a responsabilidade por todo esse desastre. Quando estou sozinho encontro inúmeras horas à espera de minha ação organizadora para recompor a ordem no reinado. Não, eu não sou o rei. Antes fosse! Na verdade, não consigo dizer quem eu sou no meio dessa confusão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso a solidão me causa tanto desastre. São pequenos espaços de dias em anos de vida dedicados a pura e plena limpeza dos corpos e do sangue no terreno de guerra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pergunto-me se um dia ela terminará ou se estarei, até o fim de meus dias, destinado a assistir os pequenos destruidores em mim se degladiando até a última força.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Silêncio e solidão são a combinação perfeita para todo o tipo de destruição dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-282593305487651471?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/282593305487651471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=282593305487651471&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/282593305487651471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/282593305487651471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2012/01/no-inicio-era-guerra.html' title='No início era a guerra'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IMiU4SHKNGo/Twke_jkVW_I/AAAAAAAAAMA/HUUMvHLlNO8/s72-c/loneliness%2B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4999435831218326847</id><published>2011-12-27T19:16:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T19:25:50.951-08:00</updated><title type='text'>Através dos dentes</title><content type='html'>Se pensássemos um pouco mais sobre o que as pessoas verdadeiramente estão sentindo, talvez o mundo não estivesse tão desesperado. Há uma carência emocional constante e violenta que gera um fluxo assustador de necessidades extremadas, deixando os seres humanos em uma busca por prazeres. Alguns recorrem à religião e acreditam, em Deus (ou Sei-lá-quem) terem encontrado a peça que faltava para completar o quebra-cabeça de suas próprias cabeças. Outras descobrem verdades alternativas demais para conviverem com a presença de um Deus onipresente, onipotente e onisciente. Elas matam Deus. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pergunto-me se matei Deus. Prefiro não me perder na complexidade da busca pela resposta. Tudo que consigo afirmar é que, além dos dentes de um sorriso perfeito, há muito mais emoção guardada. Já me debati tantas vezes em noites solitárias sobre o absurdo de me julgarem antes de quererem saber o que escondia por detrás destes meus dentes (nem sempre) brancos, tantas vezes que chego hoje a acreditar ter-me "encrostecido" e estar perdendo, aos poucos, algumas sensibilidades que me eram tão comuns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Paciência", digo-me. Se os sentimentos vem e vão em um mar imenso e, em grande parte, inexplorado, quem sabe um dia estes que se vão não voltam ao meu coração? Há esperança e é por ela e pelo amor a alguns corações tão importantes para minha respiração que eu mantenho o brilho nos olhos e a certeza de que o dia de amanhã é sempre um novo dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim foi espantando fantasmas do passado, vou tirando monstros do meu armário e meus pesadelos não são mais tão mortíferos. Acredito que, apesar de toda essa loucura, eu encontro sempre, em mim, um espaço onde posso sentar e relaxar, respirar fundo e continuar a caminhada. É por causa deste pequeno espaço que meu coração continua batendo na esperança de um dia melhor, todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tento fugir de dualidades e nego-me o direito de acreditar apenas na maldade (ou na bondade) alheia. Os seres humanos são muito melhores do que podemos imaginar e, aquele que afirma ter perdido a fé na humanidade, se já a perdeu em Deus, ou não deve ter muito para viver, ou é um tremendo mentiroso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fé na mudança, nos sentimentos e na complexidade (e não na dualidade) humana. O tempo fará tudo dar certo, ele há de colocar todas as peças em seu devido lugar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tempo, tempo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4999435831218326847?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4999435831218326847/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4999435831218326847&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4999435831218326847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4999435831218326847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/12/atraves-dos-dentes.html' title='Através dos dentes'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4314517799003891391</id><published>2011-12-02T12:41:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T12:49:47.746-08:00</updated><title type='text'>If you look right through me</title><content type='html'>Maybe you can see who I really am. I'm a 20 year old guy who became able to force himself to live things that he hates, but only does so, so everyone may think everything's alright with him. I'm the guy who can make you laugh your heart out, but doesn't have the strength to be who he really is.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm a freak show. Anyone can see, it's just look right through me...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... but no one cares. No one gives a damn. And I can not hold this inside me anymore. I know it's ridiculous, but it's me. I'm sorry I can't be who you thought I was, who I made you think I was, but it's just that I can't fake anymore... this is me. These scars, see? They're all I've left when the lights are out, when the day ends. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No one cares and I can&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;'t really blame them. Who may be able to care for something they don't really know? (as if it had EVER made any difference...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I know who I am and I'm fearing to show, but, as I loose everyone I've ever loved, I'm loosing my fear with it and the sentence: "there's nothing else to loose" is begging to make sense to me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But... if you look right through me... maybe I can still be saved. From me...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4314517799003891391?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4314517799003891391/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4314517799003891391&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4314517799003891391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4314517799003891391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/12/if-you-look-right-through-me.html' title='If you look right through me'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-897760306698861046</id><published>2011-12-02T12:34:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T12:39:50.582-08:00</updated><title type='text'>I'm a lie</title><content type='html'>I'm a fake&lt;div&gt;I do not exist&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I pretend to live&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Like I could be everything I wished to be&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm nothing but a lie&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm a disguise of a freak show&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm the mask over everyone's face&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm the shadow that overcome the day&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm a (un)holyday&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm a lie...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm a lie...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But if I try really hard&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm sure I can convince everyone&lt;/div&gt;&lt;div&gt;That my smile shows all the happiness in the world&lt;/div&gt;&lt;div&gt;That my arms hold'em with my soul&lt;/div&gt;&lt;div&gt;That I'm still able to make anyone happy...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... I'm a lie...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I pretend to be happy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;So everyone may think I like to but&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But the truth is that I only resist life&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Because I am able to express my feeling in words&lt;/div&gt;&lt;div&gt;So everyone may think I'm alright...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... when my smile is to fake, is to lie...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... all the sadness I feel for not be able to be...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Who I am!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-897760306698861046?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/897760306698861046/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=897760306698861046&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/897760306698861046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/897760306698861046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/12/im-lie.html' title='I&apos;m a lie'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8946527306153950493</id><published>2011-12-02T12:11:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T12:19:31.869-08:00</updated><title type='text'>Não consigo. (ou não quero?)</title><content type='html'>É aí que eu fecho os olhos, respiro fundo e, assim que abro os olhos novamente, já estou bem longe daqui.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(se consigo criar um mundo de palavras, ele só serve, porque consigo viver nele também)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei até que ponto não consigo ou não quero ser a pessoa que te faz feliz. Não consigo expressar, em linhas retas, onde começa e onde termina minha capacidade de mudar para te fazer feliz. O amor não deveria ser o suficiente? O amor não é mudança? Mas nós não devemos amar o próximo pelo que ele é (e não pelo que gostaríamos que ele fosse)? Odeio esses extremos, odeio essa vida que continua me jogando de um lado para o outro, sem me deixar pensar sobre onde estou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É mais que certo que meu amor por você é tão real quanto o sol que nasce a cada dia. Mas eu não consigo acertar até que ponto posso ser quem você quer amar. Companheirismo é fazer tudo aquilo que eu mais odiei a vida toda? Fazer bem a você é, continuamente, romper os limites e quebrar as barreiras de minha personalidade tão fragilizada? Eu sei, isso é ridículo. Mas ridículo seria fingir que eu consigo algo que está além de minhas capacidades atuais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso foi apenas um pretexto. Um excelente pretexto, mas ainda assim, somente um pretexto. Precisar trabalhar para não poder ir onde eu mais odeio nessa cidade? Apenas uma mentira. Uma mentira que, na verdade, precisa ser vivida, mas não se torna nem um pouco mais real por isso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou completamente confuso sobre para onde ir ou o que fazer para te ver feliz. Será que quem eu sou (com todos os meus infinitos defeitos) não te satisfaz? Será que eu estou disposto a fazer tudo que for preciso para te fazer feliz? Será que eu não estou morrendo de medo do passado? Será a vida tem que ser mesmo essa constante luta entre mim e eu mesmo? Esse filme de suspense cheio de cenas tensas que nunca terminam. Nem mesmo quando eu durmo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É claro que eu quero te ver bem! Mas minha estupidez, egoísmo e ignorância estão tapando minha visão para saber se esse "te ver bem" eu não consigo, ou não quero, fazer...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu odeio isso!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8946527306153950493?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8946527306153950493/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8946527306153950493&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8946527306153950493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8946527306153950493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/12/nao-consigo-ou-nao-quero.html' title='Não consigo. (ou não quero?)'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1400013760007256021</id><published>2011-11-28T16:25:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T16:36:04.609-08:00</updated><title type='text'>Manancial dos sonhos perdidos</title><content type='html'>&lt;div&gt;... caríssimas palavras, por favor, formem uma fila e organizam-se em prol de minha bem sucedida descrição de meu estado emocional. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agradecido,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caio Lima. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1400013760007256021?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1400013760007256021/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1400013760007256021&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1400013760007256021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1400013760007256021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/11/manancial-dos-sonhos-perdidos.html' title='Manancial dos sonhos perdidos'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5698705697575067027</id><published>2011-11-24T06:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-24T06:14:34.135-08:00</updated><title type='text'>Tiro ao alvo</title><content type='html'>Quando você me dirige tais palavras, meu coração perde-se no caos. Tudo perde a direção, todas as paredes caem e, se fico em silêncio, fico pois o som destes tijolos ao chão são ensurdecedores. Simplesmente, torno-me incapaz de ouvir qualquer barulho que seja. Meus ouvidos perdem-se em meio a tantas palavras suas, eu nunca senti tanto medo. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Medo, mas não sei dizer exatamente de quê. Às vezes penso em tudo que você me diz e sinto tanto por não conseguir acertar o alvo. Atiro para todos os lados, grito para todos que possam me ouvir. Olho em sua direção e você sumiu. Minhas atitudes te deixaram decepcionado e eu não sou capaz de traduzir em palavras o quão triste eu fico comigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode parecer o cúmulo da estupidez e do egocentrismo, eu sei. Quando você fala seus sentimentos e eu perco tempo preocupando-me com os meus. Acredite ou não (já não acredito que possa te pedir qualquer coisa que seja) essa é a maneira mais eficaz que aprendi para te ouvir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que fazer quando o seu "bom" não é "bom o suficiente"?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E você teme nunca sê-lo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois quando acredito acertar o alvo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus tiros perdem-se na imensidão do erro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que fazer quando teus olhos se perdem no desespero da decepção?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu não sou capaz de fazer você me enxergar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois quando sua ira destroi meu coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há muito que eu possa fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além de aceitar, calado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E calado eu fico&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E no silêncio eu morro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Choro até minhas lágrimas terminarem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E durmo até meu coração esquecer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ele nunca esquece&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu, muito menos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E por mais que você possa não enxergar o quanto te quero bem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu bem, tudo há de encontrar uma maneira de ser...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para mim e para você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre erros e acertos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sorrisos e lágrimas encontram-se inúmeras vezes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre beijos e decepções&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu coração e o teu encontrarão as emoções necessárias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para acertar o alvo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5698705697575067027?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5698705697575067027/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5698705697575067027&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5698705697575067027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5698705697575067027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/11/tiro-ao-alvo.html' title='Tiro ao alvo'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1504803516871915016</id><published>2011-11-20T16:54:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T17:04:46.860-08:00</updated><title type='text'>Há tanto tempo</title><content type='html'>Há tanto tempo eu tive medo de viver. Pensei que, quando superasse esse medo, ele jamais me assustaria novamente. Como a poeira que se joga para fora de casa, imaginei que livrando-me desse temor ele não ousaria entrar pela janela. Enganei-me. O medo de viver deve ser enfrentado todos os dias, tal qual a casa precisa ser varrida diariamente. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando se é alérgico a poeira? Digo, e quando o medo que continua batendo à porta torna-te tão doente a ponto de não haver forças para enfrentá-lo? Quando essa alergia domina todas as suas defesas, deixando-te tão inseguro quanto um bobo apaixonado? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há de se criar coragem para enfrentar esse medo de viver, da mesma forma que cria-se para arrumar a casa. O coração não vai acanhar-se e render-se à pressão dessa solidão maluca que te torna sensível demais a ponto de voltar a temer a vida. Teu coração será mais forte a cada dia e a cada lágrima derramada, conta cada segundo dedicado a essa tristeza, pois será o dobro, triplo, ou melhor, será quanto tempo quiser, a ser dedicado exclusivamente à sua alegria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois da mesma maneira que reconhece o medo de viver e a sujeira, deve reconhecer também a tua coragem adormecida. Como fera ferida, há de lembrar-se de cada machucado e dizer a si, o quanto antes, o quão cada um deles servirá para nunca esquecer de suas experiências. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há tanto tempo eu tive medo de viver e, por mais que hoje as coisas pareçam estar se repetindo, também a felicidade, a alegria e a autoconfiança hão de repetir-se nesse coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1504803516871915016?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1504803516871915016/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1504803516871915016&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1504803516871915016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1504803516871915016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/11/ha-tanto-tempo.html' title='Há tanto tempo'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5272461693123674963</id><published>2011-11-20T16:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T16:52:54.078-08:00</updated><title type='text'>É preciso ser</title><content type='html'>É preciso ser forte&lt;div&gt;É preciso ser maduro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso ser para não deixar de ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquilo que se queria que fosse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso atirar &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso saber onde parar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso correr sem saber onde vai dar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o caminho, onde chegará&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso voar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso não temer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso abrir as asas e sentir o vento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levar-se longe, ao som dos pássaros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso, é preciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso ser preciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na imprecisão maior de ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem se quer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou quem quer que seja?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Navegar é preciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voar é preciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estudar é preciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que precisão há em viver?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Orgulhar-se de si&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Manter-se firme&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amadurecer-se&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amaduressência?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso manter a essência&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5272461693123674963?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5272461693123674963/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5272461693123674963&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5272461693123674963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5272461693123674963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/11/e-preciso-ser.html' title='É preciso ser'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6565729813571074792</id><published>2011-11-08T11:28:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T11:35:48.214-08:00</updated><title type='text'>Sobre o vento e sentimentos</title><content type='html'>É quando o vento bate em nossos rostos&lt;div&gt;É quando o sol queima nossas cabeças&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É quando a verdade penetra em nossas pálpebras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que descobrimos o verdadeiro valor das coisas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há certo tempo, precisaste perder para valorizar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como criança, como gostam de chamar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que perde aquele brinquedo velho, mas preferido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E volta correndo para pegá-lo, à medida da saudade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como gostam de chamar, voltaste e pediste perdão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vento, quando bate em teu rosto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eriça os minúsculos existentes em tua face&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada um deles sentem medo, igualmente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando pensas em perdê-lo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O coração congela e as mãos começam a suar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E descobres o motivo que se esconde por detrás das cortinas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motivo que faz-te apaixonar por ele cada dia mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não encontra-se na medida do tempo passado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito menos nas expectativas de futuro para este casal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motivo encontra-se naquele sentimento que vem com o vento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, como o vento, logo parte, mas não tarda a voltar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motivo é aquele sentimento, hora assustador, hora tão querido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arrematador, o motivo encontra-se na porta certa que se abre com o sorriso dele&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motivo está por detrás do sorriso dele&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O motivo mais simples em toda complexidade de tuas emoções&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com ele és feliz nos momentos mais cotidianos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com ele és completo nas incompletudes do dia a dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com ele és mais de si, menos do mundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com vós a vida é mais alegre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perdê-la seria perder-se&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E perder-se seria entregar-se ao que, como todos dizem,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espera no final da vida: a morte. ~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6565729813571074792?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6565729813571074792/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6565729813571074792&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6565729813571074792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6565729813571074792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/11/sobre-o-vento-e-sentimentos.html' title='Sobre o vento e sentimentos'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2580419917690737344</id><published>2011-10-14T14:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T14:35:40.699-07:00</updated><title type='text'>Dizer adeus</title><content type='html'>Eu já não sabia mais o que fazer. Meus sentimentos enlouqueciam dentro de mim e tudo aquilo que eu mais temia aconteceu. Aquela onda de egoísmo e sentimento de posse me destruía por dentro e me tornava cada vez mais ácido por fora. Aquela era a realidade - e hoje eu sei disso porque já faz muito tempo. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À medida que tudo ia me encurralando, eu me expressava por todos os lados que não têm ouvidos. Eu falava para todos os surdos. Gritava! Talvez isso os tenha deixado surdos, na verdade. Não importava. Eu falava e falava até as palavras me deixarem rouco. Escrevia sentimentos, traduzia-os em cores, imagens, fotografias, olhares enfim. Tudo que me tomava era monstruoso, eu não podia simplesmente fugir, porque, se fugisse, mais cedo ou mais tarde tudo aquilo iria voltar para mim. Iria, certamente, me encontrar. Aliás, quem garantiria que eu estaria mais forte no momento de reencontro com todos aqueles sentimentos? Era "agora ou nunca". Como não aceitava mais fugir de qualquer batalha que fosse, enfrentei-me. Destruí-me. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi nessa onda de emoções que eu afoguei você. Você e tantos outros que compõe as mais belas imagens da parede de minha memória. Não tive piedade nem de mim, nem de ninguém. Meu mar esteve tempestuoso e eu era quem mandava as nuvens enegrecerem. Ia pondo cada gotícula de chuva que caía sobre nossas cabeças. Se era pra sofrer, eu queria morrer. Morri. E matei. Matei muitos de meus maiores amores. Matei aqueles e aquelas os quais prometi amor eterno. Só o amor não morreu (e é por isso que eu ainda escrevo).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certamente imortal, brincalhão e dono do tempo, o amor simplesmente se recusa a dizer adeus a todos eles e elas. No momento que os afogava em minha ira de Zeus simplesmente não consegui afogar o amor que sentia por eles junto. Hoje eu sei por quê. Porque era esse amor que estava ao meu lado, sobre as nuvens e por todos os lados em que eu destilava meu ódio, dizendo "não faça isso". Se me arrependo? Não posso dizer que me arrependo de algo que fiz por livre e espontânea vontade. Eu vos matei porque quis e morri no conjunto da obra. Não está ao meu alcance dizer se tive razão por este ou aquele motivo. Tudo que queria falar, hoje, é que é incrivelmente difícil dizer adeus às memórias mais lindas que eu tive. Talvez simplesmente por ainda não ter vivido nada que pudesse ocupar meus sentimentos eles continuem voltando e revivendo os mortos. Isso também não importa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que importa é dizer adeus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois apenas quando algo vai embora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podemos seguir em frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então vão... minhas mais lindas memórias, vão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pela porta da frente, pelos fundos, ou pelas janelas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas vão...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu ficarei aqui com a melhor companhia que poderia ter&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... eu mesmo ...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2580419917690737344?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2580419917690737344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2580419917690737344&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2580419917690737344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2580419917690737344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/10/dizer-adeus.html' title='Dizer adeus'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2762111806872973247</id><published>2011-10-12T17:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T17:41:12.805-07:00</updated><title type='text'>Minhas cores</title><content type='html'>Sempre que me sinto um pouco desconfortável comigo mesmo, eu penso em sair sozinho. Não importa o lugar, na verdade, mas eu penso idealmente em uma praia. E é muito engraçado, porque onde eu moro é cheio de praias, eu tenho meios rápido, seguros e práticos para chegar em qualquer uma delas, mas ainda assim, eu não vou. Por quê? Já me perguntei tantas vezes... &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora vou arriscar uma resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez porque eu não precise ir para longe de mim para encarar-me. Longe de mim eu digo meu espaço, meu território, minhas cores. Certa vez, por volta de um ano atrás, lembro-me de um amigo ter me falado que eu precisava deixar a "parede voltar a ficar branca" para poder "pintá-la novamente". Claro, ele se referia a algo completamente diferente do que estou passando agora, mas a imagem pode ser igualmente utilizada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não vou para longe de mim porque é meu espaço que eu preciso deixar branquinho em folha. Não negaria uma praia ou qualquer outro parnasianismo, mas não preciso ir para longe para refletir sobre mim. Faço isso o tempo todo, todos os dias. Então, vou usando meu tempo livre (que é enorme) para ir pintando, devagarinho, cada centímetro da longa parede que está cheia de imagens e cores de momentos que eu queria que nunca tivessem acabado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas já está mais que na hora que encarar a realidade e, igualmente como na parede, eu a encaro segundo por segundo, a cada momento um pouco mais. Assim, não tem do que ter medo, pois assustador é apenas o desconhecido e agindo dessa maneira jamais tornar-me-ei um estranho em meu território. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Centímetro por centímetro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Momento por momento...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2762111806872973247?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2762111806872973247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2762111806872973247&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2762111806872973247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2762111806872973247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/10/minhas-cores.html' title='Minhas cores'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8248915607893238099</id><published>2011-10-08T17:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T19:13:27.839-07:00</updated><title type='text'>Embreagar-se de tudo que é bom...</title><content type='html'>... para não pensar em coisas ruins...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8248915607893238099?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8248915607893238099/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8248915607893238099&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8248915607893238099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8248915607893238099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/10/embreagar-se-de-tudo-que-e-bom.html' title='Embreagar-se de tudo que é bom...'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7122505530488795667</id><published>2011-09-30T13:02:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T13:17:54.920-07:00</updated><title type='text'>Ama-te: ousa ser quem és</title><content type='html'>As peças voam sobre o ar sempre que tentamos organizá-las de maneira lógica. Não há lógica na vida? Ou não há vida na lógica?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os sentimentos sempre se confundem quando tentamos compreendê-los. Não há razão na emoção? Ou será que sentir vai muito além do certo e do errado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser quem é está longe de ser alguém. Ousar desmontar-se e construir uma nova imagem sempre que as peças começarem a voar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem somos, então? Se não chegaremos a ser alguém um dia?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ousaria dizer que somos essa indefinição. Este constante estado de inconstância. As imagens que se formam enquanto as peças dançam pelo ar. A solidão de estar numa multidão. O coração palpitando no escuro. O olhar que brilha à silhueta daquele homem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos escuridão, sombra, mas também somos crepúsculo. Somos início, meio e fim, mas esquecemos muitas vezes do "meio" e é justamente este esquecer que eu quero lembrar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembra-te de quem tu és e seja quem tu quiseres ser. Nada há de ser errado enquanto tu tiveres controle sobre tuas ações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito me incomoda ver mentes tão brilhantes serem afetadas por modelos pré-fabricados de identidades. Elas buscam a todo vapor moldarem-se a estes desejos e vontades que nunca têm prazo de validade. Perdem-se crentes que se acharam. Continuam assim até quando? Gostaria de saber... quem sabe assim pudesse ajudá-las a perceberem que quem deve produzir o que acreditamos ou deixamos de acreditar somos nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não gosto de radicalismos (embora minhas palavras possam não parecerem tão ortodoxas assim), mas muito me irrita... muito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7122505530488795667?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7122505530488795667/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7122505530488795667&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7122505530488795667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7122505530488795667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/09/ama-te-ousa-ser-quem-es.html' title='Ama-te: ousa ser quem és'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8528379003873241554</id><published>2011-09-18T12:25:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T12:36:56.467-07:00</updated><title type='text'>Quando ele está certo [...]</title><content type='html'>Eu odeio quando ele está certo&lt;div&gt;Não por arrogância&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por eu não poder estar errado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas porque a razão que ele possui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Destrói minhas ilusões mais fantasiosas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu despenco em direção ao chão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que, nesses casos, nunca é o limite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quero dar razão ao que eu sinto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quero procurar motivos, explicações&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quero saber por quê&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, não quero&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Odeio quando ele não está errado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque nesse momento eu me descubro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Literalmente, vejo-me desprotegido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele me retira sonhos, fantasias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só resta eu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele não mede palavras para falar comigo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não é para medir!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele fala e eu escuto, muito mal educado, mas escuto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entram como navalhas, suas palavras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ferem meus tímpanos e por onde mais passem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Odeio saber que não soube me esconder&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Odeio saber que não pude não querer explicar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Odeio quando ele me mostra que me ama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Odeio quando o amor se traveste de verdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquela verdade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto do silêncio, da mentira, da escuridão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando não quero definir, gosto de indefinição&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto de sorrisos falsos, de apatia social&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando não quero aparecer, fazer algo banal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu coração se esconde do mundo e o silêncio grita&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ninguém escuta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus dentes, amarelos, ninguém nota&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha boca, retraída, apenas é alvo de seus beijos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos momentos mais pessoais, você está comigo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja em memória, seja em carne e osso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que importa é que minhas ações são limitadas por sua presença&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é ela que me impede, muitas vezes, de fazer tanta besteira...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Odeio definir sentimentos, odeio limitar emoções&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quero dizer quem ele é&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem quem eu sou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero continuar nessa indefinição e nesse desequilíbrio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois sei que o amor dele me dará a base forte que preciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para não apenas manter-me vivo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas viver!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~ meu amor, você me olha nos olhos e eu me escondo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8528379003873241554?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8528379003873241554/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8528379003873241554&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8528379003873241554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8528379003873241554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/09/quando-ele-esta-certo.html' title='Quando ele está certo [...]'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5448961587328541525</id><published>2011-08-28T16:20:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T16:28:39.083-07:00</updated><title type='text'>O bater de asas</title><content type='html'>Já desejei tanta coisa em minha vida. Nesses últimos meses, então, nem se fala... quis coisas absurdas. Desde comprar uma televisão full HD até simplesmente sair de casa e tomar um sorvete sozinho. Aprendi muito com meus desejos, contudo. Isso tudo tem me ajudado e superar meus próprios sentimentos autodestrutivos.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É como se...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu fechasse os olhos e me visse em um campo enorme e vazio. Nem manhã, nem tarde, nem noite. Algo como o crepúsculo. Continuo de olhos fechados e rodeio meus braços sobre meu próprio corpo. Abro um sutil sorriso pela beirada de meus lábios e permaneço assim mais alguns segundos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De repente, meus pés começam a sair do chão, meu corpo começa a levitar. Quando menos percebo, algo parecido com asas abrem-se em minhas costas. Brancas e brilhantes asas. Ao abrirem-se, algumas penas voam pelo cenário idílico, misturando-se ao vento e ao cheiro doce de flores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Asas abertas, coração palpitante. Nervoso, tomo a coragem de saltar, tomando impulso sobre o que me resta de chão e, desajeitadamente, meu corpo começa a voar. É uma sensação incrível!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez incrível demais... por isso acaba rápido demais. E eu volto à normalidade da vida não tão rotineira assim. Mas nada disso importa, porque nesses breves segundos de sonho eu pude ir para bem longe do chão e de tudo aquilo que me mantinha preocupado e entristecido. E é tão bom voar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu voo e no bater de asas todos os meus problemas vão para bem longe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há apenas eu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é tudo que me importa naquele momento... ~&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5448961587328541525?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5448961587328541525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5448961587328541525&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5448961587328541525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5448961587328541525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/08/o-bater-de-asas.html' title='O bater de asas'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7326251613023629920</id><published>2011-08-17T07:14:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T07:25:15.603-07:00</updated><title type='text'>Do "eu te amo" para o "bom dia"</title><content type='html'>Certa vez me disseram palavras bonitas&lt;div&gt;Outras vezes acreditei no que me disseram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certa vez acreditei estar certo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outras tantas desacreditei até de mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há verdade nas palavras?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há razão nos sentimentos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amar seria apenas uma efemeridade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um luxo, uma maravilha inalcançável?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por ser Divino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Distante?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ultimamente meu corpo vem se sentido fora de órbita. Em alguns momentos diria até que é como se estivesse planando sobre a realidade. Descendo rapidamente, quase tocando o chão, mas sempre permanecendo em minha zona de conforto: o vazio. Em um desses meus voos, eu lembro do "menino". Daquele mesmo menino que caminhava com seu baú cheio de maravilhas, louco para que alguém se interessasse em saber o que tem dentro. Às vezes, eu lembro dele. Essas lembranças vão tomando conta de mim e, quando percebo, meus pés não tocam mais o chão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Se a gente não tivesse feito tanta coisa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não tivesse dito tanta coisa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não tivesse inventado tanto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podia ter vivido um amor "Grand' Hotel"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...) Se não tivesse exagerado a dose&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podia ter vivido um grande amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...) o nosso Amor se transformou em bom dia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Será preciso ficar só pra se viver? Qual o sentido da realidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Será preciso ficar só pra se viver?" &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa música do Kid Abelha traduz em plenitude meus sentimentos mais atuais. Estou entre o "eu te amo" e o "bom dia". Dói demais moldar-se a pinturas feias. Principalmente quando essas pinturas que deveriam moldar-se à fôrma. É injusto! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Injusto!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui eu grito e bato com a cabeça na parede. Bato, bato, bato até cair. Desmaiado. Êxtase em um momento, alucinação em outro. Dopar-se de mentiras, quando a realidade é cruel demais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Injusto!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou cansado dessa vida injusta, vingativa, cruel e feia. Deito e durmo, às vezes sonho com tudo que "era e deixou de ser" e não posso me conter em sentir saudades. Assim, várias "saudade"! Ergo minha cabeça, contudo, recolho meu ego do chão. Toda essa parede de concreto, esse muro de marfim, essa torre enorme... é tudo mentira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu odeio não ser sincero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do "eu te amo" para o "bom dia"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há um caminho enorme e doloroso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chamado "indiferença"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como ser indiferente com pessoas que lhe juraram amor eterno?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pior, como o ser quando eu jurei também?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Absolutamente não sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas vou descobrir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(eu tenho que descobrir)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7326251613023629920?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7326251613023629920/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7326251613023629920&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7326251613023629920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7326251613023629920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/08/do-eu-te-amo-para-o-bom-dia.html' title='Do &quot;eu te amo&quot; para o &quot;bom dia&quot;'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2371693460708183296</id><published>2011-08-14T13:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T13:25:11.397-07:00</updated><title type='text'>A coragem do covarde</title><content type='html'>As coisas não são tão simples quanto gostaríamos que fossem. E isso não as torna tão complexas a ponto de serem impossíveis de serem pensadas enquanto problemas resolvíveis. O ser humano tem que parar de querer extremar tudo que lhe cerca. Ou é muito, ou é nada. Ou é tudo, ou é vazio. Há o silêncio e a morte, a palavra e a vida, certamente há extremos, mas para que eles existam é necessário, antes de mais nada, que haja um "caminho" pelo qual eles possam caminhar. Entre morrer e viver existe tudo que acontece no "meio". E é exatamente neste espaço que foco toda minha esperança e fé na humanidade. Não acabou ainda, também não estamos tão perto do começo para poder mudá-lo. O que fazer, então? Agir. Enquanto há tempo de vida e a morte está distante (não importa que não saibamos o dia do "Juízo Final", importa que ele não chegou hoje) há chance de fazer tudo diferente.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tenho muita esperança na mudança, já disse isso milhões de vezes, mas parece nunca ser o suficiente para mim e, certamente, jamais será. É covardia querer sentar à beira da estrada para ver tudo que está passando? Acredito que não. Talvez seja até mais corajoso do que simplesmente correr pelo caminho esperando chegar em algum lugar onde não tenhamos mais que correr. Sempre haverá caminho a percorrer, como também haverá a certeza de que ele acabará um dia. Vivemos, contudo, a contingência do tempo presente, onde nada é como era antes, como também nada será como deveria ser. As coisas apenas são e isso as faz completas para mim. Assim deve ser na minha vida. Um momento para o silêncio, outro para a palavra, horas de caminhada e dias de descanso. Enquanto o garoto estiver me observando lá de cima, nas nuvens, eu sei que tenho em quem encostar minha cabeça e chorar minhas (oh!) intermináveis mágoas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O caminho é longo e dói não saber onde chegaremos ou para onde estamos indo. Sim, mas doeria muito mais já ter tudo predestinado e sermos, apenas, fantoches de um jogo macabro que os seres humanos tendem em chamar de "vida". Viver para mim é muito mais do que simplesmente negar as coisas ruins e sorrir debilmente até esquecê-las. Viver é essa riqueza de experiências e momentos muitas vezes inexplicáveis, mas que têm um lugar especial em nossa existência. Lugar este que fomos nós, sozinhos, que criamos e seremos nós, sozinhos também, que daremos todo o significado. Companhia sempre haverá. Quando não de outrem, de si. Então, para que temer? Para que extremar? Vamos viver o presente sabendo que existe um amanhã e que existiu o dia de ontem, mas não nos mantenhamos presos ao futurismo e esqueçamos que, entre o vem depois e o que veio antes há o mais importante: o agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2371693460708183296?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2371693460708183296/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2371693460708183296&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2371693460708183296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2371693460708183296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/08/coragem-do-covarde.html' title='A coragem do covarde'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4162049384565145260</id><published>2011-08-03T18:20:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T18:31:26.861-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Palavras que curam</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vsbnBlVcnmg/Tjn2W1yWDvI/AAAAAAAAAL4/cZAlTe5-CEY/s1600/Alone____by_LeMSC.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vsbnBlVcnmg/Tjn2W1yWDvI/AAAAAAAAAL4/cZAlTe5-CEY/s320/Alone____by_LeMSC.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636807280886681330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho aprendido a respeitar o silêncio e com ele a solidão. Entre momentos de desespero e outros de extrema alegria, estes dois sentimentos têm me acompanhado desde o momento que abro o olho pela manhã até o que os fecho. Estou cercado por momentos maravilhosos, certamente, muito embora nenhum deles tome o espaço reservado para minha autorreflexão. Depois destes tempos tempestuosos, meu coração encontra-se em um estado de paz (novamente) estranho. Agora, contudo, sei que estou mais maduro para aprender a apreciar a paz, pois com ela vez o silêncio e a solidão.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sigo o conselho que diz para "apreciar o silêncio" e deixar que as palavras curem feridas somente quando o silêncio já as tiver feito parar de sangrar. E este meu amigo tem feito inúmeras feridas pararem de sangrar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deste momento em diante, portanto, vejo sair da fumaça uma nova pessoa, uma pessoa que esperei muito tempo que saísse, mas sempre perdia-se no caminho enquanto tentava cuidar do coração de inúmeras pessoas diferentes. Pois bem. Vejo que ele sai da fumaça, com sua cara borrada, roupa suja, mas um sorriso no rosto. Aquele sorriso de quem sabe que venceu alguma prova. Ele sabe o que fez e isto o deixa orgulhoso. Não exatamente por não ter cometido erro algum, mas por ter a certeza de ter feito tudo por livre e espontânea vontade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns medos ainda me assustam, não vou negar. Pensando bem, é difícil imaginar algum momento onde nenhum medo nos assuste. Sendo que dessa vez me prometi prestar mais atenção nos motivos que eu tenho para não acreditar em medo algum, ou simplesmente apoiar-me em bons momentos e pessoas que eu sinto me amarem. Entre beijos e abraços sinceros a solidão vai descobrindo que o trabalho dela fora concluído. Ela voltará, certamente. E é bom que volte! Mas estes momentos sozinho têm me ajudado a acreditar na mudança e nada, absolutamente nada, é mais importante para mim do que a fé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto eu acreditar eu permanecerei vivo. Enquanto eu permanecer vivo eu tenho esperança. Enquanto eu tiver esperança eu não morrerei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Palavras que curam serão ditas nos momentos certos. Acredito nisso e tenho esperança na mudança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do silêncio à solidão, é hora de vestir uma roupa limpa, retocar a maquiagem borrada e tomar um bom banho (não necessariamente nessa ordem). Pois a vida chama e é tolo quem passa mais tempo na cochia do que no palco, principalmente quando se está com todo o texto pronto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4162049384565145260?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4162049384565145260/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4162049384565145260&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4162049384565145260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4162049384565145260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/08/palavras-que-curam.html' title='Palavras que curam'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vsbnBlVcnmg/Tjn2W1yWDvI/AAAAAAAAAL4/cZAlTe5-CEY/s72-c/Alone____by_LeMSC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5805543377598710680</id><published>2011-08-03T18:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T18:20:10.426-07:00</updated><title type='text'>~. cacoS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4uH2Eor5poQ/TjnzwfbmdkI/AAAAAAAAALw/AwWO1x1VWtg/s1600/Shards_by_BinarySxizophrenic.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4uH2Eor5poQ/TjnzwfbmdkI/AAAAAAAAALw/AwWO1x1VWtg/s320/Shards_by_BinarySxizophrenic.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636804423027422786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O reflexo no espelho não sou eu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A imagem que se reproduz além do vidro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Em cacos de uma personalidade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tão morta, tão despedaçada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Silêncio que absorve a solidão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Transforma-a em um lago profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Onde afogo minhas mágoas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E elas me afogam junto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os cacos que caem sobre o chão lembram-me&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;De pedaços de mim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;São memórias e sentimentos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ressentimentos &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sensações às quais não pertenço mais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Então eu respiro fundo e olho novamente para o espelho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A imagem que ele refletia destruíra-se&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A imagem que ele forma neste instante está turva&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Confusa e escura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nada disso importa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Pois se essa imagem sou eu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Eu hei de fazê-la ter orgulho de quem é&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mesmo que para isso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os cacos daquela que despedaçara-se cortem meus pés&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Este sangue há de ser minha redenção&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Redimir-se para si&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Há de nascer um novo reflexo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Há de revelar-se&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sem vergonha de ser&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sem medo de fazer-se feliz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sentindo-se vivo a cada queda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas sentindo-se feliz a cada obstáculo superado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Pois a morte nada mais é do que um recomeço&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esotérico? Não&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Troca de pele, humano-réptil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Transformar-se, metamorfosear-se&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sem medo de ser aquilo que ama&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sem receio de amar aquilo que é&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por isso os cacos não me assustam&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nem as feridas sangrarão para sempre&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E cada gota servirá para lembrar-me da guerra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Lembrar-me que, depois de tantas batalhas,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O vitorioso ainda tem coragem de olhar-se no espelho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Refletir-se&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Entre cacos e escuridão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A nova imagem formar-se-á&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Entre silêncio e solidão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Da morte, um novo homem nascerá&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5805543377598710680?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5805543377598710680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5805543377598710680&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5805543377598710680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5805543377598710680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/08/cacos.html' title='~. cacoS'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4uH2Eor5poQ/TjnzwfbmdkI/AAAAAAAAALw/AwWO1x1VWtg/s72-c/Shards_by_BinarySxizophrenic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-570768150883924936</id><published>2011-07-08T17:36:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T17:43:43.707-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fechou os olhos e sentiu as gotículas d'água molharem seu rosto. Abriu os braços, na esperança de poder abraçar o vento. Abraçou. No ato de seus braços cercarem seu próprio corpo, o calor tornou-se perceptível. Acalorar-se com o próprio corpo. Levantou a cabeça para a chuva e abriu um dos olhos, timidamente. Algumas gotas chocaram-se brutalmente contra seu olho castanho. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um arrepio correu-lhe a espinha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentiu seu corpo quase que ser jogado para trás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caiu sobre a lama que se formava com a mistura de água da chuva com barro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sujou sua blusa branca, calça jeans e tênis semi-novo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não se importou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fechou os olhos e sentiu as gotículas d'água molharem-lhe o rosto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dormiu...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-570768150883924936?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/570768150883924936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=570768150883924936&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/570768150883924936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/570768150883924936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/07/fechou-os-olhos-e-sentiu-as-goticulas.html' title=''/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3764656418859804684</id><published>2011-06-30T12:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-30T12:53:53.407-07:00</updated><title type='text'>Amar e ser Amado</title><content type='html'>Amor e indiferença&lt;div&gt;Alegria e tristeza&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vida e morte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre dois pontos de uma reta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há o caminho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre pelo primeiro ponto e siga&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo caminho das pedras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amar é bem mais do que dizer "eu te amo"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ódio não é o contrário do amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas vezes, tenta-se simplificar as coisas por pensar-se que se está complexificando demais. Outras vezes, contudo, observa-se o quanto as coisas realmente não são tão simples assim. O que fazer quando não se vê preparado para encarar, pela enésima vez, o "caminho das pedras"? Sabe-se e conhece-se bem, a vontade de desistir. Perdura e permanece, entretanto, pelo sabor da vitória que (espera-se) há de vir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amar pode ser a tarefa mais difícil. Permanecer na fé, confiante na mudança, até mais difícil ainda. E quando tudo parece apenas dificultar e não se sabe onde procurar forças? Sim, pois cortou todas as raízes e tentou caminhar só. Por um simples (agora sim, "simples") problema de aritmética sabe-se bem: um sozinho não consegue vencer guerra alguma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que fazer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amar e ser amado, é a pouca fé que permanece.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é nela que deve-se acreditar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3764656418859804684?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3764656418859804684/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3764656418859804684&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3764656418859804684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3764656418859804684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/amar-e-ser-amado.html' title='Amar e ser Amado'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-995277594416955414</id><published>2011-06-21T09:39:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T10:06:06.105-07:00</updated><title type='text'>Vem cá...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-yXfOtqc0ZDc/TgDPJf2oU8I/AAAAAAAAALg/shqAv-RwzDU/s1600/Lonely_penguin_no_7_by_Hoed.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 236px; height: 181px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yXfOtqc0ZDc/TgDPJf2oU8I/AAAAAAAAALg/shqAv-RwzDU/s320/Lonely_penguin_no_7_by_Hoed.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620720097034785730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não precisa de tudo isso, você sabe. - disse o garoto das nuvens. Ele se inclinou para a Terra e pôde ver que o homem, sozinho, estava à beira de abrir o berreiro.&lt;br /&gt;- O que você sabe sobre isso? Você está aí em cima há tanto tempo. Não sabe o que se passa aqui em baixo. - respondeu o homem, sem dirigir-lhe o olhar, apenas a voz.&lt;br /&gt;- E quem disse que eu estou querendo me meter com o que se passa "aí em baixo"? - abriu um sutil sorriso à medida que terminava a frase, fazendo um sinal de aspas com as mãos.&lt;br /&gt;- Então sobre o que você está falando?&lt;br /&gt;- Sobre você.&lt;br /&gt;- Mas eu estou "aqui em baixo". - respondeu o homem, com o mesmo tom de ironia e as aspas desenhadas no ar.&lt;br /&gt;- Veja bem... eu posso não sabe absolutamente nada sobre o mundo aí em baixo. Disso você tem total razão. Mas, desde quando eu deixei de ser parte de você? Lembra quando você recorre a mim em momentos difíceis? Eu sei exatamente como você está se sentindo. - deitou-se de costas para a Terra, com as mãos sobre a cabeça, observando o céu.&lt;br /&gt;- Agora você está me confundindo...&lt;br /&gt;- Não é necessário se confundir. Não com isso, não dessa vez. As coisas são bem mais simples do que você imagina. Venha para cá... - continuou olhando para o céu, enquanto abria suas asas e descia, segurando o homem por sob os ombros, elevando-o às nuvens. O homem, em contrapartida, nada fazia, sequer reagia. Talvez o menino estivesse certo...&lt;br /&gt;- O que você está fazendo?&lt;br /&gt;- Estou te ajudando. Da mesma forma que você me ajudou aquele dia chuvoso. Nós somos um, lembra? Entrelaçados! - entusiasmado, o garoto abriu os braços com tanta força que algumas nuvens que navegavam ao lado da deles sentiram o impacto, mudando levemente de forma, voltando ao normal poucos segundos depois.&lt;br /&gt;- E o que isso tem a ver agora? - o homem ainda não conseguia olhar o garoto nos olhos.&lt;br /&gt;- Por que você não fica quieto e para de se fazer de durão? Eu sei como você se sente e vou te ajudar. Não precisa ser tão estúpido comigo, afinal, você sabe que não vai funcionar. Agora, venha cá e vamos dar uma volta. - segurou o homem pela mão e começaram a andar por entre as nuvens. Sempre que uma era mais longe que a outra, eles pulavam e planavam, sem a menor dificuldade. - Está vendo todas essas imagens?&lt;br /&gt;- Sim, estou. - era um embaralhado de fotos e vídeos. Alguns distorcidos, outros tão bem definidos que dava para saber o dia e a hora daquela imagem. - o que você está querendo me mostrar?&lt;br /&gt;- Estou querendo que você preste atenção em cada uma delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois caminharam nuvens adentro e deixaram, pouco a pouco, cada segundo estreitarem mais o laço que os mantinham juntos. Eram imagens da vida daquele homem. Ele via desde que nascera, alguns dias depois, sua mãe chorando de emoção, seu pai também. Todos tão orgulhosos! Via também imagens de sua época de escola, algumas de sua faculdade, outras de algumas viagens aleatórias (não eram muitas, mas eram bem significantes). No final, o garoto, sorrindo, olhou para o homem e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está vendo como sua vida é rica? Está vendo quanta coisa já aconteceu? Imagina se você tivesse desistido no primeiro momento de dificuldade? Nenhuma das coisas maravilhosas que acabamos de ver teriam acontecido.&lt;br /&gt;- Agora é tudo tão diferente, garoto... - abaixou a cabeça, escorrendo-lhe uma lágrima.&lt;br /&gt;- Eu sei que é, eu sei que é, mas tenha paciência. - disse o garoto, levantando a cabeça do homem com uma mão enquanto a outra retirava-lhe a lágrima do rosto. - Não há necessidade de desistir agora. Também muito menos de querer pressionar o tempo. Ele tem sua própria velocidade e você tem a sua. Talvez seja a hora de deixar tudo acontecer leve e sutilmente. Algumas verdades demoram mais do que o desejado para virem à tona. Agora, por favor, não desista. Você sabe que é mais forte que tudo isso e que pode superar tudo que bem quiser.&lt;br /&gt;- Mas eu me sinto...&lt;br /&gt;- ... só. Eu sei. Você se sente só. - completou o garoto.&lt;br /&gt;- Às vezes é difícil não ter com quem conversar. - respondeu o homem.&lt;br /&gt;- Eu entendo você, e é por isso que estou aqui. Sempre que precisar, fecha os olhos, olha para o céu e eu estarei na nuvem mais próxima, sorrindo para você.&lt;br /&gt;- Estará?&lt;br /&gt;- Estou agora, não estou? E olhe que você nem pediu. - o sorriso saiu agora sem pudor algum. Uma gargalhada suave e terna. Amigável.&lt;br /&gt;- Está. É isso que importa. - respondeu o homem olhando bem fundo nos olhos do garoto. - eu sei que sou mais forte que toda essa solidão. Eu sei que irei conseguir virar o jogo. Só preciso de...&lt;br /&gt;- ... paciência! - completou, mais uma vez, o garoto, caindo na gargalhada novamente.&lt;br /&gt;- Ora, pare de completar minhas frases! - cedeu à alegria do momento, o homem e, segundos depois, estavam os dois rindo feito amigos numa mesa de bar. - muito obrigado!&lt;br /&gt;- Obrigado? A mim? De maneira alguma! Agradeça a você!&lt;br /&gt;- A mim?&lt;br /&gt;- Agradeça por não desistir de si e por estar sempre disposto a mudar. Essa força vital que carrega seu coração fará todos os obstáculos serem superados. Talvez não facilmente, mas certamente superados. Eu confio em você! - disse o garoto, dando um abraço apertado no homem que, pego de surpresa, esbugalhou os olhos por alguns segundos, logo retribuindo o abraço tão apertado quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneceram assim durante alguns minutos. Logo, logo o homem abriu os olhos, mas não estava sozinho dessa vez. Sabia que dentro de si havia um garoto que morava nas nuvens. Não aquelas "feitas de algodão doce", mas aquelas feitas com seus próprios sonhos (o que era-lhe muito mais importante). De olhos abertos, o homem sentiu-se feliz. Olhou-se no espelho e pode ter a certeza de que tudo iria melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;vai&lt;/span&gt; melhorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-995277594416955414?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/995277594416955414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=995277594416955414&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/995277594416955414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/995277594416955414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/vem-ca.html' title='Vem cá...'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yXfOtqc0ZDc/TgDPJf2oU8I/AAAAAAAAALg/shqAv-RwzDU/s72-c/Lonely_penguin_no_7_by_Hoed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3505635133920396284</id><published>2011-06-15T18:42:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T18:44:21.786-07:00</updated><title type='text'>De onde estou sentado</title><content type='html'>Daqui sou capaz de enxergar uma criança. O garotinho brinca na areia como se aquilo fosse a coisa mais divertida do mundo. Talvez até seja, de fato, para ele. Enquanto ele joga os grãos para cima e os observa cair, toda sua roupa fica suja e cheia de areia. Sua mãe vai ficar uma fera quando vê-lo assim! Bem, mas essa é uma preocupação minha. Ele não parece nem um pouco interessado em saber o que sua mãe vai pensar de toda essa bagunça. Ele apenas brinca... muito. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa o garoto brincar... :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3505635133920396284?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3505635133920396284/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3505635133920396284&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3505635133920396284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3505635133920396284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/de-onde-estou-sentado.html' title='De onde estou sentado'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1398033765890028154</id><published>2011-06-15T18:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T18:17:15.370-07:00</updated><title type='text'>Entre mim e o Mundo</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Confesso meus sentimentos em espaços tão discretos e ainda imagino um dia alguém se interessar por eles e questionar-me sobre todos eles. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dou vazão a toda emoção que me toma a alma, seja ela boa ou ruim.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Respeito o máximo que posso os sentimentos alheios (não é por "bondade" não, é porque quero que respeitem os meus mesmo!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Extravaso minhas emoções em 10 minutos de felicidade porque não sei quando eles irão ocorrer novamente&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Faço pose de fortão, mas na verdade sou um menininho com medo do escuro às vezes&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Consegui transformar meus possíveis problemas de gênero em possibilidades de vagar entre o que é socialmente concebido enquanto "homem" e "mulher"&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O ponto 6 é realmente uma das minhas maiores qualidades!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sinto-me sozinho grande parte do tempo, mas agora estou trabalhando sobre essa solidão&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Meu trabalho intelectual muitas vezes me coloca contra a parede. Resultado: reflexão em demasia&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se alguém quiser saber mais sobre mim é só ler todos esses textos do blog. Garanto, saberá mais sobre mim do que eu mesmo!&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div&gt;Mas, é claro... estes segredos ficam só entre mim... e o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1398033765890028154?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1398033765890028154/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1398033765890028154&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1398033765890028154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1398033765890028154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/entre-mim-e-o-mundo.html' title='Entre mim e o Mundo'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4040549732450675887</id><published>2011-06-13T14:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T14:31:55.203-07:00</updated><title type='text'>No virar das páginas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia passar horas eternas descrevendo meus sentimentos, porque, de fato, eles não são nem um pouco simples. Eu os fiz assim, assim eles se fazem também. Sinto o tempo agir sobre minha vida e muitas vezes me rebelo contra isso. Feito criança mau educada, me recuso a aceitar que as coisas (simplesmente) "não são mais como eram antes". Não culpo mais ninguém - pelo menos não declaradamente. Não procuro mais alguém para culpar, talvez esta seja a verdade. A única coisa que eu verdadeiramente afirmo é que meus pensamentos muitas vezes me levam para lugares que eu preferiria ter deixado de ir há muito tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já disse, poderia culpar todos os meus amigos pelo que estou passando. Ah, claro, sem esquecer da família e do namorado. Poderia sair por aí jogando coisas inúteis em pessoas feias. Poderia gritar minha dor para quem quisesse ouvir. Mas, não, isso seria dramático demais e a última coisa que eu preciso agora é de dramaticidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já cansei de justificar meus sentimentos, de "certificar" minhas emoções. Estou ausente há pouco tempo, mas o tempo que pretendo ficar talvez cause alguma mudança em mim. Preciso aprender a me sentir bem comigo e com o que tenho. Preciso aprender tanta coisa que seria melhor deixar todos os meus livros de lado e apenas escrever sobre mim... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, no virar das páginas, a vida vai fazendo seu papel, o tempo não parando por nada nesse mundo e eu continuo aqui, pensando, refletindo e dizendo: eu sei exatamente quem eu sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4040549732450675887?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4040549732450675887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4040549732450675887&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4040549732450675887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4040549732450675887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/no-virar-das-paginas.html' title='No virar das páginas'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8183016599752557043</id><published>2011-06-06T07:32:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T07:59:11.645-07:00</updated><title type='text'>Auto-análise</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ENs5cPjlp2g/TezoSM2P9NI/AAAAAAAAALI/rVFrVktL04s/s1600/alone__all_alone_by_LonelyPierot.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 287px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ENs5cPjlp2g/TezoSM2P9NI/AAAAAAAAALI/rVFrVktL04s/s320/alone__all_alone_by_LonelyPierot.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615118234808218834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Descobri que sou muito bom com análises de períodos históricos. Pesquisar nas fontes de que maneira o passado se expressa, embasado teoricamente e "blábláblá" tem me provado ser uma habilidade minha. Então... por que não uma auto-análise? Quem sai ganhando com isso, definitivamente, só pode ser eu.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É fácil de perceber que de uns tempos para cá, meus textos têm se tornado menos abstratos, metafóricos para receberem uma conotação completamente analítica. Acho que este é um processo bastante condizente com o que venho vivendo. Este período longo de instabilidade não podia deixar minhas emoções estáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, eu penso e escrevo. É-me uma maneira de expressar o que sinto. Além desta obviedade até ridícula, eu vejo um momento para desocupar os ouvidos alheios de minhas baboseiras e ocupar este espaço virtual com palavras que absolutamente ninguém se incomodará em ler. Bem, alguns podem até querer vir aqui, ou ocasionalmente clicar no "Google" minha página. Além destes, contudo, dificilmente algum ser humano passará por estas páginas e procurará, além deste esforço, ler meus sentimentos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, talvez, os expresse aqui. Isto suprime minha necessidade de dar vazão ao que sinto, bem como cala minha boca de sair por aí dizendo palavras nos ouvidos de quem "tem mais o que fazer". Porque eu reconheço que é importante para mim, mas com certeza não é importante para os outros. Até porque, se for, perguntarão. Enquanto isso, escrevo por aqui...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É incrível a mania que temos de desprezar o que os outros sentem. Diria até que chega a ser algo universal. Esta capacidade até maléfica de transformar o que dói no coração alheio em "reclamações mimadas" ou "necessidade de atenção". Isto, de fato, me enraivece bastante. Talvez até por isso eu busque sempre dar vazão aos que os outros sentem, por mais que inúmeras vezes também em minha mente gritem as palavras: "que besteira! Que besteira!". Gosto de pensar que isto é cultural e que, portanto, eu pensar isso não me torna uma pessoa desinteressada no sentimento alheio, mas um homem de meu tempo. Quanto aos outros que deixam isto gritar muito além de sua própria mente... bem, o que posso fazer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em cada cabeça, uma sentença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se realmente sou este monstro que vejo tantas pessoas pintarem, este bebezão mimado, egoísta e egocêntrico, por que me importo tanto com os sentimentos alheios? Sim, porque sinceramente, egoísmo e "o que você está sentindo?" são duas coisas que não combinam para mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje acredito muito que o fato de muitas pessoas falaciarem os sentimentos de outrem "à torta e à direita" diz respeito muito mais à incapacidade de auto-análise do que ao desinteresse propriamente dito. Sim, pois se cada um de nós se conhecesse e procurasse valorizar o que sente, talvez dessem mais importância ao que os outros sentem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, este círculo tende a continuar girando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uns se importam, outros querem não se importar, outros simplesmente não se importam mesmo. Claro, entre estes três há mais quatro ou cinco que minha capacidade limitada de definição não conseguiu nomear. Meu mundo, contudo, busca sempre trazer para perto os mundos alheios...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... e neste processo, quem sabe, eu termine cuidando muito pouco de meu "jardim" (para usar o jargão do senso-comum) e ele seja tomado por ervas daninhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paciência...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8183016599752557043?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8183016599752557043/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8183016599752557043&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8183016599752557043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8183016599752557043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/auto-analise.html' title='Auto-análise'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ENs5cPjlp2g/TezoSM2P9NI/AAAAAAAAALI/rVFrVktL04s/s72-c/alone__all_alone_by_LonelyPierot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8769283489179062487</id><published>2011-06-06T07:28:00.001-07:00</published><updated>2011-06-06T07:32:25.632-07:00</updated><title type='text'>Pelo Direito</title><content type='html'>... a sentir. Sim, porque eu tenho meu direito de sentir o que me vier ao coração. É óbvio que devemos escolher e ser maduros o suficiente para determinar até que ponto vai cada emoção. Mas, vejamos e convenhamos, se é de "emoções" que estamos falando, dificilmente elas irão ser determinadas por alguma retaliação nossa. Por isso, eu escrevo. Pelo direito ao sentimento. Se ele está aqui, então ele existe. Se eu sinto, então ele é real. Se é real, devo enfrentá-lo. Neste período de guerra, batalha, negociação ou seja lá que nome venha a ganhar, é tudo mais profundo do que gostaríamos que fosse. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, eu escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo meu direito de ser HUMANO.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8769283489179062487?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8769283489179062487/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8769283489179062487&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8769283489179062487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8769283489179062487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/pelo-direito.html' title='Pelo Direito'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3839063313497781879</id><published>2011-06-01T07:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T07:19:08.537-07:00</updated><title type='text'>Até quando?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Yx5bH3shhBw/TeZJJohrvgI/AAAAAAAAAK8/vEgqjfZbBDs/s1600/So_close__yet_so_far_away_by_H1lle.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Yx5bH3shhBw/TeZJJohrvgI/AAAAAAAAAK8/vEgqjfZbBDs/s320/So_close__yet_so_far_away_by_H1lle.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613254415410249218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de olhar ao meu redor e ver que está tudo desmoronado. Isto não significa, é claro, que as coisas permaneçam às mil maravilhas. É simplesmente que eu cansei de TER que olhar ao meu redor. É essa atividade quase pragmática e metódica que me irrita. Logo eu, que tanto falei (e falo) sobre naturalidade e espontaneidade. Estou agindo como se "agora é o momento de observar minha vida", "agora é o momento de viver". Esse danado desse convívio social constantemente me coloca para baixo. Aliás, eu me empurro para baixo do tapete, ele apenas existe para me oferecer as várias possibilidades.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa sensação de "segundo plano" está-me sendo incrivelmente constante. Outra coisa que estou cansado de sentir. A vontade contínua de sumir, começar tudo do zero como em um joguinho de vídeo-game, me é tão constante que mais parece que viver tornou-se apenas uma consequência. A sequência verdadeira, no caso, é buscar por pontos mau costurados e agulhas soltas no palheiro (que podem EVENTUALMENTE me furar). É tudo culpa dessa minha mania de não aceitar que algumas coisas simplesmente mudaram e que, com elas, eu tenho que mudar também. Minha incapacidade de aceitar que a divindade do amor é inalcançável pela temporalidade do homem e, nessa minha tentativa absurda, sempre me machucar quando o outro (ou eu mesmo) não consegue. Aliás, sempre tem sido "o outro". Muito pouco "eu mesmo".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, meu coração está mais egoísta agora. E não o culpo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se todos têm momentos "x" e outros "y", com licença, este é o meu momento de ser "w" ou "z" e, quem não for capaz de aceitar ou entender isso, sinto muito, mas terá a porta da rua como serventia da casa. É, não vou negar essa necessidade egoísta que toma conta do meu coração magoado. Dane-se este melodrama, drama ou seja lá como queiram chamar. Não sei, mas vou aprender a cuidar de mim antes que as mãos alheias às quais deposito meu amor próprio terminem jogando-o, inadvertidamente, para bem longe de mim. Sim, porque ninguém tem a obrigação de cuidar de algo que não é dele. Mas eu, idiota, tomo como princípio básico de qualquer relacionamento o "importar-se" e o "entregar-se" e sempre me importo e me entrego demais, quando o tempo já fez aquela pessoa caminhar para bem longe dos meus sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E me desculpem os mais (hiprocritamente) altruístas: altruísmo não existe na raça humana. Todo e qualquer relacionamento é uma relação de trocas e isto NÃO é errado. Talvez se mais pessoas aceitassem essa realidade os nossos corações fossem mais bem tratados. Eu digo, no momento que me relaciono com qualquer pessoa, o fato de tomar como minha suas preocupações e carências, expectativas e sonhos, torna-me um tanto quanto incapaz de cuidar dos meus próprios sentimentos. Isto parece-me bastante claro, mas já que não tem parecido para alguns outrem, não morrerei de desgosto ou da "síndrome do coração partido" (bah...). Pelo contrário, vou aceitar a realidade por mais dolorida que ela seja e vou mudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só não posso garantir um coração pouco encrostado no fim do processo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, porque ele estará, no mínimo, revestido de metal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este é o fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esperemos o recomeço...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3839063313497781879?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3839063313497781879/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3839063313497781879&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3839063313497781879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3839063313497781879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/06/ate-quando.html' title='Até quando?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Yx5bH3shhBw/TeZJJohrvgI/AAAAAAAAAK8/vEgqjfZbBDs/s72-c/So_close__yet_so_far_away_by_H1lle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2900714026243080686</id><published>2011-04-30T19:43:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T20:08:54.699-07:00</updated><title type='text'>Entre(laçados)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xQsOv6INzHc/TbzNBZY0eCI/AAAAAAAAAK0/nEzBIVKvbnA/s1600/entwined_by_jonnason07.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-xQsOv6INzHc/TbzNBZY0eCI/AAAAAAAAAK0/nEzBIVKvbnA/s320/entwined_by_jonnason07.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601577460420605986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu me sentei na beira da estrada, esperando que algo acontecesse. Sabia que estava tudo vazio e que ia continuar assim por um tempo, afinal, era madrugada, estava chovendo. Poucos carros passariam por aqui agora, além do mais, se passassem, dificilmente parariam. Essa onda de assalto está um terror! &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De qualquer forma, eu sentei e fiquei calado, enquanto a água da chuva ia penetrando meus poros, encharcando minh'alma, violando minha saúde. Não me importava, contudo. De alguma maneira, tudo isso valia a pena. Sim, eu estava me sentindo bem. Não era sempre que eu poderia sentir o frio da chuva, aliado à solidão da noite, coroados no reino de minha paz. Aproveitei bem este momento, pois sabia que outro demoraria para ocorrer. Também não apenas por isso, mas porque eu sentia que devia, simplesmente, apreciar cada detalhe desta estrada chuvosa, fria e solitária. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensei em voar. Sempre que fico parado assim, olhando o céu, eu penso em voar. Deve ser uma sensação realmente gratificante. Não simplesmente estar metros acima da superfície, mas a liberdade. Afinal, lá em cima não existem sinais de trânsito, motoristas mau educados e, quando chove, as nuvens não ficam cheias de buracos assassinos. Os buracos, aliás, quem faz é quem está voando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fechei os olhos por alguns segundos. Pude ouvir, plenamente, a água que tocava o solo. Imaginei de minhas costas abrirem-se asas. Belas e invejáveis asas. Com elas, eu alçava voo e sentia toda aquela liberdade que acabara de imaginar. Lá em cima, em uma das infinitas nuvens, eu encontrava um outro homem, rapaz, garoto, ou seja lá como queiram chamá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Curioso, aproximava-me dele. Ao chegar bem perto, notava que ele chorava, estava sozinho naquela nuvem e, podia notar ainda, ele não tinha asas. Como havia chegado lá, então? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olá? Garoto? - perguntava, aflito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Saia daqui. - respondeu-me, com tom choroso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem como descer? Vamos, eu te ajudo. - aproximava-me ainda mais dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Se eu precisasse de ajuda, eu teria pedido. - recolhia seu corpo para a direção oposta àquela a qual eu me aproximava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, claro. Como se alguém fosse te ouvir. Vamos, venha, eu te ajudo. - arrisquei um toque em seu ombro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não toque em mim! - alterou a voz, lançando minha mão de volta para onde viera. - Me deixe sozinho! - escapou-lhe, novamente, o tom choroso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentei-me ao seu lado. Bem, sabia que não iria adiantar forçá-lo a querer descer, pelo menos não naquele momento, então, preferi sentar-me próximo a ele e poder, de alguma maneira, saber o porquê de, primeiro, ele estar aqui sozinho e, segundo, de ele não querer descer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não houve muita conversa, contudo. Meus esforços foram frustrados. Consegui, no entanto, fazer com que ele se aproximasse de mim. Na verdade, eu não fiz absolutamente nada. Talvez ao sentir minha presença, teimosa presença, ele tenha se entregado à companhia e deixou-se aproximar. Não achei nada ruim, afinal, eu pedi por isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atrevi-me, ainda mais, a deslocar minha mão sobre a mão dele. Silenciosamente - e irônico, também, já que lá embaixo chovia como nunca - nossas mãos abraçaram-se e, mesmo sem perceber, algo em nós havia deixado de existir isoladamente para que outra coisa, agora compartilhada, pudesse nascer. Alguns chamam isso de amor, outros, de amizade. O nome, naquele momento, não importou. Importou, contudo, que pude abraçá-lo e dizer, mesmo que sem palavras, "está tudo bem" e, realmente, logo ficou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abri meus olhos e um sorriso sorrateiro escapou-me dos lábios. A noite continuava assustadora, a chuva ainda me molhava, ainda não havia passado carro algum que pudesse me oferecer carona. Nada disso era importante, por mais incrível que pudesse parecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabem o motivo? Eu não estava sozinho. Aquele garoto desceu das nuvens comigo e agora deixou-se voar com minhas asas. Ao sentir todo esse calor que vinha de bem longe, lá de cima, onde a liberdade é regra, não houve mais frio, nem escuridão, muito menos solidão. Eu estava com ele, ele estava comigo. Éramos dois em um único corpo. Entrelaçados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2900714026243080686?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2900714026243080686/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2900714026243080686&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2900714026243080686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2900714026243080686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/04/entrelacados.html' title='Entre(laçados)'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xQsOv6INzHc/TbzNBZY0eCI/AAAAAAAAAK0/nEzBIVKvbnA/s72-c/entwined_by_jonnason07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4478025429273542657</id><published>2011-04-25T17:17:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T17:36:14.747-07:00</updated><title type='text'>Entre o que Permaneceu (e aquilo que desmanchou-se no Ar) .~</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-p9xu2IUlHRQ/TbYTQ5XRW5I/AAAAAAAAAKs/-Bu9ddxBJwA/s1600/Walking_Away_From_Everything_by_vampire_zombie.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-p9xu2IUlHRQ/TbYTQ5XRW5I/AAAAAAAAAKs/-Bu9ddxBJwA/s320/Walking_Away_From_Everything_by_vampire_zombie.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599684367679052690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O ato de assistir, sentado e passivo, às mudanças que a vida me impõe está me deixando impaciente. Não que eu seja daquelas pessoas mais pacientes do mundo, aliás. Já permaneci muito tempo falando sobre casas que caem, sobre impérios que se arruínam, sobre a destruição de uma série de coisas que eu amo ou um dia pensei amar. Hoje, cansado e sem paciência para esse drama, percebo o quanto mudei e estou preparado para deixar todos esses ressentimentos e mágoas para trás. Não adianta, já disse, beber veneno esperando que alguém morra. Se adiantasse, metade das pessoas que eu conheço já teriam me matado, e vice-versa. Não é assim que acontece. As palavras têm que ser sinceras, os pratos têm que estar limpos, para que se possa servir uma nova refeição nele. Não que seja impossível servi-la em um recipiente sujo, de forma alguma. Quem, contudo, aceitará alimentar-se em um prato tão mal cheiroso e cheio de bactérias? Definitivamente: não posso deixar minha vida enfezar-se com tão pouco. Sim, muito pouco! Outrora eu diria que todos estes sentimentos eram (oh!) tão importantes ou (oh! oh!) tão relevantes para a minha identidade, subjetividade, ou seja lá qual "idade". Hoje, ora bolas, eu tenho 20 anos! Não dá mais para alimentar feras que estão presas há, pelo menos, 2 anos. A vida continua, ela cobra, a gente TEM que crescer.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é questão de escolha. Agora, não mais. Ou até seja, mas dessa vez a escolha é única: viver. Se, para viver, é necessário deixar todos esses venenos de lado, abrir mão de minhas (oh, tão adoradas!) mágoas e escancarar a porta da felicidade, pois bem, prepare-se o mundo: agora ele verá do que eu sou capaz! Cansei-me destas solidões intermináveis, destas tardes de domingo em plena sexta-feira. Não aguento mais ficar remoendo emoções que não me abandonam, mas que ficam pedindo, por favor, para dar espaço à alegria, sendo que eu, masoquista, não permito. Pois agora eu não apenas permito como acompanhá-las-ei até a porta e, não satisfeito, puxarei a alegria pelo braço e a porei sentada no sofá da sala, de frente pra mim. Cansei de esperar que o tempo passe e resolva meus problemas. Continuo acreditando na paz de espírito, continuo tendo fé nas mudanças que independem, muitas vezes, de nossas ações. Só não dá mais para confundir desânimo com benevolência do Tempo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chega de embaralhar sentimentos. Chega de dizer "não" para minha alegria, quando ela está bem aqui, embaixo do meu nariz, me abrançando todas as manhãs, me dando um ovo da páscoa delicioso, escrevendo cartões emocionantes para mim, me ligando inusitadamente, deixando de sair com o namorado para me acolher em sua casa, me perguntando, como quem pergunta para a alma do questionado, como eu estou me sentindo... CHEGA! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não posso dizer que "a partir de agora", porque não sei o dia de amanhã, mas hoje, por agora, nestes minutos em que escrevo este desabafo febril, eu prometo que serei um homem que viverá para SI antes de querer que terceiros resolvam seus problemas. Hoje, resgatei aquele Caio de 2008, que vivia o presente como se ele fosse, de fato, uma comemoração constante de seu aniversário. Pois foi por esse Caio que meus amigos se apaixonaram, é por esse Caio que meu namorado morre de tesão. É por esse e não por este resto de mágoa, misturado com ressentimento e com recheio de ódio que vos escreve estas últimas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, recolho os últimos cacos do meu coração, boto-os de volta no lugar. Reconstituo-me. Hoje, digo não à dor, à tristeza e à solidão. Pois mesmo nos momentos mais frios de calor humano, perceberei que tenho, em mim, o calor humano mais necessário. Meus braços, e não os de outros, me abraçarão e dirão: está tudo bem. E não, isto não quer dizer (em momento algum) que sou autossuficiente, ou que completo-me em mim, mas sim que resgatarei aquele Caio que tanto amo de onde quer que ele estiver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;POSSO NÃO SER O QUE VOCÊ ESPERAVA, MAS COM CERTEZA, SOU BEM MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu sinto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que Sou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um tanto BEM maior!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4478025429273542657?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4478025429273542657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4478025429273542657&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4478025429273542657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4478025429273542657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/04/entre-o-que-permaneceu-e-aquilo-que.html' title='Entre o que Permaneceu (e aquilo que desmanchou-se no Ar) .~'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-p9xu2IUlHRQ/TbYTQ5XRW5I/AAAAAAAAAKs/-Bu9ddxBJwA/s72-c/Walking_Away_From_Everything_by_vampire_zombie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8590660167139301135</id><published>2011-04-13T18:37:00.001-07:00</published><updated>2011-04-13T18:42:33.741-07:00</updated><title type='text'>Vai (e vem)</title><content type='html'>E eu que já me desesperei tantas vezes, ainda me desespero&lt;div&gt;Eu que já me senti constrangido, ainda me constranjo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele cara que espera por anjos, ainda sou eu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo em meio a tempestades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lágrimas confundidas com água da chuva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo em meio a tormentas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A base forte que mantém meu coração NÃO desmoronará!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida é mesmo esse misto de idas e vindas. Esta arte do "encontro, embora haja tantos desencontros", como dizia Drummond. Nós vamos e voltamos, nesse constante processo de recriação e reinvenção de si. Já falei disso tantas vezes por aqui, não é? Acredito que nunca seja o bastante, já que, sempre que volto a falar sobre mudanças, sou diferente, portanto, meu pensamento tornar-se-á diferente também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mesmo que haja forças querendo me derrubar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus pés manter-se-ão fortes, presos ao chão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mesmo que eu me sinta desestimulado &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus sentimentos manter-me-ão firme&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois, se a vida é mesmo esta constante prática da desconstrução, em algum breve momento encontrar-me-ei construído e, neste momento, não tardarei a dizer com todas as letras: como é bom viver!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8590660167139301135?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8590660167139301135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8590660167139301135&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8590660167139301135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8590660167139301135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/04/vai-e-vem.html' title='Vai (e vem)'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8817825937945518057</id><published>2011-04-03T08:48:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T09:03:53.345-07:00</updated><title type='text'>Incurável!</title><content type='html'>Ele sentiu a mão dele em seu rosto, deslizando sutilmente.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Preciso te pedir uma coisa. - Disse, com os olhos fechados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Qualquer coisa... - Respondeu-o, suplicante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não fala mais de solidão, esquece estes teus medos assustadores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou aqui, nada pode te machucar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minhas palavras servirão para te acalmar e aquecer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixe-me ser sua liberdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixe a luz do dia secar tuas lágrimas. ~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou aqui, contigo, ao teu lado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para guiar-te e proteger-te...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.~ Com o braço passando envolta de sua cintura, ele pode sentir o calor da paixão envolver seu corpo, como uma aura quase destrutível (se não fosse tão bela).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então diga-me, apenas diga-me isto, e eu farei tudo que estiver ao meu alcance...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diga-me que me amarás em todos os momentos de lucidez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Convença-me com conversas de verão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diga-me que necessitas de mim agora e sempre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prometa-me que tudo que dizes é verdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É tudo que te peço...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.~ Havia silêncio e uma bela lua no céu. Dois apaixonados e o canto dos grilos solitários. Naquele momento, todas as estrelas brilhavam em sintonia. Existia um estado de graça pairando pelo ar, penetrando pelos poros, os confins destes dois homens...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então deixe-me ser seu refúgio, deixe-me ser sua luz!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você está a salvo, ninguém te encontrará&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teus medos estão bem longe daqui...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo que eu preciso é liberdade!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um mundo sem mentiras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E você, sempre comigo, para abraçar-me e guardar-me&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.~ Os corpos não suportavam mais a distância que os mantinha separados, chocando-se como chocam-se partículas elétricas. Ainda de olhos fechados...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Só diga-me que partilharás comigo o amor, a vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixe-me guiar-te para longe de tua solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diga-me que necessitas de mim aqui, ao teu lado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qualquer lugar que vás, deixe-me ir também&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu amado, é tudo que te peço...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Diga-me que partilharás comigo o amor, a vida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diga-me que sim e eu te seguirei!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Partilhe comigo cada dia, cada noite, cada manhã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diga-me que me ama...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Você sabe, eu te amo)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Ambos) Ama-me, é tudo que te peço!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.~ Então, como se tudo estivesse programado, suas mãos encontraram-se no ar, levemente repousadas para dançarem a noite inteira. Assim o fizeram. Deixaram seus corpos entregarem-se à rebeldia da paixão, tão perdidos no encontro das águas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A noite passou como se passa uma boa notícia e logo amanheceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele abriu o olho, olhou ao lado. Vazio. Acordara sozinho, sentira falta, por isso sonhara. Continuara assim, este romântico incurável...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Música: "All I Ask Of You"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8817825937945518057?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8817825937945518057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8817825937945518057&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8817825937945518057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8817825937945518057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/04/incuravel.html' title='Incurável!'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4259379068940929343</id><published>2011-03-20T12:13:00.001-07:00</published><updated>2011-03-20T12:31:45.464-07:00</updated><title type='text'>O Malabarista de Corações - parte 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Nc7azmp5-_s/TYZWF1auUXI/AAAAAAAAAKk/mzForfa33mM/s1600/juggler_by_flea_sha-d34uc2x.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nc7azmp5-_s/TYZWF1auUXI/AAAAAAAAAKk/mzForfa33mM/s320/juggler_by_flea_sha-d34uc2x.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586247046038180210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Há um lugar entre 'onde você não conhece' e 'onde você não quer saber'. É lá que irá me encontrar"&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouviu-se dizer por toda a cidade que o malabarista deixou todos os corações caírem. Não sabia-se uma razão, mas tinha-se o fato: todos os corações estavam no chão. Ainda batiam, mas precisavam de alguém que os colocasse para cima e os aparasse, em sua inevitável queda, o inevitável encontro com a gravidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é a primeira vez que isso acontece (também não será a última). Eu já o vi desesperado inúmeras vezes, mas nunca soube o que fazer para ampará-lo. Ele não parava, não havia maneiras de se conversar, ele estava sempre tão ocupado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque neste processo de amparo e auto-estima de corações alheios, ele sempre deixou de cuidar do seu. Durante algum tempo, enfurecido, chegou a abandonar todos e cuidar exclusivamente de si. Foram tempos de paz, certamente, mas a insuperável solidão o fez voltar a cuidar de todos que amava, na esperança de manter-se aquecido. O inverno vinha e, sozinho, ele não tinha como se esquentar, ao passo que, movimentando tantos corações ele estava em constante processo de troca de energia. Calor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, ouvi dizer que ele sumiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, abandonou completamente os corações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois ninguém cuidou do dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ele perdeu tempo demais cuidando de tantos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sumiu, espero que tenha ido cuidar de si.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com todos os corações no chão, embora eu duvide que os donos demorem a tomar posse deles novamente, o malabarista perdeu seu principal motivo de existência. Precisou desaparecer, para se recriar, se reinventar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.~ &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4259379068940929343?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4259379068940929343/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4259379068940929343&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4259379068940929343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4259379068940929343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/03/o-malabarista-de-coracoes-parte-2.html' title='O Malabarista de Corações - parte 2'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Nc7azmp5-_s/TYZWF1auUXI/AAAAAAAAAKk/mzForfa33mM/s72-c/juggler_by_flea_sha-d34uc2x.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4612308188450931697</id><published>2011-03-15T18:12:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T18:16:30.201-07:00</updated><title type='text'>Aqui, neste Mundo</title><content type='html'>Aqui, neste quarto&lt;div&gt;Não há palavras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui há apenas solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O recanto perfeito para a emoção&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste mundo que me é reservado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há espaço para todo lado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A constante arte de recriar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reinventar, deixar a vida falar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu penso sobre este mundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o silêncio me consome&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É porque há tantas palavras a serem ditas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que torna-se necessário tempo para organizá-las&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando chega a hora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu arrumo o armário&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu abro alas para a minha folia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo que o que é meu me consoma&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E me transforme, constantemente mutante&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui, neste mundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há apenas meu quarto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas há tantos de mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que seria equivocado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Evitar falar sobre translados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou muitos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou vários&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E no silêncio vou me recriando...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... o que sairá de mim quando as luzes se acenderem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[ A constante arte da vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;   na beleza da recriação ]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4612308188450931697?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4612308188450931697/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4612308188450931697&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4612308188450931697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4612308188450931697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/03/aqui-neste-mundo.html' title='Aqui, neste Mundo'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2227875892761019281</id><published>2011-03-15T18:04:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T18:10:28.513-07:00</updated><title type='text'>O Tempo dá Cabo</title><content type='html'>Ultimamente tenho vivido em um estado de indefinição emocional que nunca vivi antes. Não sei, é como se eu mesmo não quisesse definir o que sinto. Faz sentido. Tanta coisa para pensar, tanto trabalho para resolver (mesmo que seja intelectualmente), tanta coisa para acontecer. Acho que estou guardando minhas forças para quando precisar definir todas as mudanças que estão por vir. Sim, pois encaro definição como a arma principal para o enfrentamento. É simples: conhecer bem o inimigo é a melhor maneira de combatê-lo.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há inimigo. Há apenas eu e eu mesmo, o espelho, um quarto, uma casa, um mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quem, além de mim, pode ser meu melhor amigo? Sendo assim, quem, além de mim, torna-se, inúmeras vezes, meu pior inimigo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo dá cabo de tudo isso. Seja da indefinição, seja da batalha. Ele dá cabo de tudo e quando menos percebemos, já estamos em outro ciclo e temos que correr para fechar o que ficou para trás. Porque vivemos nesta constante transformação e transposição de eventos. O que foi ontem transformou o hoje para sempre, sem dúvida, mas permanecer parado neste passado é a melhor maneira de negar que o futuro também ajuda na transformação tão enriquecedora da arte de viver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa o tempo dar cabo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2227875892761019281?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2227875892761019281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2227875892761019281&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2227875892761019281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2227875892761019281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/03/o-tempo-da-cabo.html' title='O Tempo dá Cabo'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6872978361642809557</id><published>2011-03-10T17:15:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T17:28:36.859-08:00</updated><title type='text'>O amor é Cego</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_2bJJpGDWR8/TXl6kvzZcEI/AAAAAAAAAKc/RmgYdGSDllA/s1600/Erase_by_let_it_di.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 306px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_2bJJpGDWR8/TXl6kvzZcEI/AAAAAAAAAKc/RmgYdGSDllA/s320/Erase_by_let_it_di.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582627984828362818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu olhei para ele e disse: "é que faz tanto tempo, que parece que nem existiu direito. Sei lá, eu sinto como se tivesse apagado da memória". Ele entendeu errado, tudo bem, eu sei que muitas vezes falo coisas quase que propositalmente para ele não entender. Dessa vez, entretanto, eu fiquei lisongeado em poder explicar...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É que eu te amo tanto, meu bem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tanto que parece que antes de você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não houve mais ninguém&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não houve passado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não houve vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nasci de novo, em seu beijo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em nossa partida, morri&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Renasci em tua redenção&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teu olhar, teu beijo, teu cheiro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que nunca houve ninguém antes de ti!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;          &lt;/span&gt;.~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou mentir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou tentar dissimular&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois foi em teu olhar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que eu pude encontrar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O lugar para chamar de lar &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou deixar bem claro aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E em qualquer lugar que seja necessário&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que foi em teu contato, em tua presença&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que meus demônios mais temidos retiraram-se&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Temeram a tua força, tua luz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até eu temi, mas eis-me aqui!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esqueçamos o passado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não por ter sido dispensável&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas por nosso presente ser realmente uma dádiva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero viver&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ávida e rapidamente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo que o coração sente!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que venha mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, eu quero mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque ninguém, absolutamente ninguém, foi melhor que você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma série de sentimentos inacabados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portas fechadas, corações abandonados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje eu digo e repito:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é pela incompletude destes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que eu valorizo o nosso sentimento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas pela complexidade sensível do que nos pertence&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que me faz querer pertencer, e ter,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada, ninguém...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;   &lt;/span&gt;Além de você!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entendeu, meu bem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu amor é cego&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vê ninguém além de ti&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mesmo que vejam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teu brilho e teu charme&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São deveras mais graciosos do que os dele&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Temos nossas diferenças, certamente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas nos fazem discutir, infelizmente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas mente quem diz que a História não é dinâmica&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu, definitivamente, amo a nossa (falta de) rotina&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso vem, amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem e senta do meu lado na cama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No sofá, no cinema, em qualquer lugar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica comigo e não esquece que eu fico contigo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É até incongruente tal pedido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois faz parecer que eu deixaria você me esquecer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já disse não haver melhor maneira de falar de amor &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do que falar de nós dois&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então quero retificar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca haverá melhor maneira de falar de amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem falar dos Lendários: Péps e Bébs! .~&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6872978361642809557?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6872978361642809557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6872978361642809557&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6872978361642809557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6872978361642809557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/03/o-amor-e-cego.html' title='O amor é Cego'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_2bJJpGDWR8/TXl6kvzZcEI/AAAAAAAAAKc/RmgYdGSDllA/s72-c/Erase_by_let_it_di.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4717436571977845348</id><published>2011-02-25T17:29:00.000-08:00</published><updated>2011-02-25T17:58:11.876-08:00</updated><title type='text'>Por que você demora tanto?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-z4UKDx67zoQ/TWhd_bwjVNI/AAAAAAAAAKU/u-CVfBcYglo/s1600/Waiting_by_techoveride.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-z4UKDx67zoQ/TWhd_bwjVNI/AAAAAAAAAKU/u-CVfBcYglo/s320/Waiting_by_techoveride.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577811482862900434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Thiago tinha em mente o local marcado. Também sabia o horário e o que tinha que levar. Nada podia dar errado, absolutamente nada. Os dois estavam prontos para se verem mais uma vez, romper vários paradigmas - principalmente o dos dois. Eles estavam prontos para deixar o amor tomar conta. Portas e janelas abertas. Não tinha mais volta.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Thiago arrumou a mala pela última vez. Inventou uma mentira: ia passar o final de semana num passeio da escola. Sabia que não ia dar errado, até porque seus pais muitas vezes nem lembravam que o haviam matriculado em uma escola, afinal de contas. Tudo estava certo, ele repetia isso mentalmente: "Tá tudo certo, Thiago... tá tudo certo". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fechou a bolsa, olhou-se no espelho, olhou pela janela do quarto: o sol. Brilhava forte na calçada e na rua, o astro rei de nosso sistema. Thiago agradeceu por isso, havia quebrado seu guarda-chuva na semana passada e não tinha dinheiro para comprar outro - também não queria pedir para os pais, porque as circunstâncias nas quais isso ocorreu o colocaria contra a parede. Passou o pente pelos cabelos lisos e uma mecha de sua franja escorregou por seu rosto, tapando um dos olhos. Prestou atenção na janela de sua alma. Olhou-se profundamente. Aquele olho azul que reluzia por meio do reflexo pequeno do espelho do quarto transmitia todo medo e apreensão do mundo. O sentimento de tudo iria dar errado. A vontade de que tudo dê certo. Thiago sabia que entre um e outro havia uma série de acontecimentos que mudaria tudo, mas nada iria acontecer se ele não saísse de casa logo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era bem cedo. Tão cedo que o sol não queimava a pele de ninguém. Pelo contrário, havia aquele sutil contraste entre a luz do sol e o restinho de madrugada. Às seis horas da manhã poucas pessoas estavam acordadas, mas isso não tinha importância. Thiago queria apenas que ele estivesse acordado. Isso ocorrendo já significaria ele ter o melhor final de semana de sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo dava certo: primeiro seus pais, agora o ônibus. Não houve atrasos nem contratempos. Como que para checar pela milésima vez, Thiago abriu a bolsa e procurou por tudo que deveria estar lá. Marcos disse que levaria a barraca, ele só tinha que se preocupar com alguns alimentos, roupas, sabonete, perfume e outros pormenores pessoais. Não houve surpresas neste momento também, estava tudo na bolsa pronto para ser usado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Observou a paisagem que passeava por seus olhos detalhistas, mediada pela janela suja do ônibus. Do lado de fora tudo estava em movimento, rápido, inesperado, surpreendente. Árvores, pessoas, lugares, animais de rua. Tudo estava em movimento e, ironicamente, parecia que Thiago passeava por aqueles lugares tão rápido que era ele quem estava parado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pediu parada próximo a um parque de reserva natural que havia na cidade. Era bastante próximo do local marcado. Caminhou até o espaço tão sonhado e olhou o relógio de pulso: oito horas da manhã. O horário marcado era às nove, então, ele estava mais que na hora. Utilizou esse tempo para procurar a sombra de uma árvore e repousar, pois o calor estava começando a dar bom dia à cidade. Aconchegou-se, olhou o céu e viu a nuvens balançarem-se, banhadas no mar da imensidão celestial. Quando ficava apaixonado, como agora, Thiago deixava todos os seus sentimentos mais contemplativos transparecerem e dizerem para ele tudo que ele estava vivendo. Não havia momento que representasse melhor a paixão e a contemplação do que este. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nove e meia da manhã, Thiago olhou o relógio novamente. Em seu coração, um sentimento de "ele não vai vir" começou a alertá-lo. Não, não quis acreditar. Simplesmente não quis acreditar. Como eles haviam se falado na última vez que se viram (aproximadamente uma semana desde então) e Marcos nunca foi de deixá-lo no "quase", Thiago não quis acreditar. E não acreditou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que olhou no relógio novamente. Eram onze horas da manhã. O sol estava queimando a terra como se ela fosse banhada em óleo e o suor já começara a molhar toda a camiseta do garoto. Mesmo assim, escondeu-se na sombra e procurou não se desesperar. "Nos vimos semana passada, sempre foi assim, ele nunca me deixou na mão. Não pode ser dessa vez", pensou o rapaz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol queimava, a terra esquentava, o suor molhava agora a calça que vestia Thiago. Ficou insuportável: eram três horas da tarde. Não, ele não viria. Thiago não quis acreditar, mas ele não viria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que você acreditou nisso, pra começo de conversa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque ele nunca fez isso comigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Parabéns, eis a primeira vez!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que eu faço?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O silêncio tomou conta de sua mente. Vazio. Levantou do chão, abandonou o local. Além do silêncio, a solidão lhe fazia companhia agora. Thiago não quis olhar-se em reflexo algum, mas se corresse esse risco, veria: o brilho das seis da manhã tornara-se a opacidade da decepção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele não veio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4717436571977845348?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4717436571977845348/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4717436571977845348&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4717436571977845348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4717436571977845348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/02/por-que-voce-demora-tanto.html' title='Por que você demora tanto?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-z4UKDx67zoQ/TWhd_bwjVNI/AAAAAAAAAKU/u-CVfBcYglo/s72-c/Waiting_by_techoveride.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6795020810647504892</id><published>2011-02-02T19:12:00.001-08:00</published><updated>2011-02-02T19:26:48.488-08:00</updated><title type='text'>Mal? Péssimo Entendido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TUogbtj44YI/AAAAAAAAAKI/opXHJ5zwu4c/s1600/You_Keep_Falling____by_P0RG.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TUogbtj44YI/AAAAAAAAAKI/opXHJ5zwu4c/s320/You_Keep_Falling____by_P0RG.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569299549655720322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sempre que penso sobre meus amigos, eu me sinto feliz. É uma maneira de repensar minha vida, reviver o passado e ter ótimas perspectivas para meu futuro. O problema é que, uma hora ou outra, eu termino sozinho e (já mencionei inúmeras vezes aqui) eu odeio me sentir só. Talvez esse sentimento esteja sendo muito mal entendido. Talvez eu esteja apenas vendo esta solidão de seu lado socialmente construído, de uma perspectiva dualista, onde a companhia dos meus amigos representa o bem e estar sem eles só pode representar o mal. Talvez eu esteja olhando tudo errado...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque eu vejo alguns deles, vejo o quão próximos foram de mim e a quantidade de coisas que me aproximaram deles. Vejo que tínhamos sonhos em comuns e que passamos horas intermináveis conversando, rindo, confortando o outro. Agora, hoje, neste exato momento, eu me sinto só... isso significa que eles não estão comigo? Significa que eles não se importam com isso? Eu acredito que não, embora meus sentimentos, mesquinhos, queiram me convencer de que sim, eu estou sendo deixado de lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que minhas emoções me confundem o tempo todo. Já tomei tanta decisões baseado no que elas acreditavam, quando na verdade eu mesmo não acreditava em nada, quem dirá elas. Como ouvi por aí, "quando não amamos mais alguém nós temos certeza disso, o problema é quanto não sabemos o que sentimos". Meu coração sempre viveu assim em momentos de crise, solidão: indeciso, medroso e eu tomei decisões baseado nisso. Imediatista!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje posso dizer que entendo melhor meus sentimentos, que aprendi com meus erros, que adquiri mais experiência depois de tudo que passei. Há momentos, contudo, que entendo tudo errado e eu ainda preciso aprender muito mais. Acontece que olho para o lado errado da estrada, vejo apenas árvores, quando devia entendê-las como parte de algo maior: a floresta. Meus amigos, meu namorado... são árvores. Algumas mais bonitas, maiores e com frutos mais saborosos, mas não deixando de ser parte constituinte desta floresta imensa. Eu sou toda essa imensidão, eles fazem parte de mim, mas jamais poderão estar comigo o tempo todo, pois transito por toda a floresta e às vezes me confundo com ela, transformando-me, mudando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí que mora o péssimo entendido...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não aprendi a adquirir o máximo de aprendizado possível dessas minhas horas de solidão. Culpei meus amigos há pouco tempo, até me enraiveci. Culpei meu namorado há pouco tempo, até nos afastamos. Mas em um momento ou outro eu termino aprendendo com ela e procuro reaver meus erros. Acontece, pior ainda, que eu detesto errar. Mesmo cometendo inúmeros erros, aceitando o açoite deles, eu não me perdoo tão fácil. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não gosto da solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque ela me faz pensar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que não estou apenas sozinho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas esquecido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não gosto da solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois ela me leva a acreditar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que sou desinteressante&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que sou desinteressado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus sentimentos se confundem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu me cobro uma posição&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não gosto da solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque ela me faz sempre dizer não&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Àqueles que não têm culpa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Àqueles que me dão a mão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não gosto da solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(mas tenho que aprender a gostar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tenho que aprender a viver com ela&lt;/div&gt;&lt;div&gt;todos aprendem, por que eu não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não gosto da solidão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;melhor resolver este péssimo entendido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois, mais cedo ou mais tarde, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;ela termina sendo tudo que eu tenho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ninguém vive dentro de mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;apesar de muitas vezes, viverem comigo)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6795020810647504892?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6795020810647504892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6795020810647504892&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6795020810647504892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6795020810647504892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/02/mal-pessimo-entendido.html' title='Mal? Péssimo Entendido'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TUogbtj44YI/AAAAAAAAAKI/opXHJ5zwu4c/s72-c/You_Keep_Falling____by_P0RG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7383513906576355767</id><published>2011-01-22T17:50:00.001-08:00</published><updated>2011-01-22T18:50:42.910-08:00</updated><title type='text'>Você Estava Certo. ~</title><content type='html'>- Você estava certo, Thiago.&lt;br /&gt;- Certo sobre o que?&lt;br /&gt;- Você sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos retirou sua mão de baixo da mão de Thiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você está querendo dizer, Marcos?&lt;br /&gt;- Eu já disse. Agora, junte as peças.&lt;br /&gt;- Como assim, "junte as peças"? Você está ficando doido?&lt;br /&gt;- Não seja ingênuo, Thiago. Não dessa vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos olhou penetrantemente os olhos de Thiago. Ele sabia o que Marcos queria dizer, ou melhor, o que Marcos já havia dito. Logo ele, Thiago, queria se privar desta verdade. Logo ele, que tanto falara sobre leitura de olhares. Para tanto, ele tinha muito mais que um olhar. Somado a este, Thiago podia contar com a mão que fugira do abraço da sua, bem como ele olhar revelador que Marcos acabara de lançá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está dizendo que não me quer mais.&lt;br /&gt;- Mais.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- É mais que isso.&lt;br /&gt;- É pior, você quer dizer...&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago não conseguia tirar os olhos de Marcos, mas àquela altura, compreendera exatamente o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me traiu.&lt;br /&gt;- Gerúndio, Thiago, use o gerúndio!&lt;br /&gt;- Você... está me traindo?!&lt;br /&gt;- Bingo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sutileza com que Marcos destilava aquelas palavras fizeram os pêlos da bochecha de Thiago se arrepiarem, e era de um sentimento bem conhecido dele: ódio, raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu filho da...!&lt;br /&gt;- Olha como fala comigo, Thiago. Nós estamos em um restaurante!&lt;br /&gt;- Como você... não acredito...! Você fez isso de propósito?&lt;br /&gt;- Não exatamente de propósito.&lt;br /&gt;- Então por que me trouxe aqui?&lt;br /&gt;- Eu sabia que se fosse lhe contar algo chocante, deveria fazê-lo em um local no qual você se sentisse agradável. Eu pensei em você, meu amor.&lt;br /&gt;- Não me chame de meu amor! E... como "você pensou em mim"? Seu egoísta desgraçado!&lt;br /&gt;- Pra que tanto ódio, Thiago? O que está feito, está feito. Estou sendo sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago não acreditava no que estava ouvindo. Mais que isso, ele não acreditava que concordava com Marcos no que ele estava ouvindo. É como Thiago sempre dizia, a sinceridade é muito melhor do que o constante engano. O problema era que ele era o enganado da vez (e isso não estava sendo nada agradável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;- Então, é isso. Sinto muito pelo que fiz, mas não posso continuar assim.&lt;br /&gt;- Pelo menos, me diz uma coisa.&lt;br /&gt;- Já te disse o que tinha para dizer. O que mais quer saber?&lt;br /&gt;- Com quantos foram? E se foi só com um, quem é?&lt;br /&gt;- Olha... não foi apenas um, o que eu acho que soará melhor na sua cabeça. Mas, quantos foram? É bem difícil eu lembrar a conta exata agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos de Thiago se recolheram e tocaram suas coxas. Ele baixou a cabeça e sentiu uma lágrima escorrendo pelo seu rosto. Sentiu mais raiva ainda disso, mas não pôde evitar: o sentimento tinha que fluir e como as palavras não seriam suficiente, as lágrimas assim o foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, suma daqui.&lt;br /&gt;- Espera, deixa eu pagar a conta primeiro.&lt;br /&gt;- Não, Marcos. Eu disse, "suma". Desaparece!&lt;br /&gt;- Não quer que eu pague a conta?&lt;br /&gt;- Eu quero que você enfie seu dinheiro no cu! Suma, seu filho da puta!&lt;br /&gt;- Nossa! Pra que tanta agressividade, senhor "Ferida". Lembra do que fez comigo?&lt;br /&gt;- Como "o que eu fiz com você"?&lt;br /&gt;- Ah, não. Agora você não lembra de nada. Bem conveniente, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago esperava que Marcos não estivesse se referindo a quem ele estava pensando. Por mais que Thiago tivesse feito o que fez - e ele não tirava o direito de Marcos ter ficado muito magoado com isso - ele nunca chegou a consumar nada! Foram apenas algumas trocas de palavras, elogios, mas nem a toques chegaram. Mas, o que Marcos disse que fez... isso sim, foi muito além de qualquer toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcos, eu nunca beijei ninguém.&lt;br /&gt;- Mas quis.&lt;br /&gt;- Marcos, eu nunca toquei ninguém.&lt;br /&gt;- Mas quis!&lt;br /&gt;- Marcos, eu nunca TRANSEI com ninguém!&lt;br /&gt;- Eu transei, o.k.? Transei e transaria novamente. Agora, se me dá licença...&lt;br /&gt;- ... você é mais que bem vindo para sumir da minha vida!&lt;br /&gt;- Pois aproveitarei minha chance. Tem certeza que não quer...&lt;br /&gt;- ... SUMA!&lt;br /&gt;- Tudo bem, tudo bem. Então é isso, não é? Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos levantou-se da mesa, observou ao redor. Não, eles não tinham feito tanto barulho que chamasse atenção das mesas ao lado além da música ambiente e dos carros lá fora. Era hora de ir embora, Marcos sabia disso. Tinha feito o que queria fazer. Desamassou a roupa, olhou uma última vez para Thiago (que estava de cabeça baixa e soluçando de chorar) e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou deixar o dinheiro na mesa. Se não quiser usá-lo para pagar a conta, faça o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago não reagiu. Os sentimentos continuavam fluindo por seus olhos, ele não conseguia evitar. Lágrima por lágrima, as lembranças deles dois passavam por seus olhos como se fossem cenas de um filme. Sabe aquele romance clichê de "Sessão da Tarde"? Pois bem, beijos, abraços, juras de amor, sonhos e planos... tudo, absolutamente tudo, assaltou Thiago naquele momento. Era como se alguém morresse, ou melhor, como se ele mesmo tivesse morrido. Custava saber quando iria ressuscitar (e SE iria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Marcos disse que ele estava certo, é porque Thiago desconfiava de alguma coisa. Realmente, ele desconfiava. De uns meses até aquele momento, o relacionamento deles, como dizem por aí, "esfriou". Marcos evitava beijá-lo, ou demonstrar qualquer afeto por ele em público. As frases que antes eram lindas e feitas para eles dois, tornaram-se repetitivas e sem sentido. Thiago sabia que havia alguma coisa errada. Inevitavelmente, ele acertou. Houve muito tempo para descobrir algo, mas ele não quis intervir. Não queria procurar por medo de acontecer exatamente o que acontecera naquele momento: ele estar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago limpou as lágrimas dos olhos, pegou o dinheiro de Marcos e foi até o caixa, afinal, alguém tinha que pagar a conta. Não foi nada exorbitante, eles beberam apenas um refrigerante de laranja, Marcos, e uma água sem gás, Thiago. O dinheiro que Marcos deixou serviu para muito além da conta. Serviu para lembrá-lo e certificá-lo que ele jamais irá sair novamente com alguém que bebesse refrigerante de laranja como se fosse a bebida mais cobiçada do mundo, ou que chegasse em casa, tarde da madrugada e tudo que quisesse fosse uma xícara de café. Ele sabia que não sentiria mais o coração palpitar, nem os olhos encherem-se de brilho... ele sabia. Na cabeça dele, algo gritava alto: "Você perdeu o grande amor da sua vida", outra voz, contudo, era muito mais insensível: "Ele comeu inúmeros outros rapazes, ele jamais deveria ser o grande amor da sua vida. Mas, pobre garoto, ele era. Você o perdeu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer agora? Os pés de Thiago o guiaram, desequilibradamente, para a sua casa. Devagar e sempre, Thiago demorara muito mais que o habitual para chegar ao seu santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurou as chaves no seu bolso, devegar. Três tentativas frustradas depois, conseguiu encontrar a fechadura e descobrir, surpreso: a porta não estava trancada. Mas, ele a havia deixado trancada! Então... o que entrou em casa antes dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateu algumas vezes na porta, com medo do que poderia ouvir e perguntando-se, exatamente, por que não ligara para a polícia de uma vez. Abriu, sutilmente, a porta e pôde ver que não havia luz alguma ligada, embora ele tivesse a mania de deixar sempre a luz da sala ligada. Sabe como é, questão de segurança. As luzes estavam apagadas e Thiago percebeu algo mais, não estava completamente escuro. Havia luz na sala, ou melhor, havia algo queimando. Quando sua coragem o permitiu abrir a porta por completo, ele descobriu que havia realmente algo queimando na casa, mas, não era o fogão, ou a estante de livros. Eram velas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caminho com velas aromatizadas guiavam Thiago da sala de estar até o seu quarto. O caminho estava sensivelmente lindo: duas fileiras de velas foram depositadas sobre espaços específicos para que formassem um caminho perfeito até o quarto. Assustado e sem entender o que se passava, Thiago esperou o pior: "Será que o descarado do Marcos não se contentou com me fazer de idiota todos esses meses e ainda me deixou um 'presentinho' especialmente planejado sobre a minha cama?". Ele sabia o quão absurdo era esse pensamento, mas, mais absurdo ainda seria imaginar que algo maravilhoso estava para acontecer. Na verdade, ele queria que esse algo maravilhosamente absurdo acontecesse, mas tinha medo de acreditar. Caminhou, então, sem perceber, até onde as velas o levavam, chegando ao seu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você realmente acreditou que eu ia te deixar escapar, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos estava sentado sobre a cama, com uma rosa vermelha em uma mão e a outra o apoiando sobre a cama. O quarto estava completamente decorado. Havia fotos dos dois por onde quer que ele olhasse e, sobre a cama, um mar de pétalas de rosas. O quarto estava completamente aromatizado, graça às velas e ao incenso, que Marcos meticulosamente escolheu (o preferido de Thiago). Em um movimento de mestre, Marcos pegou o controle do aparelho de som e apertou o "Play". Tocava "Paisagem", da Luiza Possi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Thiago fizeram-no chorar mais uma vez. Um sorriso escapou-lhe dos lábios. Tímido, sem jeito, mas ainda assim, um baita sorriso. Marcos, então, tirou do bolso uma pequena caixinha, abriu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Thiago, quer casar comigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7383513906576355767?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7383513906576355767/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7383513906576355767&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7383513906576355767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7383513906576355767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/01/voce-estava-certo.html' title='Você Estava Certo. ~'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1656771034658406781</id><published>2011-01-17T21:11:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T21:46:09.494-08:00</updated><title type='text'>Silêncio indesejado</title><content type='html'>Thiago fechou sutilmente a porta do quarto para que ninguém ouvisse o que ele estava fazendo. Bem, não que fossem ouvir alguma coisa, já que metade da casa já estava quebrada - e a outra metade estava quase lá, ele podia garantir. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há alguns anos ele prometera que jamais iria se aproximar demais de alguém. Alguns eventos trágicos, embora simplórios, o havia feito crer que ninguém realmente se interessa por aquilo que ele tinha para dizer (quem dirá o que ele sentia). Foi quando decidiu que sua única companhia seria o silêncio de seu quarto nos momentos mais sutis de solidão. Como este. O silêncio da porta fechando chegou até a deixá-lo orgulhoso de sua habilidade como fechador de portas. O máximo que ele podia sentir de si mesmo: orgulho de uma habilidade completamente inútil. Valia a pena acreditar que era útil, pelo menos por aquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até onde ele conseguia lembrar do que acontecera, havia um monstro terrível brigando contra uma bela mulher, bem ali, na sua sala de jantar. Sim, até onde ele lembrava, porque fizera questão de esquecer de absolutamente tudo que acontecera até então, até o momento que ele fechou a porta do quarto (sutilmente). Havia um "alguma-coisa" enorme que brigava com uma bela jovem. Talvez sua mãe, talvez sua irmã, ou quem sabe a vizinha. Tudo que Thiago tinha certeza era que aquela coisa não estava realmente querendo pegá-lo. Mesmo assim, ele tinha medo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A jovem não portava arma alguma, nem a "alguma-coisa". Parecia que de fato elas não estavam brigando, mas de alguma maneira se agredindo. Elas falavam em uma língua que Thiago não conseguia entender e falavam muito, muito, incrivelmente alto. Na verdade, Thiago até agradecia por não conseguir entender o que elas falavam. O fato de estar ouvindo aquilo já era assustador o suficiente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rodou a chave na fechadura, dando a primeira volta. Sentiu-se seguro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, havia esquecido de manter-se seguro. A porta estava fechada, mas não trancada. Algumas coisas ele realmente deixava passar, coisa que é compreensível, visto a quantidade de tempo que ele dedicou a sentir-se invisível. Quem diabos iria querer entrar no quarto dele aquela noite? Parecia que as duas coisas na sala de jantar estavam suficientemente entretidas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rodou a chave na fechadura, dando a segundo volta. Sentiu-se apavorado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O primeiro calafrio passeou pela sua espinha dorsal. O silêncio dentro daquele quarto era estarrecedor. Thiago pressionava as mãos sobre os ouvidos com tanta força que chegava a ouvir o barulho do ar suprimido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tateou a parede em busca de algo que o mantivesse mais a salvo. Apagou a luz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele momento, Thiago não conseguia mais definir o que acontecia do lado de fora de seu quarto. Mas era bom que confiasse em si: algo acontecia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As duas coisas continuavam debatendo sobre algo em uma língua que Thiago não entendia (e que agora, pelo menos, também não ouvia nada). Enquanto trocavam farpas indecifráveis, o movimento de seus corpos as faziam se confundirem, deixando uma dúvida para qualquer espectador corajoso: quem era quem? A jovem confundia-se com a "alguma-coisa" e esse ser nojento confundia-se com a Cinderela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não passaram de belas palavras lançadas sobre o ar. Mas foram o suficiente. As duas coisas se confundiam de maneira tamanha que em algum momento difícil de ser racionalizado elas se misturaram e tornaram-se uma coisa só, muito mais feia do que aquela "alguma-coisa" que Thiago preferira não ver. Se ele tivesse tido coragem de, ao menos, continuar ouvindo, poderia perceber que o que surgira dali falava sua língua, o que era ainda mais assustador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A "nova-alguma-coisa" soltara algumas palavras indecifráveis, dessa vez, em português, mas Thiago não ouvia absolutamente nada. Aquilo debateu-se no chão como se sofresse de algum tipo de convulsão, destilando doses eficazes de veneno em língua portuguesa pelo ar. Aquele espetáculo para o espectador corajoso terminou com uma dúvida ainda maior do que a que o tomara em primeiro ato: a coisa formada pelas duas outras coisas agora voltara a ser duas. Duas belas jovens. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de descobrir que estavam vivas, as jovens não se olharam e nem arriscaram uma mera palavra. Caminharam ambas para quartos diferentes, quando deveriam ter caminhado para um só. Thiago não entendia mais nada, mas podia confirmar a qualquer um que perguntasse: elas eram amigas. Até aquele momento, pelo menos, elas eram amigas. Podia dizer até mais, podia dizer que eram irmãs, mas este sentimento morrera no momento que uma delas (impossível dizer qual) transformou-se no primeiro monstro que destilava veneno em língua irreconhecível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As mãos que cobriam os ouvidos rasparam-se sobre os shorts do garoto, secando o suor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Thiago percebia que agora presenciava outro tipo de silêncio: o silêncio indesejado. Aquele quando duas pessoas praticamente se esfolam vivas e terminam o capítulo sem um final feliz. Na verdade, se formos falar em termos de vida real, o final feliz só vem no final do livro. Quando o livro acaba? Quando uma dessas pessoas está no caixão. Thiago não conseguia compreender: como duas pessoas que têm tudo para se amarem tanto, terminam se odiando por algum motivo tão ridículo e penoso que não merece sequer ser lembrado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O silêncio indesejado tomou conta da casa. Thiago manteve-se sozinho no quarto, muito embora a noite estivesse quente, ele estivesse amedrontado e desejasse, do fundo do coração, um cama fria para dormir ao lado de uma delas duas (ou com as duas, de preferência). A companhia que ele escolheu para o fim daquela noite, entretanto, foi a solidão, a mesma que lhe fizera companhia durante todos aqueles anos em que se manteve afastado de qualquer pessoa que pudesse lhe oferecer carinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, ele decidira manter distância. Não de qualquer pessoa, mas de qualquer "alguma-coisa" que destila veneno em língua indecifrável e trazia consigo um retrato com cinco pessoas nele. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1656771034658406781?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1656771034658406781/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1656771034658406781&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1656771034658406781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1656771034658406781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2011/01/silencio-indesejado.html' title='Silêncio indesejado'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-919946106929573413</id><published>2010-12-12T12:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T12:38:38.802-08:00</updated><title type='text'>Amor &amp; Solidão</title><content type='html'>"Me desfiz dos meus planos&lt;div&gt;Acabei com tudo!&lt;br /&gt;Cometi desenganos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei em cima do muro!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São as páginas em branco do meu futuro:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem você" ~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E foi assim, sem pensar, que você saiu e bateu a porta do carro. Não era eu quem deveria estar escrevendo estas letras, mas você. Não era eu quem... não era eu quem deveria estar sofrendo, e muito menos você. Por que nós não paramos com isso enquanto havia tempo? Por que não deixamos de ferir nosso coração enquanto ele apenas sangrava? Hoje, ele morre. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu queria poder criticar você por todas as atitudes que você teve. Por exemplo, a de falar o que falou na minha frente, a de me criticar gratuitamente e pior: de sair do meu carro como se tivesse acabado de pagar um programa (ruim, por sinal). Neste momento, ao invés de ir correndo atrás de você, eu fico sentado neste banco quente, sob a sombra de uma árvore qualquer. Vivendo de sobras. Sobras daquilo que nunca deveria ter deixado de ser grande. Mas, afinal, o que realmente é eterno? Certa vez eu dissera que seria o amor e hoje eu confirmo. O que não é (e nunca será) eterno são os amantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Distraindo a verdade, ligo o rádio do carro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas as músicas só falam de amor!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acreditei quando disseram que o tempo cura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qualquer dor..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minhas mãos sobre o volante, me lembraram as tuas, segurando-o avidamente para que eu não caísse de nossa cavalgada. E isto me faz chorar. As lágrimas que escorrem pelo meu rosto me lembram a água que, certa vez, escorrera sobre nossos corpos, suados de tanto amar. Aí eu choro ainda mais. Choro, sem você saber, sem você ver. Choro, porque você acabara de sair de minha vida e de meu carro, não me pagara a viagem e ainda batera a porta na minha cara. Choro e a lágrima me lembra muito mais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu pensei que pudesse curar marcas, sarar feridas. Eu pensei que você pudesse voltar a dizer que me amava como se eu nunca tivesse partido, mas eu me enganei. Será que te amei menos? Ou será que te amei demais? Desde quando amor de mais faz mal? Será que te sufoquei? Ou te amei mais que a mim? O amor, de tão eterno que é, confunde os seres humanos, de tão temporais que são. O amor, o carro, a porta, o suor, a lágrima, o beijo. Pensei em ligar o som do carro para dar partida e sumir de sua vida, mas não é tão fácil assim. Eu até fiz o primeiro, mas veio-me uma enxurrada ainda maior de lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"E o teu olhar, ainda diz muito pra mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me faz esquecer que já chegou o fim"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em uma delas, o som me falava sobre dores incuráveis e feridas marcadas à ferro e fogo pelo próprio tempo. O amor é calmo, mas minha paixão é cega, atarefada, voraz e cheia de vontade de arrancar-te de tua realidade de trazer-te para mim. Talvez não tenha sabido comedir tudo isso e terminei te afogando nas águas plácidas da ilusão. Perdão, amor... perdão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu pensei que pudesse curar as feridas do tempo. Sonhei em poder te levar pra casa, sem me importar com trânsito, carro ou gasolina. Imaginei o dia em que diríamos, na frente de qualquer um, o quanto nos amávamos e que éramos o casal mais apaixonado deste mundo. Vivi essa paixão como se ela nunca tivesse fim. Mas me enganei, meu bem, pois esqueci-me que o que finda é o homem, é o mortal, e tu, assim como eu, és mortal. O que tarda a findar, levando-nos até o túmulo, é o amor, tão imortal e resistente quanto teimoso. Perdão, amor... perdão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Se eu pudesse chorar, seria só eu sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um jeito de fazer você voltar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se eu pudesse chorar, seria só eu sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um jeito de fazer você voltar"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, me desfiz dos meus planos e permiti que minha humanidade e temporalidade acabasse com tudo. Cometi desenganos, terminei sentando sobre o muro, esquecendo-me de escolher um lado. Medo. Caminha, meu bem, caminha para longe de quem não te fez bem. Se este fui eu, não posso evitar de sentir-me triste, mas sempre hei de apoiar-te em tuas decisões. Porque o amor, aquilo que é eterno, lembra-me que nossos momentos serão guardados no baú mais secreto do espaço mais inviolável de minha memória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Música: Luiza Possi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-919946106929573413?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/919946106929573413/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=919946106929573413&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/919946106929573413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/919946106929573413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/12/amor-solidao.html' title='Amor &amp; Solidão'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8374652649651385352</id><published>2010-11-30T16:54:00.001-08:00</published><updated>2010-11-30T17:06:24.957-08:00</updated><title type='text'>Vida Enlatada</title><content type='html'>Em qual prateleira estará minha vida perfeita?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Conversas em lata&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sonho em conserva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um bom emprego&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tive um dia duro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o futuro me reserva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais sossego"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em que momento eu descobrirei a causa pela qual morreria?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Não fui à encruzilhadas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem vendi minh'alma&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas parece...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vá ficar louco!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com um pouco mais de calma&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acontece...!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De repente, até o céu parece compadecer-se de minha situação (e começa a chover).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não interpreto mais a chuva como algo necessariamente ruim e melancólico. Ela não me causa mais emoção específica nenhuma. Há um espaço entre o "querer sentir" e o que "realmente sinto". Esse espaço é o qual está meu corpo agora. Depositado entre o "querer ser" e o "vir a ser". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quantos seres!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Não vem me dizer agora:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jogo acabou &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a vida demora a voltar o que era&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer saber?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda vou jogar tudo pro alto"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou nada! Sou uma máquina de produzir "ainda vou's", quando na verdade, a única coisa que eu realmente faço é dizer que irei fazer algo. Existem tantos momentos em que eu gostaria de tomar alguma iniciativa nos quais eu simplesmente não tomo. Isso é frustrante. Ok, eu estou frustrado. Meu coração está pairando sobre um universo de emoções as quais encontram-se tão enfurecidas por tudo que me vem acontecendo que ele simplesmente não arrisca aterrissar. Eu até entendo ele (e olhe que me encontro no meio de toda essa algazarra). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A chuva lá fora me lembra que a noite continua quente. A noite quente aqui dentro do quarto me lembra que eu tenho milhões de coisas para fazer amanhã. As coisas a fazer amanhã me lembram que eu estou cansado demais hoje para fazê-las. Estar cansado me dá sono. O sono me dá vontade de dormir. Quando durmo, tudo recomeça (e parece que a noite nunca esteve quente). É desse ciclo que eu preciso dia após dia. Realmente, não há absolutamente nada melhor do que um dia após o outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque quando eu sinto a noite fria eu lembro que no outro dia pode ser que chova o dia inteiro e ela venha a esfriar. Quando penso que pode haver uma noite fria, eu já penso em ficar agarrado com meu amor, pensando no tempo em que não pensamos em nadica de nada. Não pensar em nada me dá vontade de pensar em tudo. Pensar em tudo requer noites e dias quentes (e eu preciso das frias). Preciso de lençóis cobrindo dois corpos em uma cama espaçosa (embora que ainda seja de solteiro). Preciso de braços me rodeando o corpo. E ao pensar nos braços eu penso nas pernas. No peito. Rosto. Boca. Corpo! Transformando qualquer noite fria em uma maratona em pleno meio dia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fora o amor, não há muito do que eu possa me vangloriar. Na verdade, minha vida inteira eu resumi a este momento: o momento de amar. Tentei fugir dele algumas vezes, confesso. Outras, foi ele quem fugiu de mim. Em todas elas, contudo, era por ele que eu estava vivendo. Em alguns momentos, uma mulher. Ultimamente, apenas um único homem. A vida tem me provado que os seres humanos são tão mutáveis quanto o tempo, o clima, o dia e a noite. Tudo que um dia veio a ser, poderá ser novamente, mas nunca da mesma maneira. O ciclo se renova em todas as noites quentes que tornam-se belos dias de sol na esperança da próxima noite ser fria feio o pólo norte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem fios de vida, os quais eu tento puxar com toda vitalidade que me sobra neste fim de ano estafante. Hei de puxá-los, não nego. Hei de amar-me, não fujo. Embora o tempo me cobre respostas que eu não quero dar agora, hei de deixar-me de lado apenas por mais alguns dias, pois sei que logo, logo, sentirei toda glória de poder olhar o espelho e dizer: "Eu cresci, e me tornei o homem que sempre quis ser".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Esperança...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~ Há Esperança!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8374652649651385352?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8374652649651385352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8374652649651385352&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8374652649651385352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8374652649651385352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/11/vida-enlatada.html' title='Vida Enlatada'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3597118223520860062</id><published>2010-11-14T15:32:00.000-08:00</published><updated>2010-11-14T15:47:45.319-08:00</updated><title type='text'>O Reino que não Há</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TOB1Byw50xI/AAAAAAAAAJ8/PVtrGL7HRX0/s1600/throne.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TOB1Byw50xI/AAAAAAAAAJ8/PVtrGL7HRX0/s320/throne.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539556215332918034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existe um lugar&lt;div&gt;Lá, perto de onde o Sol se esconde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre ele, existem tantas lendas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que o mais sábio dos homens não consegue lembrar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por serem tão diversas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existe um ligar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá, de onde o Sol nasce para brilhar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizem que existe um Rei, também&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que ele reina sozinho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imaginem só... toda a vastidão de um Império&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... todo seu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvi dizer que o vento sopra vindo de todas as direções&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se perde, quem tentar desvendar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os mistéries deste lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizem até que não há&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que o reino, ele não existe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se insistem em contar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mesma história sem parar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... será mesmo que dá para acreditar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja na existência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou no mito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São palavras verdadeiras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja mentira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja verdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existe um lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um reino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem Rei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas um garoto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seu trono destruído&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo tempo, pelo vento incessante&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esperando por alguém curioso o bastante&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que consiga destruir todos os mistérios que o cercam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cercando-o em um sentimento de pertencimento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pertencer ao reino que não Há&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~ &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes viver da medo. Sim, muito. Daqueles que fazer arrepiar até o pêlo da bochecha. Geralmente, deveríamos nos arrepiar com coisas que nos trouxessem extrema vergonha, ou qualquer situação embaraçosa. Mas, acredite, a vida ela mesma pode ser incrivelmente envergonhante. Dá medo, sabe? Acredito que agora você saiba. E você quer se esconder, se fechar no seu quarto escuro, fingir que o mundo não existe, que a vida é uma brincadeira de mau gosto e que, logo, logo, você acordará em um conto de fadas belíssimo. É sadio se iludir de vez em quando. Pena quando esse tempo (que deveria ser reduzido) reduz, na verdade, todo o tempo de viver a realidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viver dá medo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o menino comanda tudo em seu reino. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sendo que falta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um Rei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.~ &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viver dá medo. Amar dá vontade de viver, e quando menos esperamos, estamos tão longe no caminho errado que tudo parece certo. Viver e amar se tornam as prioridades de quem encara o primeiro dos medos. A partir daí, cada dia torna-se uma jornada e em cada jornada o nível de aprendizado torna-se tão extremo que duvida-se que um dia possa-se desejar deixar de viver desta maneira. Acontece que às vezes o amor tira férias e, por mais que ele ainda te ame, é momento de você fazer isso sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É então que chegamos ao ponto em que começam todas as minhas reflexões: a Solidão (com S maiúsculo). É sobre ela que eu falo por aqui, quase nunca sobre o Amor. E qual seria a diferença entre os dois? É verdade, qual seria? Amar é sentir-me acompanhado sozinho. Estar só é uma ótima maneira de aprender a amar-se desacompanhado. Ambos andam de mãos dadas e torna-se necessária muita maturidade para conseguir desvencilhá-los e saber olhar para um no momento em que o outro não esteja presente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3597118223520860062?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3597118223520860062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3597118223520860062&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3597118223520860062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3597118223520860062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/11/o-reino-que-nao-ha.html' title='O Reino que não Há'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TOB1Byw50xI/AAAAAAAAAJ8/PVtrGL7HRX0/s72-c/throne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3315219351561023206</id><published>2010-10-22T08:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T08:23:50.035-07:00</updated><title type='text'>Quer saber?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TMGsd5vIDaI/AAAAAAAAAJw/BGgOltJsP-4/s1600/Alone_by_Hidden_target.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TMGsd5vIDaI/AAAAAAAAAJw/BGgOltJsP-4/s320/Alone_by_Hidden_target.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530891447102344610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que não. Você não quer saber. E não é só você. Ninguém quer saber. Às vezes me pergunto até se "eu" quero saber. Mesmo assim, não posso me ausentar da responsabilidade de falar. Quer saber? Até posso, mas não quero. Vez em quando é bom acreditar que escrever sobre meus próprios sentimentos é uma maneira de ser responsável. Bater o ponto consigo mesmo, dizer "eu fiz o que sentia, agora posso ir pra casa?". Não, eu não posso ir pra casa. Esta é minha casa e é bom que eu me habitue a ela. São tantos sentimentos sobrepostos, que vez em quando me retiro de cena apenas para poder me despir de todos eles. E é exatamente isso que estou fazendo agora.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cena 1: O espelho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me coloquei frente ao espelho uma vez e ele mentiu pra mim. Por que diabos eu deveria acreditar nele agora? Se pensar bem, o espelho nada mais faz do que refletir minha própria imagem, logo, eu quem menti pra mim. Em quem acreditar? Não posso jogar esse jogo maníaco, onde eu sou meu assassino em série e vítima ao mesmo tempo. Preciso me organizar, ter paciência. Caminhar passo a passo, cuidar de mim dia após dias. Respeitar-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cena 2: O pano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então eu jogo um pano sobre o meu reflexo no espelho, na tentativa desesperada de fazê-lo sumir de alguma forma. Por ora, até resolve sim, mas a longo prazo eu começo a me sentir sozinho. É hora de aprender a lidar com a solidão também. A solidão de ser só dois, a solidão de ser um só em tantos que eu quero ser. Na verdade, este sentimento de não-pertencimento nada mais é do que o estranhamento frente a tantas situações adversas. O tempo será meu amigo, Ele é benevolente com quem sabe esperar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cena 3: As luzes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma por uma, as luzes vão se apagando. Estou ficando sozinho. Realidade é uma só: não é tão ruim assim. Minhas expectativas, meus expectadores, cada um, um por um, vão ficando perdidos na escuridão. Vejo algumas lanternas acenderem-se, são eles indo embora. O show terminou. Agora é o momento do astro principal (ou palhaço central) recolher-se em seus aposentos (ou em sua insignificância) e retribuir os aplausos que nunca ouviu distribuindo sorrisos intermináveis pelas ruas da cidade. Uma por uma, as luzes de apagam. Um por um, cada um sai. Eu aqui, sem poder dizer o que me vem à cabeça, pois, pela primeira vez em minha vida, nada me vem à cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cena 4: O camarim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo me trouxe a este momento: o momento do cuidado de si. Independente do que digam, do que pensem ou falem, é o momento certo: cuidar de mim. Preciso encontrar uma maneira infalível de poder dizer para mim mesmo que nada está errado, que eu invento os problemas e esqueço de inventar a solução, lançando-a nas mãos de terceiros. De qualquer forma, este momento será bem aproveitado, ou então, irei ter que repetir a cena milhões de vezes até consegui-lo. E, quer saber? ...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3315219351561023206?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3315219351561023206/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3315219351561023206&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3315219351561023206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3315219351561023206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/10/quer-saber.html' title='Quer saber?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TMGsd5vIDaI/AAAAAAAAAJw/BGgOltJsP-4/s72-c/Alone_by_Hidden_target.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6817159593813351261</id><published>2010-10-18T18:35:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T19:10:58.775-07:00</updated><title type='text'>Sobre o amor e outros deuses</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TLz7RKIVmxI/AAAAAAAAAJo/jv_mvaP2ELY/s1600/Cheer_up_Emo_penguin_by_Fi3ndish.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TLz7RKIVmxI/AAAAAAAAAJo/jv_mvaP2ELY/s320/Cheer_up_Emo_penguin_by_Fi3ndish.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529570714699799314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Coração e portas bem fechadas para que o vento frio não entre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esquece-se das janelas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boca e ouvidos tapados para não saírem palavras indevidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis que esquecem-se dos olhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez eu ainda perca meu tempo procurando uma definição para a paixão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem sabe eu ainda me aventure pela floresta da indefinição&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desbravando, morto de medo, estas matas desconhecidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, por hoje, por ora, eu quero falar sobre o amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre o amor e outros deuses&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~ . Não há maneira melhor de falar de amor do que falar de você, meu caro Heldon Simões. Não há melhor maneira de tentar definir o indefinível como quando estamos juntos e, sem palavras, o mundo nota o nosso carinho. Quando lembro-me do tempo que prometi nunca mais fazer juras, ou me entregar, ou desejei que todos ao meu redor explodissem em pequenos pedaços de ódio - que nada mais fazia que emanar do meu próprio coração - eu jamais iria entender o que entendo hoje. Deixar que o amor tome conta de si é uma obra singular e solitária. Muitos reclamam não encontrarem alguém para amar. Na verdade, eu os pergunto agora: vocês alguma vez já pararam para encontrar em vocês o amor? Ele está dentro de nós e tornar-se necessário que o tenhamos acordado para que ele tome conta de nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é exatamente isso que me acontece. Na verdade, que me aconteceu. Quando eu me permiti libertar de todas as angústias que me prendiam, feito grilhões, a um passado que fedia ao enxofre de demônios das profundezas, eu fui capaz de ver o amor me esperando de braços abertos. Como se fosse "Deus" me abraçando, ele me acolheu e me trouxe de volta ao mundo do qual nunca deveria ter saído. Hoje, apesar de desejar sublimar momentos de extrema melancolia depressiva, não posso ausentar-me da responsabilidade de extrair destes a sabedoria necessária para conseguir viver cada dia mais sábio do meu desconhecimento em relação a tudo. Quem dirá ao amor! Portanto, evitarei definições por ora. Agora eu quero falar do sentimento. ~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo que nos cerca nos draga em turbilhões de informações&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa delas encontrei você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A terra que nos acolhe nos circula ao redor do Universo infinito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um destas estrelas caíram e formo você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cada segundo o Tempo nos envolve na transitoriedade do dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No rodar do ponteiro para o teu aniversário, eu fui teu presente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não seria exagero confessar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que fui presenteado também&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentar expressar em horas, segundos, momentos, dias, aquilo que eu sinto por ti, é tentar expressar algo que limita-se ao praticar este feito. Portanto, deixa o coração falar por mim, pois ele sente o que a alma fala. É uma pena, contudo, muitas vezes negligenciarmos a voz da alma em prol de exigências diárias. Elas, porém, também estão recheadas de belezas, mas estas são outras deusas muito alheias ao panteão que pretendo narrar nestas linhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu coração por ti torna-se tão alegre que eleva-se na resplandecência do nosso carinho. Olhar-se é poder viver da arte de nossa criação constante. Seja no beijo, no abraço. Na cama. Acordar contigo é observar que não estou sozinho. É saber que ao meu lado está deitado o homem mais lindo deste mundo. Não por possuir as características esteticamente mais perfeitas, mas por me encantar de tamanha maneira que ter um dia pensado em deixá-lo em troca de alguém que preenchesse estes requisitos já me lança para o mais impiedoso dos círculos infernais. Pois negar o amor, em tantas religiões e fés, é negar a "Deus" - e o nosso amor, meu bem, é o mais belo de todos estes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querer enunciar em poucas linhas o que aprendi contigo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria além de redundante, impreciso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois nada, nenhuma linha, seria capaz de conter&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A quantidade de palavras que iria tecer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No mundo ainda inexistente de neologismos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~ ; Portanto, Heldon, não leva estas poucas letras como soberba de um homem orgulhoso. Tenta entender que quem vos dedica estas está para vos dedicar infinitas mais, pois do brilho do teu olhar eu sou capaz de ver o mundo com outros olhos. E, prometo, com estes olhos observar e descrever tudo que me cerca de maneira tal que nunca me permitira em toda minha vida. ~&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigado ao amor &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A "Deus"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E todos os outros deuses&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por nosso carinho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por o nosso ser tão completo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por nossa transitoriedade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por nossa tranquilidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pela paz provinda apenas da chama indolor do Amor ~ &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6817159593813351261?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6817159593813351261/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6817159593813351261&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6817159593813351261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6817159593813351261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/10/sobre-o-amor-e-outros-deuses.html' title='Sobre o amor e outros deuses'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TLz7RKIVmxI/AAAAAAAAAJo/jv_mvaP2ELY/s72-c/Cheer_up_Emo_penguin_by_Fi3ndish.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1224501150421430645</id><published>2010-09-30T19:24:00.000-07:00</published><updated>2010-09-30T19:49:29.252-07:00</updated><title type='text'>Nevoeiro e Cigarros</title><content type='html'>Primeiro, eu gostaria de deixar claro aqui que eu não fumo. Pelo menos, não mais. A razão de eu citar cigarros neste título é pura e simplesmente estética. Acredito que o leitor vá concordar comigo: cigarro é algo que adiciona um certo charme a quem fuma. Principalmente se a pessoa souber fumar de maneira sensual. Bem, pelo menos é assim que meus olhos veem (e sobre o que mais é esse Blog se não uma descrição daquilo que meus olhos veem?).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para o Futuro:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Caro tempo, eu gostaria de te pedir paciência. Pegue leve comigo dessa vez, por favor. As coisas estão sendo muito pesadas para mim e sinto que não estou conseguindo lidar com isso. As sensações que você está me fazendo sentir são todas muito exigentes. Não quero defini-las enquanto 'novas', mas sim enquanto exigentes mesmo. Elas pedem que eu siga um determinado caminho na velocidade que elas ditam, não me deixam escolher, não dão voz ao coração, nem ao corpo. Por falar em corpo... ele também está cansado, embora mais bem relacionado com o sono e o descanso, mas continua cansado. Nossa, eu pareço um velho cheio de doenças falando assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É tudo culpa da noção de finitude. Eu sinto, sei e vejo que as coisas terminam. É o excesso de História (e história) no meu modo de ver o mundo. Aliás, eu duvido muito que Nietzsche ou qualquer outro filósofo que falara sobre felicidade a tivesse vivido em plenitude. Falo por mim mesmo, grande parte dos tratados sobre felicidade que eu escrevo é uma tentativa de enviar uma carta ao leitor que decidir debruçar-se sobre minhas palavras. Uma carta com uma mensagem um pouco parecida com essa: 'Por favor, meu caro, não pense: viva! Não duvide, acredite! Não desmistifique, sonhe com todas as forças que você tiver! A vida é curta demais para perdermos tempo pensando em seus problemas tão infinitos'. Caro futuro, eu devo dizer-lhe: tu estás me matando. É como um estranho, que vem do nevoeiro trazendo um perfume em um pequeno frasco de vidro. Este perfume emana um frescor de vida incrivelmente delicioso, mas é de vidro o fraco e constantemente o caminho é cheio de obstáculos. Ao mesmo tempo que devo ultrapassá-los, também tenho que proteger este aroma que me revitaliza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem, futuro, eu deixei o frasco cair. Será que você poderia vir me dar mais um? Eu te imploro, Cronos, tenha pena deste filho que não devoraste. Escapei de tua fúria assassina e prometo-te, se este é o teu pior pesadelo: não desejo roubar-lhe o trono. Ele é todo teu em troca de minha paz de espírito. Que tal fazermos esta troca? Tu me forneces um ou dois dias de paz em relação ao que está por vir e eu não irei, de maneira alguma, ameaçar tua hegemonia..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não são palavras de desespero. São preces amedrontadas. Apesar de tudo, elas não me interferem de enfrentar absolutamente nada. Tenho plena ciência de minha força e sei que sou capaz de seguir em frente, mesmo no pior dos nevoeiros e na pior das fumaças de todos os cigarros que eu não fumei. Tudo há de ser uma grande fonte de experiência, da qual beberei assim que chegar lá. Mas para alcançá-la, não posso esquecer, é necessário caminhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o caminho é de pedra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paciência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se há espinhos nas rosas do caminho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paciência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não há certezas nas quais se apoiar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paciência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não há paciência para suportar o desconhecido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paciência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não se deseja seguir em frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfrente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois paciência sozinha não fornece força vital&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tonar-se necessária a força&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A coragem e a ousadia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De desbravar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia após dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As próprias terras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deste imenso território&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chamado: Eu. ~&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1224501150421430645?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1224501150421430645/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1224501150421430645&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1224501150421430645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1224501150421430645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/09/nevoeiro-e-cigarros.html' title='Nevoeiro e Cigarros'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8378085631736957758</id><published>2010-09-23T10:56:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T11:10:23.877-07:00</updated><title type='text'>O Malabarista de Corações</title><content type='html'>O primeiro é jogado para cima, enquanto o segundo já passa para sua mão esquerda. O terceiro nem bem chega a tocar a mão direita quando já é passado para sua oposta e é impiedosamente lançado para cima também. E assim se segue com o quarto, quinto, sexto... décimo coração. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você me pergunta como este malabarista consegue lidar com tantos ao mesmo tempo? Eu, por outro lado, o perguntaria por que ele faz isso. Aliás, já o fiz. Ele não teve como me responder, seu assistente disse-me que ele não pode parar um segundo sequer para falar, senão toda arquitetura é quebrada, o show termina e os corações caem no chão. E eles são bem frágeis, sabia? Quando caem se espatifam e é muito difícil recolher seus pedaços. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que? Você estava pensando que estes corações eram macios e musculosos? De maneira alguma. A medicina que me perdoe, mas estes são corações bem diferentes. Variam de matiz, mas em sua grande maioria são rígidos pedaços de pedra, vidro e cerâmica. Veja bem, um material mais frágil que o outro, mas que certamente não resistiram à força das leis da física ao se chocarem com o chão, não importa o quão duro fossem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De qualquer forma, seu assistente também me disse algo valioso sobre a razão dele continuar lançando aqueles corações para cima, passando de uma mão para outra, lançando para cima... e assim por diante. Ele me disse que na verdade não são corações de outras pessoas que ele lança para cima, o que me deixou mais pasmo ainda. Como pode ser o de uma pessoa só? Mas era. Na verdade, eram. Todos aqueles corações na verdade são dele. Partes e momentos, emoções, fragmentos. Cada pequeno segundo que vai se formando em hora e constituindo-se em um belo momento conhecido como "inesquecível". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele os lança para cima por que razão? Ele poderia simplesmente deixá-los em uma prateleira e observá-los cada dia mais lindos. Isso, certamente, seria razoável, mas ele também já fez isso, disse-me o assistente. Ele já fez. Vou-lhes dizer mais uma coisa, isso começou assim. Todos esses corações, esse malabarismo incrível, começou com um pequeno coração deixado de lado. Este moço um dia deixou o primeiro dos corações encostado em um canto qualquer até que um dia resolveu reavê-lo, lutar por ele e deixá-lo sob seus cuidados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste momento, contudo, ele percebeu que o coração se reproduzira sobre suas mãos, fecundo de tantos momentos inesquecíveis. Cada um desses momentos foram criando outros corações que, por sua vez, ocuparam mais ainda a mão do rapaz. Quando caiu em si, já estava com três que não paravam de se reproduzir. Eram tantos momentos inesquecíveis assim? Perguntei ao assistente. Ele me respondeu que era isso que ele queria perguntar ao malabarista também. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não pôde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pôde pois quando voltou para casa ele já estava jogando todos estes para cima e havia um recado sobre a mesa: "Não me atrapalhe, por favor. São muitos corações, eu devo cuidar de todos eles e hei que conseguir. Mas continue aqui, pois caso eu fracasse precisarei de ti para me ajudar a recolher os pedaços". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Desde então", disse-me o assistente, "eu continuo aqui, esperando não que ele fracasse, mas que ele precise de mim. Pois eu sei o quanto preciso dele para cuidar de mim, já que sou um desses momentos inesquecíveis que ele joga para cima e depois de uma mão para outra. Pois eu sei que sou um desses corações que ele cuida". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~ &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Partilhar experiências&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É viver na complacência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De uma existência totalizada &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pelo que vivemos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas pelo que compartilhamos &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8378085631736957758?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8378085631736957758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8378085631736957758&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8378085631736957758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8378085631736957758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/09/o-malabarista-de-coracoes.html' title='O Malabarista de Corações'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6750334760385277670</id><published>2010-09-18T10:58:00.001-07:00</published><updated>2010-09-18T11:04:40.504-07:00</updated><title type='text'>Aceito</title><content type='html'>Eu sinceramente aceito minha vida do jeito que ela é. Isso não me causa revolta. Já pensei que em querer morrer de tanto ódio que essa morgação me causava. Mas hoje não. Eu realmente aceito minha vida do jeito que ela é. Assim, sem muita graça. Com um evento grande aqui, outro ali. Um sorriso, alguns amigos, um grande amor. Eu tenho tudo que preciso e talvez por isso minha vida tenha dado uma parada para descansar. Tenho amigos sinceros, uma família que me sustenta, uma mãe carinhosa, um pai atencioso, duas irmãs para suprir minha falta de irmãos, um homem lindo para amar. Minha vida é assim comigo: boa, sincera, generosa. Ela me abraça quando eu estou sozinho e me mostra que a solidão nunca é sozinha. São paradoxos que vão se explicando por si só. São peças de um jogo que se encaixam sozinhas. Eu não preciso me mover. Agora é hora de viver o que há em mim, o que está comigo para viver e deixar que o tempo faça o resto.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não importa essa raiva que me toma de vez em quando. Essa raiva mesmo, que quer me dizer que minha vida é ruim e sem graça. Ela não é mais forte que eu. Não mais. Ela não vai me mostrar que devo buscar outras maneiras de ser feliz. Quem disse que a felicidade é dinâmica? Acho que é por isso que as pessoas não conseguem viver felizes. Porque eu entendo a felicidade como uma tarde na praia vazia. O sol esquentando minha pele, o vento soprando livremente e eu sentado na areia. A felicidade não é dinâmica e, por si só, ela não consegue tornar a vida de ninguém em algo melhor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos frutos de nossas escolhas e experiências. E eu escolho experimentar a felicidade desse jeitinho que ela é mesmo: sem graça, sem dinamismo, sem movimento. Vou viver minha vida à medida que ela for acontecendo. Prometo não querer tomar as rédeas e decidir baseado em sentimentos completamente fugazes...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Maybe the road is just too rough&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... To me...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But I walk ON!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Pain Of Salvation - Road Salt)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6750334760385277670?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6750334760385277670/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6750334760385277670&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6750334760385277670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6750334760385277670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/09/aceito.html' title='Aceito'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2313426832006549329</id><published>2010-09-16T21:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T22:08:46.625-07:00</updated><title type='text'>Aquele que Vos Fala</title><content type='html'>Sou eu. Ninguém além de mim. Nesta sala vazia, naquela rua escura, no dia ensolarado, ou no entardecer de domingo. Em todos os lugares eu estou e sei que continuarei transitando por tantas localidades porque assim sou eu, até deixar de ser. Gosto de viver errante, de seguir falante, de sentir tudo que o coração diz e ouvir tudo que a cabeça fala. São dois caminhos, vários atalhos, tantos erros, tantos corações deixados de lado, outros que nem merecem ser mencionados. Mas eu continuo aqui. Não sei bem a razão, nem sei se quero saber. Só sei que eu continuo aqui. Correndo para longe, saindo de dentro, voltando pra casa, sentindo e morrendo. Sou eu. Em cada aresta daquela figura geométrica tantas vezes esquecidas pelos humanistas mais horrorizados com a matemática. Este sou eu. Esquecido, lembrado, querido ou odiado. Todos os dias, todas as horas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora não quero mais falar de você. Não quero, porque sei que se quisesse seria para ter que me degladiar contigo. Isto não faz sentido. Cansei de viver querendo te transformar em mim. Agora eu sei o que devo fazer, e dessa vez eu vou até o fim. Vou te amar até meu último fio de cabelo embranquecer e eu não conseguir mais falar seu nome. Sei que vou te amar até que não haja mais palavras para descrever meu sentimento. Mas, por hoje, meu bem, deixe-me falar de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero gritar minha existência para fora desta casa. Pois aquele que outrora estava confuso e não sabia se era tanto que se perdia, ou tão pouco que não se achava, hoje sabe quem é. Sabe porque aceitou que nada é compatível com a caixa fechada. Tudo é volátil e eu sou parte da totalidade. Eu sou quem deixarei de ser amanhã, mas que lembrarei de ter sido ontem, buscando sempre definir o que sou hoje. A grande diferença agora, meu caro, é que aquele que vos fala é aquele que sabe que é transitório. Aquele que vos fala sabe que é um sopro do tempo que devora cada filho criado. Cronos, assassino de suas próprias crias, com medo que uma possa tomar seu trono. Mas eu vos digo, meu pai: não te assusteis, pois jamais este humilde filho quererá te tomar o reino. Sou apenas alguém que sabe que não é qualquer um, que sabe que nada sabe e, assim, já sabe demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho sonhos incríveis, vontades maiores ainda e uma coragem crescente de tornar tudo que penso, todas as palavras que fato, em ações tidas. Sou um guerreiro corajoso - apesar de preferir os magos e arqueiros -, que aceita seu destino, embora saiba que tal coisa não existe e que tudo é obra de minha própria escolha. Pois o "Deus" não diria que existe livre arbítrio se nos colocasse no mundo com um destino traçado de maneira tal a zombar de nós sempre que proferíssemos frases como: "Sou livre para fazer o que quero". Meu "Deus" é misericordioso e cheio de amor. Minha divindade maior sou eu, em meu templo, minha adoração maior é para mim. Nada irá me tirar deste altar, pois sei que uma vez preparado para encarar cada intempérie de meu ser, estarei sempre apto a ajudar os outros a superarem as deles. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que minha pátria seja meu coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que meu sonho não seja em vão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para que meu destino seja traçado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para os caminhos de minha escolhas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por mim, em mim e para mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois não há arrogância maior&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do que trocar o que há em si &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo que no outro existe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois o que persiste&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a vontade de ser maior&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se não se assume esse desejo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afoga-se nas águas de um mesmo rio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Torna-se água jogada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Despejo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Oração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Concessão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apoderação&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Pois o amor é simples&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... nós que complicamos"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2313426832006549329?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2313426832006549329/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2313426832006549329&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2313426832006549329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2313426832006549329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/09/aquele-que-vos-fala.html' title='Aquele que Vos Fala'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6565526027128916787</id><published>2010-09-04T11:50:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T12:39:21.275-07:00</updated><title type='text'>Erupção</title><content type='html'>Há lendas sobre um vulcão que explode constantemente em uma ilha remota. Quer dizer, não tão remota. Ela fica logo ali, do lado daquela grande metrópole, tão movimentada e cheia de relações, mas geralmente a ilha em si é esquecida e deixada para lá. Sabe como é, né... a vida na cidade não oferece muitas possibilidades de visita à ilhas paradisíacas. Não que eu esteja dizendo que esta ilha é um retrato fiel do paraíso, mas talvez seja uma pequena representação dele. Quanto ao vulcão, nunca entendi bem o porquê dele insistir em entrar em erupção. Quando isso ocorre, é de uma violência tamanha que assusta até os mais céticos anti-ambientalistas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei sabendo também de um certo viajante que decidiu tirar umas férias e visitar essa ilha. Já havia passado por muitos lugares na metrópole e agora queria algo totalmente diferente de tudo aquilo que havia vivido. Decidiu, portanto, descobrir a razão daquele vulcão ser tão voraz em suas erupções crônicas. Sua mãe o advertiu: "Pode ser que o danado decida explodir enquanto você estiver passeando por lá, meu filho", mas ele estava decidido, não havia conselho de mãe que o fizesse deixar de querer desvendar estes mistérios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O primeiro passo foi comprar as passagens. Quem disse que algum piloto queria arriscar-se? Decidiu, então, buscar algum canoeiro, barqueiro ou seja lá qual nome exista para aquele homem que trabalhe guiando barcos. Nenhum, também, queria se arriscar em deixar alguém naquela ilha. Decidido em pisar naquelas areias, o rapaz foi por si só. Não, a ilha não era tão longe assim da cidade. Talvez algumas horas de viagem a mar aberto? Mas nada tão turbulento. O dia estava belo, sem riscos de tempestades. Sem dúvida, seria uma viagem tranquila até para o mais inexperiente pescador. Foi quando decidiu que iria sozinho mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comprou, ao invés de passagens, um barco inflável de boa qualidade, dois remos eficientes e muita água para aguentar o esforço físico até lá. Passadas algumas horas de viagem, o homem chegou até a ilha. Vale ressaltar que não havia muitos registros sobre a localidade. Nenhum pesquisador ousara pisar neste terreno, seja para saber as espécies que ali viviam ou para catalogar a atividade vulcânica; este homem seria o primeiro (e tão pouca gente sabia disso). Ele não queria fama, até porque, se quisesse, também não conseguiria muita coisa. Afinal de contas, toda comunidade científica estava ciente deste pequeno espaço de terra e, ainda assim, pouco fazia para explorá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sendo assim, começou o homem, sozinho, a expedição. No primeiro dia, nada ocorreu. Foi apenas o tempo necessário para que ele armasse a barraca, procurasse um coco e bebesse um pouco dos seus litros infindáveis de água que havia comprado. Tudo como deveria acontecer, tudo na maior paz paradisíaca. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O segundo dia começou com um sol forte. Ainda bem que não chovia, pois o rapaz queria saber de tudo que podia por aquelas localidades. Na verdade, o que ele queria mesmo saber era sobre o vulcão. Foi aí, então, que dirigiu-se diretamente a ele. No caminho, ele podia sentir que algo o seguia, mas não deixou-se abalar por crenças pré-colombianas. Não havia tribo canibal que o fizesse perder o interesse naquele vulcão. Sem contar que esse "algo" poderia ser algum animal selvagem, contra o qual ele não teria muita escapatória, caso fosse algo como uma onça, ou um leopardo. Então, o que ele poderia fazer agora era continuar em frente e preparar-se para o que pudesse ocorrer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando ele chegou mais perto do vulcão, ele pôde notar uma velha senhora de costas para ele, observando o monumento geológico. Aproximou-se dela e perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Senhora, o que fazes por aqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espantada, a senhora respondeu sem olhar para trás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu moro aqui. A pergunta deveria ser feita para o senhor. O que fazes por aqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vim apenas saber o que acontece nesta ilha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi quando a senhora virou a cabeça e olhou-o com a beirada do olho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acontecem muitas coisas. Mas alguém da metrópole não se importaria por um lugar tão remoto quanto esse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ora, senhora, não é tão remoto. Fica apenas a alguns quilômetros da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A distância física não importa. Remoto sim, em conhecimento e sabedoria. O que sabem os metropolitanos sobre esta ilha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Muito pouco, quase nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então, eu repito, senhor: o que querer nesta ilha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na verdade, o homem não sabia. Foi, sinceramente uma busca intolerável por aventura que o fizera caminhar até aquelas localidades tão afastadas. Nesse momento, contudo, ele deveria responder àquilo que a senhora perguntava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu queria descobrir o que acontece com esse vulcão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa resposta. Talvez eu possa lhe ajudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A senhora começou a caminhar em direção ao vulcão e o rapaz interpretou que devesse segui-la. Estava certo, ela o estava guiando até as paredes do vulcão onde ele podia ver algumas iconografias antigas. Algumas estavam deterioradas pela lava vulcânica, mas outras estavam tão intocáveis que pareciam terem sido feitas há poucas horas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Consegue enxergar o significado destas imagens, senhor?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desculpe a ignorância, mas não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Elas representam uma lenda do meu povo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Seu povo? Quer dizer que existe uma comunidade por aqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Se o senhor entender como comunidade a multiplicidade de uma única pessoa, então sim. Existe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A senhora foi caminhando em direção ao que parecia ser a primeira iconografia. Quando parou de frente a ela, a senhora começou a diminuir de tamanho. O homem ficou simplesmente assustado, praticamente paralisado. Seus olhos esbugalharam-se e ele não piscava uma vez sequer. Aonde existia uma velha senhora agora estava um garoto de, no máximo, 10 anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Consegue ver isso, moço? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apontou o garoto para a primeira pintura. Parecia uma espécie de Sol dando luz ao que parecia ser uma pequena faixa de terra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Foi daí que eu nasci!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Respondeu o garoto, sorrindo, caminhando em direção à segunda pintura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Agora olha para essa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem estava parado na primeira pintura ainda. Não conseguiu andar, estava paralisado completamente. Foi preciso o menino vir, pegar na mão dele e guiá-lo até a pintura à qual se referira. De forma alguma o garoto se deixou abalar pela expressão transtornada do homem. Parecia que tudo aquilo era normal para os dois lados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah... sim, consigo ver sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que isto lhe diz?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A segunda pintura mostrava claramente aquela faixa de terra que parecia, na primeira, ter sido parida pela Sol. Dessa vez, a terra estava banhada por todos os lados pelo oceano. As peças estavam começando a se encaixar na cabeça do homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isto representa a lenda que diz como esta ilha foi criada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não fale "lenda"! Parece que não é verdade quando você fala assim!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você quer que eu acredite que a ilha foi parida pelo Sol e foi assim que tudo aconteceu?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ora... você não acredita que o homem nasceu do barro e a mulher da costela do homem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ... ! Com... como... Como você sabe disso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é difícil conhecer as outras lendas quando se aceitam as próprias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O menino deu as costas para o rapaz e dessa vez foi caminhando até chegar à pintura que queria deixar claro para o homem. Durante o caminho, o menino foi crescendo. De criança de no máximo 10 anos, ele passou para um adolescente robusto de 16 anos, depois, para um adulto de 25 e quando parou sobre a pintura que queria mostrar para o homem, aparentava estar com uns 36 anos de idade. Não era mais um homem, também, havia tornado-se uma mulher.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que está acontecendo aqui? Como você consegue fazer isso? Não estou entendo mais nada!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentando evitar o susto e o espanto - embora não conseguindo muito bem - o homem fez estas perguntas sem perceber para o garoto, que agora era uma mulher adulta. De uma coisa ele estava certo: aquela ilha não tinha nada de comum. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você realmente se importa muito com as aparências, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como não me importar? É claro que quando falei com você a primeira vez, você era uma senhora idosa e agora é uma mulher adulta. Claro, depois de ter se tornado um moleque e passado por ser um homem! Isso é confuso demais!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas isso não importa, meu caro homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isto aqui é apenas uma imagem. O que verdadeiramente importa é o que está por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sua personalidade. É isso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você realmente gosta de nominar as coisas, não é mesmo? Pois bem, minha personalidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem, isso me ajuda a entender as coisas melhor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Agora, você pode prestar atenção na imagem que está gravada aqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mulher estava apontando para uma última imagem. Parecia a figura de ambos os sexos, seguidos de suas variáveis temporais de faixa etária, isto é, uma menina e um menino, dois adolescentes, dois adultos e um senhor e uma senhora. Todos estavam de frente ao que parecia ser uma pequena montanha e estavam de braços levantados para os ceus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Há uma lenda nessa ilha que explica a razão desse vulcão entrar em erupção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Há? E qual é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sempre que algum de nós morre, ou que é chegada a hora de partirmos, nós nos entregamos ao vulcão. Sempre que fazemos isto, ele entra em erupção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É isso? Então, sempre que algum de vocês morrerem ele vai entrar em erupção?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quase isso. Existe uma sutil diferença entre "morrer" e "saber que a hora chegou". Geralmente só os mais sábios entendem isso e, geralmente também, estes são os mais velhos da tribo. De qualquer forma, o que eu quero que você saiba é que falta algo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O fato de nos entregarmos ao vulcão não explica tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não estou entendendo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não estamos completos. Não somos completos, por isso mudamos tanto. Afinal, será que você não entendeu o motivo claro de eu ter me transformado em senhora, menino, adolescente, adulto e ainda assim, ter continuado mudando até chegar a esta forma que vos fala?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não entendi mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas eu vou te explicar. Somos seres mutáveis, meu caro e precisamos disso para continuarmos nossa trajetória pela vida. Mas mudar o tempo todo não nos faz bem. Por isso a diferença entre "morrer" e "saber que a hora chegou". Não estamos preparados para morrer, a morte é algo muito digno. Por isso, muitos de nós se entrega ao vulcão antes de terminar os poucos anos que lhes restam. Falta algo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas se vocês mudam tanto, por que então não encontram aquilo que falta? Aposto que não estão fazendo isto há pouco tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E não estamos mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi quando a mulher olhou nos olhos do rapaz e aproximou-se dele. Meio sem entender o que estava acontecendo, o homem permaneceu quieto, esperando. A mulher aproximou-se dele e, durante este trajeto ela se transformou mais uma vez. Agora, ela deixara de ser uma adulta de no máximo 36 anos e passou a ser uma senhora, novamente, beirando os 50. Pegou na mão dele e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Meu caro, precisamos de uma boa brisa. Precisamos de um vento que sopre do oeste para leste, de norte a sul, oscilando sua velocidade e seu carinho. O que nos falta, desde que esta ilha teve a graça de ser trazida ao mundo, foi a leveza de uma corrente aérea que pudesse trazer boas notícias, tempestades, chuvas de verão e tudo mais que os ventos trazem para as outras ilhas neste planeta. Precisamos, mas não encontramos alguém que pudesse se entregar a nós como nos entregamos ao vulcão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo estava começando a fazer um sentido assustador para o homem. De certa forma, ele havia encontrado o que procurava, quando desembarcou no dia anterior na ilha, mas agora as coisas estavam completamente diferentes. Foi curiosidade, de fato, ou algo maior? Foi curiosidade ou solidão? Que o fez navegar sozinho. Foi medo de chegar até lá ou pavor de continuar preso na metrópole? Que o fez encarar esta aventura solitária. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu quero ser este vento que regula a fúria vulcânica. Quero ser esta brisa que envolverá as árvores e trará pólen para fecundas o solo virgem desta ilha. Quero ser a chuva que virá, o frescor verdejante dos dias ensolarados. Quero fazer parte desta ilha como se jamais tivesse pertencido à metrópole.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A senhora e o homem, então, se entregaram ao vulcão e aquela ilha jamais foi a mesma, pois havia conhecido o valor do sacrífico daquele que não teme o desconhecido e, ao contrário, vai ao seu encontro, enfrentando medos e preconceitos, frio e calor. A ilha, o vulcão e o vento, estavam agora unidos para enfrentarem os intempéries do tempo que viriam sem penar. A preparação para o novo desconhecido, que se abria diante os olhares curiosos dos moradores daquela localidade, que agora deixaram de ser tantos e tão mutáveis, mas passaram a ser dois e tão moldáveis. O vento e o vulcão, dos participantes de um mesmo monumento geológico ímpar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Ilha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6565526027128916787?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6565526027128916787/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6565526027128916787&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6565526027128916787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6565526027128916787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/09/erupcao.html' title='Erupção'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6283109985417247406</id><published>2010-08-30T15:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T15:06:14.863-07:00</updated><title type='text'>Melhor Lugar</title><content type='html'>- Você está de volta?&lt;div&gt;- Eu quero estar. Posso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sou eu quem vai responder essa pergunta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas você faz parte disso também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu sei, acontece que para mim nada mudou. Mudou para você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Em relação a nós dois?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Em relação ao que você quiser responder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, não mudou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso é bom.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então quer dizer que eu posso voltar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você sempre pôde, meu Bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desculpa ter saído assim, sem avisar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não tem do que se desculpar. Eu também fechei a porta na sua cara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fechou porque eu pedi que o fizesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Também. Mas eu também o quis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então quer dizer que estamos de volta?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De volta não, mas agora estamos começando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu prometo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Promete o que?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nunca mais deixar meus receios tomarem conta de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E eu também prometo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem algo a prometer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro que tenho! E eu prometo que agora seremos dois. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas para isso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ... precisamos um do outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Enfim, encosta teu barco em mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que o sol já se pôs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui ainda parece o melhor Lugar..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6283109985417247406?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6283109985417247406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6283109985417247406&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6283109985417247406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6283109985417247406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/08/melhor-lugar.html' title='Melhor Lugar'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2044130447686431815</id><published>2010-08-17T21:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T21:31:15.716-07:00</updated><title type='text'>Saudades de Si</title><content type='html'>Minha vontade, às vezes, é de pegar meus pensamentos e jogá-los contra a parede. Quem sabe assim eles se despedaçam e fica mais fácil para eu organizá-los mais tarde? Isso em si já é contraditório, pois, uma vez despedaçados eles se tornariam mais difíceis de serem encontrados, dependendo de onde fossem parar. Ah, que confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, é bom que minha mente passe por isso. Uma avalanche maluca de experiências que cai por sobre minha cabeça. Tudo muito rápido, cheio de impulsos. Espasmos de vida. Se era isso que eu queria, textos atrás, foram tantos que eu recebi nesse último mês que de fato, parece que eu até saí do coma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu sinto saudades de mim. Eu preciso me reencontrar antes de poder encontrar qualquer pessoa que seja. Preciso saber e redescobrir o que é amar para mim, depois de tanta coisa que passei. Serão e estão sendo momentos dificílimos, mas de uma coisa eu estou certo: são momentos exclusivamente meus. Eu devo passar por isso, são consequências de minhas próprias escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades de si...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2044130447686431815?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2044130447686431815/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2044130447686431815&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2044130447686431815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2044130447686431815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/08/saudades-de-si.html' title='Saudades de Si'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3366584717741745826</id><published>2010-08-14T08:58:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T09:03:57.877-07:00</updated><title type='text'>O Melhor de Mim ~</title><content type='html'>Alguns acham ridículo. Outros pensam nisso como desnecessário. Há aqueles que pensem nisso como algo superimportante, exarcebadamente incrível. Opiniões são criadas e recriadas para definir o mesmo conceito dentro de mim, o mesmo formato de vida que me envolve e me torna um só comigo mesmo. Como uma pele arrancada de outra, que pertencia a outra pessoa, essa pele fica com o outro e a tua torna-se carne viva. O que será mais importante? O que ficou com o outro? Ou aquela que há de nascer no lugar da carne viva? Amputação de si para que nasça algo totalmente novo. Recepção desagradável da mudança, por medo do revolucionário, anuncia tudo que está por vi. O anúncio trazido por um mensageiro das tragédias gregas, que não costumam ser dos mais otimistas. O que será mais importante? Encarar a mensagem trazida, por mais assustadora que ela possa ser? Ou simplesmente deixar que o mensageiro vá embora, mantendo-se parado, deixando que nada de mal me ocorra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o melhor de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São minhas dúvidas&lt;br /&gt;São minhas questões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o melhor de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São meus sorrisos&lt;br /&gt;São meus abraços apertados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o melhor de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser vivo em carne viva&lt;br /&gt;Esperando para ser todo "sim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A negação do novo impede o futuro, estanca-nos no passado. O presente é todo dia e nada pode deter isso, por mais que eu queira dizer que nada mudou. O melhor de mim é tudo aquilo que julgaste como "triste" ou "ridículo", mas que eu sempre hei de julgar como a pérola mais preciosa de toda minha personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sou eu&lt;br /&gt;Ame-o&lt;br /&gt;Ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-o.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3366584717741745826?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3366584717741745826/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3366584717741745826&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3366584717741745826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3366584717741745826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/08/o-melhor-de-mim.html' title='O Melhor de Mim ~'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4941731934138748267</id><published>2010-08-09T21:23:00.000-07:00</published><updated>2010-08-09T21:37:35.458-07:00</updated><title type='text'>Tornar o Amor em Indiferença</title><content type='html'>Alma que flutua&lt;br /&gt;Peito que ressoa&lt;br /&gt;Alma que alcança a lua&lt;br /&gt;Olhar que toca o teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixa pedir&lt;br /&gt;Implorar por ti&lt;br /&gt;Não me deixa ir&lt;br /&gt;Engatinhar atrás de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro palavras&lt;br /&gt;Para definir essa indefinição&lt;br /&gt;Procuro portas&lt;br /&gt;Para fechar esta solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixa dizer&lt;br /&gt;"Sem você não sei viver"&lt;br /&gt;Não me deixa ser&lt;br /&gt;"Tudo que você sempre quis"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega minha mão e me guia&lt;br /&gt;Fecha meus olhos e me beija&lt;br /&gt;Pega meu coração e o dilacera&lt;br /&gt;Fecha as portas&lt;br /&gt;Apaga as luzes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me ama&lt;br /&gt;Me chama&lt;br /&gt;Aclama esse fogo&lt;br /&gt;Que nem bem foi acesso&lt;br /&gt;Já queima tanto dentro de mim ~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(dentro de mim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fecha as portas&lt;br /&gt;Quero dar mais uma volta&lt;br /&gt;Você me deixa sem ar&lt;br /&gt;Pra conter o meu impulso&lt;br /&gt;Vou fechar os olhos e desviar&lt;br /&gt;Da sua rota arriscada" ~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Luxúria - Fecha as Portas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4941731934138748267?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4941731934138748267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4941731934138748267&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4941731934138748267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4941731934138748267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/08/tornar-o-amor-em-indiferenca.html' title='Tornar o Amor em Indiferença'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1533920690289459011</id><published>2010-08-05T08:40:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T08:45:58.330-07:00</updated><title type='text'>Depois de um Ciclo</title><content type='html'>Quando o tempo resolve dar uma parada nas coisas e deixar que eu pense bem sobre tudo que se passou, eu realmente aproveito essa parada. É quando eu percebo coisas realmente valiosas para a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ciclo eu me tornei um homem mais maduro, certamente. Não da maneira chata e desnecessária. Continuei apreciando cada pedacinho de cada detalhe que eu amo em mim, mas agora, me sinto mais preparado para encarar sublevações do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ciclo eu pude perceber o quanto o amor é simples. Eu já falava isso, mas o processo entre entender e falar é bem doloroso. É necessária muita dor para que nós aprendamos a dar valor às coisas que nos cercam, aos nossos sentimentos. Comigo, multiplique isso por cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ciclo eu sei que posso viver tudo novamente, pois nunca será igual. Há lacunas que foram deixadas e que jamais serão preenchidas, mas aprendi que enquanto eu me preocupar em preenchê-las eu perderei a chance de encontrar muitos outros pedaços de vida para me completar de tantas outras maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ciclo eu aprendi que a saudade é boa quando não nos leva a querer aquele objeto do saudosismo de volta. Acredite, esse é um processo muito longo. Comigo? Multiplique isso por um ciclo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ciclo eu sei que estou preparado para viver as nossas intempéries dessa vida maluca, que me puxa pra dentro e me empurra pra fora, com coração e tudo. Porque aprender a valorizar o banho de chuva que se toma do lado de fora é tão importante quanto saber valorizar o calor da lareira dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ciclo...&lt;br /&gt;Ah, depois de um ciclo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sinto preparado para viver um novo ciclo. Você vem comigo? Eu quero ir contigo, Paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ "Até parece que a cidade agora&lt;br /&gt;Agora me vê de outro jeito&lt;br /&gt;Mas acho que eu também mudei&lt;br /&gt;Em busca da felicidade" ~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Luiza Possi)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1533920690289459011?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1533920690289459011/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1533920690289459011&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1533920690289459011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1533920690289459011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/08/depois-de-um-ciclo.html' title='Depois de um Ciclo'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8604877687899171794</id><published>2010-08-01T19:52:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T20:11:34.302-07:00</updated><title type='text'>[des]Interessante</title><content type='html'>Eu fui aprendendo a depositar todas as minhas emoções mais profundas em uma caixinha. Nela ficava tudo aquilo que os outros julgavam como inútil, besta, ridículo ou qualquer outra coisa do tipo. Durante muito tempo, lá ficou guardado meu amor. Não uma pessoa, tudo bem, às vezes uma pessoa, mas na maioria das vezes eu depositava lá meu sentimento em si. E lá ele ficava. Guardado e escondido, dentro de mim. Por quê? Bem, porque eu ainda não havia aprendido uma maneira de expressá-lo sem que os outros me recriminassem. Se hoje eu aprendi? Não, não aprendi. Na verdade, aprendi uma coisa muito mais valiosa: eu não preciso que os outros aprovem, ou não, minha maneira de amar, "meu amor". Ele é meu e se consegui reter em aprendizado alguma coisa que me disseram, foi que fica comigo quem souber lidar com ele da maneira que ele for. Sim, porque "meu amor" também muda muito. Com frequência assustadora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia escrevi um texto sobre esse menino. Esse mesmo, que guardava seu amor numa caixinha escondida dentro de si. No decorrer do escrito havia um rapaz narrando sua história para uma outra pessoa. Quando ele finalmente ia dar vazão às palavras do menino, a pessoa simplesmente ia embora. Era a partir daí que o menino passava a ficar mais e mais recluso. Como uma boca que se abre, bocejando, no momento que você pensa estar falando a coisa mais interessante que já aconteceu na sua vida e você se sente a pessoa mais chata do mundo, o menino foi aprendendo a ficar calado. Guardar, lá no cantinho escondido, suas maiores e mais bonitas declarações de amor. Aconteceu que, um dia, esse menino se cansou de ter que esconder seus sentimentos, pois, muitas vezes, o que o fazia sofrer era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;exatamente&lt;/span&gt; a liberdade que os outros tinham de expor seus sentimentos, sem se importarem se isso iria machucá-lo ou não. Por que ele haveria de se esconder quando todos ao seu redor não davam a mínima para isso? Mais que isso: por que diabos haveria esse garoto de permanecer calado, quando todos a sua volta não mediam palavras para lidar com ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse misto de revolta e solidão foi criando-me. Não posso negar que por vezes já pensei em romper toda e qualquer relação com essa temporalidade. De forma alguma quero negar isso em minha vida. Por quê? Porque isso me faz lembrar que a vida (em toda sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;transitoriedade&lt;/span&gt;) é incrivelmente rica de experiência, sem contar que sempre me forço a lembrar minha idade e deixar bem claro para mim mesmo: "Sou jovem demais". Que ainda há muita coisa para se viver, não duvido. O que duvido, sinceramente (e mais ainda em momentos como esses) é que um dia encontrarei algum rapaz em beira de estrada interessado em saber o que esse menino guardou em sua caixinha escondida. Porque ela ainda está lá, ele sabe disso, eu sei disso e quem se aproximar um pouquinho também sabe. O problema é encontrar alguém corajoso o suficiente para abandonar seu orgulho e sua arrogância e debruçar-se sobre todos aqueles sentimentos. É uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;miscelânea&lt;/span&gt;, na verdade, e ele sabe o quanto isso assusta. Mas não tem problema, já que ele aprendeu a dar valor a cada aresta daquela caixa, não será difícil viver carregando-a até o dia que alguém se interesse em abri-la, torná-la mais leve e carregá-la com ele, visto que os o outro também teria uma caixinha escondida esperando para ser descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece, contudo, vou aprendendo a viver assim: cuidando de mim, vivendo cada experiência que a vida me apresenta e sabendo que meu coração é tão lindo, mas tão lindo, que voa mais alto que qualquer outro. Talvez por isso, ninguém tenha conseguido até hoje alcançá-lo. Não tem problema, contudo, pois sou jovem e a vida ainda me guarda muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viver e não ter a vergonha de ser feliz&lt;br /&gt;Cantar e cantar e cantar&lt;br /&gt;A beleza de ser um eterno aprendiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, eu sei!&lt;br /&gt;Eu sei que a vida devia ser bem melhor&lt;br /&gt;E será!&lt;br /&gt;Mas isso não impede que eu repita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bonita&lt;br /&gt;É bonita e&lt;br /&gt;É bonita!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8604877687899171794?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8604877687899171794/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8604877687899171794&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8604877687899171794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8604877687899171794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/08/desinteressante.html' title='[des]Interessante'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2930309139167905941</id><published>2010-07-26T20:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T20:12:59.036-07:00</updated><title type='text'>Pela Janela... ~</title><content type='html'>- Por que você olha tanto por essa janela?&lt;br /&gt;- Por que é que você quer saber?&lt;br /&gt;- Porque você olha de uma maneira tão compenetrada, que eu também quero saber o que há de tão interessante nela para olhar também.&lt;br /&gt;- Eu realmente pareço tão compenetrado e interessado assim?&lt;br /&gt;- Interessado eu não sei, isso quem pode dizer é você, mas que você olha com muita vontade, isso sim.&lt;br /&gt;- Então eu que te pergunto agora: o que te faria ver interesse em meu olhar?&lt;br /&gt;- Não sei. Você não pára de olhar para fora da janela.&lt;br /&gt;- Mas estou falando com você.&lt;br /&gt;- Meu caro, você pediu para que eu te olhasse. Se tu não me olhas, mesmo falando comigo, não serei capaz de te responder sua questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão olhou para Companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora sim, posso te ver.&lt;br /&gt;- E o que tu me dizes?&lt;br /&gt;- Gostaria de poder dizer muito mais.&lt;br /&gt;- E por que não me dizes o que sabes, por ora?&lt;br /&gt;- Porque eu sei que isso seria totalmente insuficiente para você.&lt;br /&gt;- Por que você me conhece tão bem?!&lt;br /&gt;- Não sei. Só sei que você deve continuar descobrindo o que te chama tanta atenção nessa paisagem.&lt;br /&gt;- Sabe? Talvez eu até te possa adiantar uma resposta.&lt;br /&gt;- Ficaria lisonjeada.&lt;br /&gt;- Acredito que seja a multiplicidade de cores que há lá fora.&lt;br /&gt;- Me mostre.&lt;br /&gt;- Olha para lá. Está vendo aquela árvore? Faz muito tempo que não vejo folhas tão verdes.&lt;br /&gt;- De fato.&lt;br /&gt;- Agora olha para o outro lado. Consegue ver aquele rio correndo? Nossa, nem lembro mais há quanto tempo eu não vejo águas tão cristalinas e ao mesmo tempo, tão belamente fugidias.&lt;br /&gt;- Agora que você comentou...&lt;br /&gt;- Não, não, espera! Olha agora para lá. Vê as nuvens do céu? Dá para sentir o quanto elas estão felizes em fazer parte desta paisagem por um todo?&lt;br /&gt;- E os trovões?&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- E as tempestades? Quando elas virem, como será?&lt;br /&gt;- Eu não sei. Talvez eu fique aqui dentro, observando pela janela, para saber o que acontecerá.&lt;br /&gt;- Por que você não sai e vai para lá?&lt;br /&gt;- Eu não sei.&lt;br /&gt;- Sei que você está com medo, minha cara, mas eu estarei do seu lado.&lt;br /&gt;- Você nunca está do meu lado!&lt;br /&gt;- Aí é que você se engana. Eu estou quando você precisa de mim. Enquanto não precisas, eu me torno tua sombra, teus pensamentos, tua consciência. Tu nunca estás sozinha, Solidão.&lt;br /&gt;- Então por que eu me sinto tão só?&lt;br /&gt;- Porque preferes observar pela janela, ao invés de descer deste terraço e sentir a brisa desta paisagem que vês tão bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão debruçou-se sobre o ombros de Companhia. Eram as primeiras lágrimas que corriam de seu rosto e estas já se enxugavam nas roupas de sua companheira. De fato, ela não estavam sozinha. Era hora. É hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2930309139167905941?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2930309139167905941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2930309139167905941&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2930309139167905941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2930309139167905941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/07/pela-janela.html' title='Pela Janela... ~'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5244274575114096911</id><published>2010-07-22T18:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T19:00:00.411-07:00</updated><title type='text'>Em Casa. ~</title><content type='html'>- Olha bem nos meus olhos.&lt;br /&gt;- Você sabe bem que é isso que eu faço.&lt;br /&gt;- Vê se consegue entender o que te digo.&lt;br /&gt;- Você entende que é isso que eu faço melhor.&lt;br /&gt;- Me abraça.&lt;br /&gt;- Me beija.&lt;br /&gt;- Me contém, me retém.&lt;br /&gt;- Não me deixa em vão. Não me deixa no vão de seus pensamentos.&lt;br /&gt;- Não me abandone no relento.&lt;br /&gt;- ... ou no sereno.&lt;br /&gt;- A noite que esfria lá fora precisa de dois.&lt;br /&gt;- Eu preciso de você.&lt;br /&gt;- Mas você não precisa de mim!&lt;br /&gt;- Eu sei que não.&lt;br /&gt;- ... mas mesmo assim...&lt;br /&gt;- ... me abraça, Paixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5244274575114096911?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5244274575114096911/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5244274575114096911&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5244274575114096911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5244274575114096911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/07/em-casa.html' title='Em Casa. ~'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4825086026737438704</id><published>2010-07-08T09:37:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T10:01:09.933-07:00</updated><title type='text'>Briga que vem romper o Eterno</title><content type='html'>- Olha pra mim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Thiago&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, Marcos segurou firme o braço de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Thiago&lt;/span&gt;, mas, mesmo assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Thiago&lt;/span&gt; não o olhava. Era muito forte mesmo, ficaria muito inchado se continuasse dessa forma. Os móveis já estavam pelo chão, os papeis de trabalho, os livros, tudo jogado. Parecia que um furacão havia passado por ali - e não foi algo muito diferente disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha pra mim, garoto!&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Por que você está fazendo isso?&lt;br /&gt;- O que? Não olhando pra você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Thiago&lt;/span&gt; já não sabia o que estava fazendo. Não fazia nem 15 minutos, ele batera na porta da casa de Marcos. Se abraçaram, se beijaram como sempre fizeram e começaram a conversar. De uma conversa, de repente, partiram-se as agressões. Das agressões, assustadoramente, partiram-se a mesa, o sofá, o quadro deles dois. Não havia muito mais que restasse naquela sala que lembrasse como havia sido todo o tempo juntos. A sala, a casa, a cama, estava tudo desfalecido, falecido, morto, como o corpo dos dois, depois de uma noite de amor. É incrível, porém, com a morte pode ser tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;multifacetada&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é um idiota, sabia?&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Por que você não olha pra mim?&lt;br /&gt;- Porque meus olhos não responderiam muita coisa.&lt;br /&gt;- Mas você sempre disse...&lt;br /&gt;- ... eu sei o que sempre disse! Eu dizia que meu olhar era a fonte de toda sabedoria de minha alma. Eu dizia que você deveria aprender a decifrá-lo. Eu dizia um monte de coisa! Mas agora, a única coisa que digo é pra você soltar a minha mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos, levemente, soltou o braço dele. Como era de se esperar, o sangue voltou a fluir pelo espaço anteriormente comprimido. Era, estava um pouco dolorido, mas nada demais. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Thiago&lt;/span&gt; continuava de costas para Marcos quando este deu-lhe um abraço. Rodeou seus braços pelo corpo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Thiago&lt;/span&gt;, fazendo-o sentir todo seu calor, tocando-lhe a face na sua nuca, pois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Thiago&lt;/span&gt; era um pouco maior que ele. A face suada de tanta briga, de tanto quebrar a casa, a vida, os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me ama?&lt;br /&gt;- Você, Marcos, me ama?&lt;br /&gt;- Eu perguntei primeiro.&lt;br /&gt;- Não estou brincando.&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Ok&lt;/span&gt;, então. Sim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Thiago&lt;/span&gt;, eu te amo.&lt;br /&gt;- De verdade?&lt;br /&gt;- De verdade.&lt;br /&gt;- Então não me peça mais nada.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Se você realmente me ama, não me peça mais nada. Não me ligue, não me mande fax, não diga para a sua amiga o quanto eu fui injusto. Não me peça para entender, não me pergunte a razão. Não me deixe pensar em nós dois como se essa casa ainda guardasse alguma boa memória nossa.&lt;br /&gt;- Mas ela guarda!&lt;br /&gt;- Guarda?&lt;br /&gt;- Lógico que sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Thiago&lt;/span&gt; se afastou do abraço de Marcos e foi caminhando em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;direção&lt;/span&gt; à estante. Ela estava sem nenhum livro, praticamente. Todos estavam no chão. Foi quando ele apontou para ela e começou a falar, naquele tom que Marcos tanto odiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda resta algum livro nesta merda de estante?&lt;br /&gt;- Alguns.&lt;br /&gt;- Não, Marcos. Não resta! Estão todos no chão, caídos, mortos.&lt;br /&gt;- O que você está dizendo com isso?&lt;br /&gt;- Estou dizendo que você deveria arrumar, Marcos. Assim como deveria arrumar aquela cozinha, a sua cama...&lt;br /&gt;- ... a NOSSA cama!&lt;br /&gt;- Não, Marcos, ela sempre foi sua. E agora mais do que nunca. Não há mais nós dois nessa casa. Ela nem é mais um lar! Ela voltou a ser tua casa.&lt;br /&gt;- Não, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Thiago&lt;/span&gt;, isso não existe! Você está enganado.&lt;br /&gt;- Eu não espero que você vá concordar comigo. Dessa vez mais do que nunca.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Olha para aquela mesa, Marcos. Lembra da primeira vez que fizemos amor nela? Não, não é? Pois é, nem eu. Estamos em um ponto que esta casa não suporta mais. Nosso "lar, doce lar" deixou de ser assim há muito tempo.&lt;br /&gt;- O que você está dizendo com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, mais uma vez, Marcos caiu sobre o chão e tentou agarrar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Thiago&lt;/span&gt; no ar, mesmo sabendo que ele estava longe demais para isso. O corpo suado e cansado dele não suportava tanta realidade, tanta crueldade que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;caíra&lt;/span&gt; sobre sua cabeça assim, tão de repente, em 15 minutos de uma eternidade assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou dizendo aquilo que você não tem coragem de assumir.&lt;br /&gt;- Mas não há nada para assumir, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Thiago&lt;/span&gt;. Nós sempre fomos dois, mais que um. Duas almas que se uniam em suas noites de amor, em seus dias de glória. Lembra daquele dia que...&lt;br /&gt;- ... que?&lt;br /&gt;- ... que...&lt;br /&gt;- Está vendo? Nem você lembra mais das coisas boas que vivemos aqui nesta casa.&lt;br /&gt;- ... Mas...&lt;br /&gt;- Aceite que as coisas mudaram. Que a cama não é mais nossa, que a estante não guarda mais nossos diários, mas sim, seus livros cansados. Olhe para a mesa, aceite que ela não foi e nunca chegou a ser, um local prestigiado pelo nosso amor.&lt;br /&gt;- Você não me ama mais?&lt;br /&gt;- O ponto não é esse.&lt;br /&gt;- Então qual é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Thiago&lt;/span&gt; dirigiu-se até o corpo caído de Marcos, estendeu-lhe a mão e o levantou. Olhou-lhe fundo nos olhos, tocou-lhe a face com a mão, afastando as lágrimas de sua boca. Foi quando, sem pensar e sem avisar, deu-lhe um beijo suave e voraz ao mesmo tempo, ao melhor estilo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Thiago&lt;/span&gt;. Marcos apenas retribuiu, se já não sabia o que estava acontecendo, ficara mais confuso agora. Depois que o beijo terminou, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Thiago&lt;/span&gt; dirigiu-se até a porta, mas antes, deixou a sua cópia da chave em cima da mesa. Antes de sair, disse-lhe o que pareceu ser para Marcos as suas últimas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arruma esta casa que eu hei de arrumar a minha. Peço perdão pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;bagunça&lt;/span&gt;, mas, dessa vez, eu não posso ficar para te ajudar a arrumar. Contrate alguma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;diarista&lt;/span&gt;, ou chame os bombeiros, mas não posso te dar minha ajuda agora. Não vá pensando que o fim é a conclusão de uma história. Não vá achando que porque fecharei a porta nos próximos minutos estou dizendo-te, com palavras de cólera, um longo adeus. Olha-me bem nos olhos agora, já que não os escondo de você, e procura fazer o que te peço: arruma a tua casa, que eu hei de arrumar a minha. Organiza-te que eu hei de organizar-me. O tempo? Bem, não te assustes, pois sabemos bem. Ele é benevolente com quem sabe esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse e fechou a porta sobre sua sombra, que, apertada, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;projetou&lt;/span&gt;-se sobre a parte de fora do apartamento. Era o fim de uma era, mas o começo de outra. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Thiago&lt;/span&gt; deixara bem claro o eterno terminado, mas também buscara esclarecer o início de tudo que poderia ser. De um horizonte cheio de possibilidade e que, uma delas - por que não - poderia ser deles novamente. Mas ele bem sabia, os dois se perderam no meio do caminho, desarrumaram tudo. É hora de tentar se reorganizar, navegar por outros mares. Velejar. Nem que os ventos os leve para tão longe, que tudo que viveram não passe de memórias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;longícuas&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4825086026737438704?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4825086026737438704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4825086026737438704&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4825086026737438704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4825086026737438704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/07/briga-que-vem-romper-o-eterno.html' title='Briga que vem romper o Eterno'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5133202334219364485</id><published>2010-07-05T09:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T09:10:46.135-07:00</updated><title type='text'>Could you, Please?</title><content type='html'>- How we will be able to turn this thing out?&lt;br /&gt;- I do not know.&lt;br /&gt;- You never knew!&lt;br /&gt;- You knew it, but even so...&lt;br /&gt;- ... even so, I wanted to try.&lt;br /&gt;- What are we going to do?&lt;br /&gt;- I don't know this.&lt;br /&gt;- Could you, please?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Hold me until this mess disappear.&lt;br /&gt;- I'm afraid I can't do this now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ Just try looking at me and you'll see what's going on. Maybe it's time to let time think about it. Maybe it's time for us to say our prayers. May be... ~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5133202334219364485?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5133202334219364485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5133202334219364485&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5133202334219364485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5133202334219364485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/07/could-you-please.html' title='Could you, Please?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-9096283477041304639</id><published>2010-06-24T18:36:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T18:45:23.463-07:00</updated><title type='text'>Espasmos de vida</title><content type='html'>A minha vida acontece. Sem dúvida alguma. Ela acontece em vários momentos do meu dia, em várias horas de meu mês, em muitos segundos do meu ano. Estes acontecimentos, no meu caso, costumam ser tão rápido que, não importa o tempo que eles durem, eles continuarão sendo insuficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se sou eu quem quero demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se são eles que são rápidos mesmos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo na minha vida deixa um gostinho de quero mais. Geralmente, quando tenho, não estou com vontade de ter e, quando começo a sentir essa vontade, está próximo de acabar. Isto se aplica à praticamente todas as coisas de minha vida, desde uma comida até um grande amor. Tudo rápido demais. Tudo insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não estou dizendo que isso é ruim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou apenas dizendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareço um paciente em coma que fica deitado em sua maca anos e anos a fio. Vez em quando seu médico responsável passa para dar uma olhadinha em como anda o paradeiro, como estão os problemas quase nunca recorrentes, já que estou em coma. Às vezes, também, mesmo com o médico estando longe, eu simplesmente tenho um espasmo. Meu corpo subitamente impulsiona-se para cima da cama e, sem vida consciente, voltar a assumir seu lugar no supositório macio e aconchegante, chamado colchão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São momentos únicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estou aprendendo a aproveitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, se quer saber, eu não gosto. Por mais que eu lute para sair deste estado, parece que minha existência por completo está fadada ao coma. Eu não me contento com espasmos de vida. Na verdade, eu não me contentaria com "vida" somente. Acredito que o que eu quero viver ainda não tem nome (digo isso mesmo parafraseando Clarice Lispector). Mas é verdade. Acredito que se eu simplesmente vivesse, isto é, saísse do coma, pisasse no chão e caminhasse para fora do hospital, logo, logo eu me saciaria dessa experiência e iria procurar algo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não goste de nada ao meu redor, não é isso. O que eu falei que não gostava era desse constante estado comatoso que me afeta a vida e as experiências. É como se em uma semana eu fosse o maior professor de Natal, na outra, eu voltei a ser um simples estudante de História. Em um dia feliz do ano passado, eu passei a ser o grande bolsista do maior professor da Universidade, no outro final de semana, praticamente ninguém lembrava disso. E hoje, bem, hoje eu me sinto como um simples estudante de História, mesmo tendo sido o maior professor de Natal em uma semana, ou o mais invejado aprovado em um processo seletivo em um final de semana. Nada para mim é o suficiente, mas, se pudesse desejar alguma coisa, eu desejaria acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver em estado de coma não é vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É alimentar-se de espasmos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-9096283477041304639?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/9096283477041304639/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=9096283477041304639&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/9096283477041304639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/9096283477041304639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/06/espasmos-de-vida.html' title='Espasmos de vida'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1755536182581553974</id><published>2010-06-06T16:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T16:24:17.812-07:00</updated><title type='text'>Abre os olhos, Primavera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TAwuEBusrsI/AAAAAAAAAJU/qfQ17SOaWMw/s1600/You_Keep_Falling____by_P0RG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TAwuEBusrsI/AAAAAAAAAJU/qfQ17SOaWMw/s320/You_Keep_Falling____by_P0RG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479805493321707202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Thiago quis dormir mais um pouco. Ainda era manhã e aquela noite não havia deixado rastros. Ele estava certo que não. Tudo aconteceu da maneira que ele queria, só não imaginava que isso fosse lhe trazer tanta angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que chegou em casa não demorou a dormir. Deitou na cama lenta e sutilmente, seus pais não podiam saber da hora que ele havia chegado - para Marta e Heitor, ele estava no quarto ao lado, dormindo. De fato, ele bem esteve no quarto, só não era o ao lado dos pais, muito menos esteve dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas últimas horas haviam sido as mais empolgantes que ele já vivera em toda sua curta estadia na Terra. Esse planeta que parou de girar no momento que foi totalmente dele, estava certo. A cama agora que estava vazia o deu noção do quanto ele queria que ela estivesse com mais um corpo. O sol que raiara lá fora o fez tomar nota do quanto queria que estivesse se pondo, de preferência, para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre. ~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A noite é dos amantes, o dia é de trabalho", assim pensou Thiago, quando chegou em casa. Sabia que tudo saiu como deveria e estava feliz por isso, muito embora essa sensação de trabalho bem feito não tirasse do peito dele a angústia de tudo ter acabado. Sim, acabado, porque nada havia de ser como antes. Não que ele não pudesse voltar a vê-lo, mas Thiago estava certo que o passo que acabara de dar decidiria toda sua vida desse momento em diante, e ele o deu. Foi um passo largo, na verdade, passos, mesmo ele nem tendo ouvido o pisar da sola do sapato ao caminhar. Essa estrada que se abriu foi totalmente aterrorizante, mas ele não temia. Temer o que? Não há o que temer - pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás... que horas eram? Como de costume, Thiago levantou o pulso para checar o andar dos ponteiros quando teve a revelação: o relógio não estava com ele. Isso não era tudo, pois o relógio não foi um auto-presente, algo que ele achou bonito e comprou na feira, mas sim um presente. Um presente de uma pessoa que não podia saber que ele o perdeu, porque assim perguntaria como, quando, onde e com quem estava - se não fosse querer ir atrás para tentar reaver. "Dar queixa na polícia?", pensou Thiago, "Não, isso seria demais. Demais até para ela". Essa mulher era sua mãe, que dormia ao quarto ao lado. Essa mulher, que Thiago até pouco tempo via como uma mera mortal que não se aproximava da glória do momento que ele tivera noite passada, agora tornara-se um monstro no armário, que esperava ser aberto para saltar no pescoço do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas não iriam doer, ela apenas as faria como de rotina. O problema é que Thiago não saberia o que responder. Chegara na cidade há pouco mais de um mês, as aulas da faculdade ainda nem começaram. Ele não conhecia ninguém ainda, não poderia dizer que deixou na casa de um amigo - muito menos namorada. "Maldita hora que fui perder essa droga", dessa vez falou baixinho e, no andar da carruagem, ouviu-se como um rojão em noite de Ano Novo. Claro, não havia de ser um problema muito grande, ele não precisava se importar tanto com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importava mesmo naquele momento era dormir mais um pouco, embora não estivesse sobre a cama que queria. Aqueles olhos verdes se fecharam em uma manhã ensolarada que veio terminar a melhor noite que aquelas retinas foram capazes de enxergar. Há pouco que saíra do interior para a capital, há pouco que começaria a faculdade, há pouco que encontrou uma pessoa. Há pouco, mas não tão curto assim, descobriu que seu coração poderia voltar a bater, seus olhos brilhariam como um sol após o eclipse. Ele finalmente poderia ser feliz novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio? Bem, deixe-o para lá. Ponteiros marcaram aquele momento e, Thiago podia não saber onde o relógio estava exatamente, mas desejava que estivesse com o responsável por aquela noite no Olimpo. Que o dono de seus olhos nas últimas horas tenha se tornado o dono temporário daquele marcador de tempo. Thiago, agora, invejava incrivelmente aquele aparelho, mais do que nunca acreditou que pudesse invejar algo na vida. Só em imaginar que ele talvez pudesse estar no pulso, bem próximo àquelas mãos que o afanaram carinhos, daquele que fizera o mundo parar, o fez sentir o homem mais feliz do mundo e, mesmo estando sentenciado à morte quando acordasse, agradecido pela mãe um dia tê-lo dado o relógio de presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que marque os minutos necessários para nos voltarmos a ver, meu bem", pensou Thiago. Aconchegou-se no lençol frio e dormiu o sono dos justos - sonhando com o sono dos amantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1755536182581553974?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1755536182581553974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1755536182581553974&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1755536182581553974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1755536182581553974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/06/abre-os-olhos-primavera.html' title='Abre os olhos, Primavera'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TAwuEBusrsI/AAAAAAAAAJU/qfQ17SOaWMw/s72-c/You_Keep_Falling____by_P0RG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1686219461013980438</id><published>2010-05-31T17:44:00.001-07:00</published><updated>2010-05-31T18:00:46.513-07:00</updated><title type='text'>Quando o Império arruina-se (e tudo aquilo deixa de fazer Sentido)...</title><content type='html'>Quando, finalmente, algo deixa de existir? Antigamente eu poderia dizer que isso acontece quando algo some, desaparece, deixa de manter presença e contato físico. Hoje eu temo ter mudado minha concepção de mudança. Quando o que se cria arruína-se bem na frente de seus olhos, pouco se pode fazer, além de assistir os pedaços desmoronarem e a poeira subir: é hora, então, de esperar tudo baixar, tornar-se calmo, manso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TARbLSTNryI/AAAAAAAAAI8/oQ0bHMNqq4g/s1600/Ruin_by_L1feSux.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TARbLSTNryI/AAAAAAAAAI8/oQ0bHMNqq4g/s320/Ruin_by_L1feSux.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477603296238481186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No relento das memórias existem tantas que insistem em não aceitar sua condição. Eu sei, é natural que elas se rebelem com frequência, que queiram vir à tona por terem sido importantes e extremamente significativas. Não tiro o direito delas virem, só pediria, se não fosse incômodo, que viessem uma por uma, em fila, para não desordenar esse coração cambaleante. É desconcertante essa música que toca, desarmoniosa, no meu peito. Assombra meus ouvidos em timbres e tons desconhecidos. É uma ária de líricos macabros, que cantam o desmoronamento, a ruína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Império Romano que ruiu, mesmo tendo conseguido prosperar perante constantes situações de risco e importantes acontecimentos trágicos, mas mesmo assim, não pôde negar seu destino cruel. Não que tudo esteja traçado e não possa ser mudado, mas a história não é feita apenas de um sujeito, e quando as memórias não são suficientes para resgatar um passado "paraíso-perfeito", então talvez seja hora de ouvir o Império arruinar-se, ao som de tudo aquilo que deixa de fazer sentido. Como um vento que sobra e uiva sobre os ouvidos dos passantes, mas que nos meus, têm um significado todo especial. Eu vi, vivi, voltei e senti tudo que está acontecendo. Não era para ser assim, mas quem sou eu para questionar o Tempo? Ele tem suas manias, seus caprichos, eu sou apenas um espectador do seu show (embora não tão distante assim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem momentos que exigem uma certa passividade até do ator mais ativo. Nesses momentos, é necessário antes de mais nada humildade. Saber reconhecer até que ponto caminhar, não ultrapassar a linha e manter para si: é melhor assim. Não que haja o medo do futuro, a inconstância existe mesmo quando parado. Mas sim por tentar respeitar cada um em seu tempo e singularidade. Quando o Tempo nos pede uma pausa, é melhor reduzir a marcha e ir frenando devagar, mas nunca, nunca, ultrapassar o sinal. O vermelho que se pinta hoje, eu sei, não passa de um breve momento de reflexão para o seguinte verde que se abrirá para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitemos, pois, o show do Tempo, por mais macabro que possa-nos parecer.&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TARbfTiSLvI/AAAAAAAAAJM/Og4pE0CFJtU/s1600/Ruin_by_MargoHell.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TARbfTiSLvI/AAAAAAAAAJM/Og4pE0CFJtU/s320/Ruin_by_MargoHell.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477603640167509746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ouçamos, pois, o uivo do vento, por mais desconfortante que possa ser&lt;br /&gt;Vejamos, pois, as ruínas debruçarem-se sobre o chão&lt;br /&gt;Por mais embaraçoso que possa-nos parecer&lt;br /&gt;Deixemos, pois, cada memórias deixar de fazer sentido&lt;br /&gt;Se ainda tiver que ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ O Tempo tem lá suas artimanhas&lt;br /&gt;E Ele é benevolente com quem sabe esperar ~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1686219461013980438?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1686219461013980438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1686219461013980438&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1686219461013980438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1686219461013980438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/05/quando-o-imperio-arruina-se-e-tudo.html' title='Quando o Império arruina-se (e tudo aquilo deixa de fazer Sentido)...'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/TARbLSTNryI/AAAAAAAAAI8/oQ0bHMNqq4g/s72-c/Ruin_by_L1feSux.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4573477699694434393</id><published>2010-05-19T15:04:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T15:10:59.724-07:00</updated><title type='text'>"Quando o frio vem nos Aquecer o Coração" ~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S_RgtDT0DXI/AAAAAAAAAI0/_m9W95seaDw/s1600/Fenix_by_sasuke1977.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S_RgtDT0DXI/AAAAAAAAAI0/_m9W95seaDw/s320/Fenix_by_sasuke1977.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473105774260784498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;... "O amor...&lt;br /&gt;Agoniza, virgem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;fênix&lt;/span&gt;, o amor&lt;br /&gt;Entre cinzas, arco-íris e esplendor&lt;br /&gt;Por viver as juras de satisfazer o ego mortal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ coisa pequenina&lt;br /&gt;centelha divina"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Olha bem para mim, meu bem&lt;br /&gt;Tenta saber o quando te contem&lt;br /&gt;Tudo que em mim faz bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha aqui, meu amor&lt;br /&gt;Não finge ser todo dor&lt;br /&gt;Porque desse cadáver há de surgir&lt;br /&gt;Belo e fugaz, as cores mais ousadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem pra cá, meu amado&lt;br /&gt;Não tem precisão de ser tão armado&lt;br /&gt;Os grilhões do passado hão de se romper&lt;br /&gt;Os fantasmas hão de deixar de te assustar&lt;br /&gt;A luz do dia há de acalentar&lt;br /&gt;Os medos, a morte, as feridas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temas&lt;br /&gt;Esqueça todos esses sistemas infalíveis&lt;br /&gt;Não amargures&lt;br /&gt;Deixe-te ser belo como eu te vejo&lt;br /&gt;Não enraiveças&lt;br /&gt;Meu coração por ti faz-se dois&lt;br /&gt;Se assim for necessário para amar-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa obra de arte&lt;br /&gt;Que em mim se faz real&lt;br /&gt;Em ti quero fazer tela&lt;br /&gt;O mundo transformar&lt;br /&gt;Em pequenos pedaços de nós dois&lt;br /&gt;Afogar-me no mar&lt;br /&gt;De onde emergem os amantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amantes&lt;br /&gt;Amores&lt;br /&gt;Você&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Luz da minha vida&lt;br /&gt;Pedra de alquimia&lt;br /&gt;Tudo que eu queria&lt;br /&gt;Renascer das cinzas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ Quando o frio vem nos aquecer o coração&lt;br /&gt;Quando a noite faz nascer a luz da escuridão&lt;br /&gt;E a dor revela&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;A mais esplêndida emoção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Amor"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(Letra e música: Jorge &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Vercilo&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4573477699694434393?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4573477699694434393/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4573477699694434393&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4573477699694434393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4573477699694434393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/05/quando-o-frio-vem-nos-aquecer-o-coracao.html' title='&quot;Quando o frio vem nos Aquecer o Coração&quot; ~'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S_RgtDT0DXI/AAAAAAAAAI0/_m9W95seaDw/s72-c/Fenix_by_sasuke1977.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5597180285429222685</id><published>2010-05-14T14:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T14:28:13.773-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S-2-Mbh6fEI/AAAAAAAAAIs/KC9jKXGadGg/s1600/h.+18.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 186px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S-2-Mbh6fEI/AAAAAAAAAIs/KC9jKXGadGg/s320/h.+18.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471238243082730562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Romeo take me somewhere we can be alone&lt;br /&gt;I'll be waiting&lt;br /&gt;All there's left to do is run&lt;br /&gt;You'll be the prince&lt;br /&gt;And I'll be [yours]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romeo, save me!&lt;br /&gt;They're trying to tell me how to feel&lt;br /&gt;This history is difficult&lt;br /&gt;But it's real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don't be afraid&lt;br /&gt;We'll make it out this mess...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... it's [our] love story&lt;br /&gt;Baby, just say Yes...!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;~ &lt;/span&gt;Eles podem tentar tirar da minha cabeça, mas não é tão fácil assim. Nossa história de castelos, príncipes de cavalo branco de dois garotos com a consciência pesada não irá ter fim. Somos dois que se pretendem um. É só eu e você, uma rotina de sorrisos, nosso pequeno castelo, nosso reino, sem servos, sem escravos, só nós, nosso jardim crescendo mais e mais cheio de vida todos os dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E há um ano eu sou capaz de viver essa linda história de amor&lt;br /&gt;Nossa história de amor, meu Romeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;~ [ &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CH&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;] ~&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque sempre foi você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5597180285429222685?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5597180285429222685/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5597180285429222685&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5597180285429222685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5597180285429222685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/05/romeo-take-me-somewhere-we-can-be-alone.html' title=''/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S-2-Mbh6fEI/AAAAAAAAAIs/KC9jKXGadGg/s72-c/h.+18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-1462433037581106845</id><published>2010-05-11T13:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T13:28:49.984-07:00</updated><title type='text'>Sobre casas que caem</title><content type='html'>As paredes não podem deixar de cair, afinal, como se construiria uma casa maior com elas do mesmo tamanho? Alguns diriam que era apenas levantar outras maiores ao lado e ir interligando-as, mas as coisas aqui estão acontecendo de maneira bastante destrutiva mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paredes não param de cair e caem, com elas, grandes parte de minhas esperanças e sentimentos tão lindos que depositei naquela forma de casa. Nada é o mesmo por muito tempo por essas bandas. Incrível como ainda tento prezar pelo momento, afinal, ele é único e comigo mais ainda. Passa como um suspiro, um breve e rápido bocejo, um piscar de olhos. Antes do momento que seus cílios tocarem a parte superior de sua bochecha, você já consegue enxergar algumas coisas mudando, mas é tarde demais para observar, seus olhos estão quase fechados. Ao reabrir é que se vê o resultado e, devo admitir, ele tem sido bastante assustador ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração continua em pé e com a porta aberta, o grande amor está entrando com calma e cautela dessa vez. Mas, agora, não é sobre ele que eu queria falar, mas sim, sobre essas paredes que não param de cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que elas têm que ser destruídas? Por que não posso conservá-las e construir um novo monumento cheio de singularidades temporais? Eu sei que falando assim parece que sou um mero espectador da história, mas, de certa forma isso não é mentira. Sinto-me como um coadjuvante de mim mesmo, um erro, ou menos dramático, uma parede que não demora a cair. Assim como o resto desta estrutura, eu também hei de desmoronar. Mas não temo, de forma nenhuma, embora a lágrima e a dor tendam a se alojar nesses olhos e peito tão assustados, minha cabeça continua levantada, pronta para qualquer tapa do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não posso deixar de deixar anotado minha insatisfação. Qual o ser humano que não gostaria que as coisas permanecessem? Eu estou falando isso, e olhe que adoro essas mudanças. É só que às vezes elas são tão destrutivas que fica difícil organizar o dano deixado pelos escombros. Às vezes, eu gostaria de parar no tempo e sentir cada partezinha de tudo que não tive chance, sentir de novo e de novo, reviver cada segundo até morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que minha posição perante tudo isso tem que ser forte. Sei que tenho que ser forte. E sou. O que acontece aqui só concerne à minha pessoa analisar. E vou fazê-lo! A força vital, a dita-cuja que tanto falam por aí, não houve de me abandonar e não será agora que ela o fará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que venham as outras estruturas.&lt;br /&gt;Estarei tão pronto para elas quanto estive para o desmoronamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~~~~&lt;br /&gt;[ ... ]&lt;br /&gt;~~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-1462433037581106845?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/1462433037581106845/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=1462433037581106845&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1462433037581106845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/1462433037581106845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/05/sobre-casas-que-caem.html' title='Sobre casas que caem'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-459898391175580162</id><published>2010-05-07T07:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T07:30:29.142-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Conversas em lata&lt;br /&gt;Sonhos em conversa&lt;br /&gt;Um bom emprego"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais uma noite de sexta-feira e tudo que ele consegue pensar é em se entregar. Não à noite que começa a esquentar do lado de fora, muito menos aos desejos que seu coração transmite à pele, fazendo-a arrepiar. Entregar-se, sonha ele, ao sono profundo dos justos. Mais uma sexta-feira à noite e tudo que ele consegue pensar em fazer é dormir. Dormir até não acordar mais. Não lembra mais do tempo, nem dos seus amigos antigos. Não lembra mais de si, nem de quando era possível lembrar. Não lembra, apenas isso. Tudo que ele quer fazer é dormir, em uma plena sexta-feira à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tive um dia duro&lt;br /&gt;Mas o futuro me reserva&lt;br /&gt;Mais sossego"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As poucas esperanças que lhe sobraram, ele fez questão de lançar para o futuro. As poucas lembranças que ele tem, fez questão escrever em diários que não comprou. Semanas e meses de uma vida falida (mas a empresa não). De que adiantaria um emprego dos sonhos, quando seu sonho maior saiu pela porta da frente? Do que realmente vale viver assim, quando tudo que ele pensou em construir, foi totalmente desconstruído enquanto ele não teve nem a chance de saber? Depositar as poucas esperanças que lhe restam no futuro seria uma boa alternativa (se ele soubesse o que o futuro lhe reserva). Uma coisa ele pede nessa noite: que Morfeu, em sua infinita misericórdia de deus, venha lhe banhar em areias de sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não fui a encruzilhadas&lt;br /&gt;Nem vendi minha alma&lt;br /&gt;Mas parece"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, ele mantém essa fé no futuro. Nem tudo está perdido. O emprego está aí, o apartamento, aqui, o coração que não está tão afim de aparecer, mas paciência. Quando fica difícil de ele pensar no que fazer, ele simplesmente não faz nada, caminha para o banheiro e toma um banho. A água (de preferência fria) que molha seu corpo o lembra o quanto era bom viver, ter seus sonhos, apegar-se aos seus desejos mais profundos. Ele não precisou de muito para se perder. Alguns diriam que sua alma está perdida, bem, até poderia estar, se ele lembrasse de quando a tinha (talvez por isso se perdeu). Não, não precisa de muito para se desencontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vá ficar louco&lt;br /&gt;Com um pouco mais de calma&lt;br /&gt;Acontece"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A toalha que ele usa para enxugar seu corpo também tem seus pedacinhos de memórias, que ele bem queria não lembrar. Os dias que enxugaram mais que um corpo, ou os dois ao mesmo tempo, do momento que esquentara o chão, para que pudessem se amar ali mesmo. Ela se foi, mas ele ficou. O amor deles estava falido, mas sua empresa não. Era isso que importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vem me dizer agora:&lt;br /&gt;'o jogo acabou e a vida demora voltar ao que era'&lt;br /&gt;Quer saber? Ainda vou jogar tudo pro alto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de perder a cabeça, por favor. Nada de enlouquecer, meu amor. Quando lembrares de mim, que eu seja uma boa brisa em seus cabelos, quando esqueceres de mim, que teu corpo esteja sete palmos abaixo do chão. Não penses em desistir, meu bem, lembre de tudo aquilo que nos fez bem. Não deixe que a chuva, o corpo frio, sexta-feira à noite, o transforme em zumbi. Procure apegar-se a tudo que um dia nos fez rir. Pensa no meu beijo como um toque de anjo, ou de demônio, que levara para as profundezas do nosso abismo apaixonante. Nosso jogo terminou, mas não te preocupes, meu amor, a vida não há de demorar a voltar a ser o que era. Sabe? Acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Coleciono promessas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Letra e música: Ludov - Conversas em Lata)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-459898391175580162?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/459898391175580162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=459898391175580162&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/459898391175580162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/459898391175580162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/05/conversas-em-lata-sonhos-em-conversa-um.html' title=''/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8429504191643754230</id><published>2010-05-02T19:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T19:51:02.680-07:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>Venho tentado expressar esses sentimentos em palavras. Você sabe que são palavras (tentadas) para explicar o que sinto por você. Mas nesse momento nenhuma sai, nenhuminha mesmo. Elas ficam acuadas e se escondem no escuro da minha mente. Eu penso em você e sei o que quero falar, mas elas não cooperam comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique, por enquanto, com lágrimas e silêncio.&lt;br /&gt;Procure, por enquanto, entender o valor&lt;br /&gt;Da dor, do amor&lt;br /&gt;Tente, por enquanto, escutar o barulho que faz a solidão&lt;br /&gt;Enquanto ela caminha, ociosa, pelos confins de nossa companhia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ande...&lt;br /&gt;Como eu ando...&lt;br /&gt;"Por aí querendo te encontrar&lt;br /&gt;Em cada esquina paro em cada olhar&lt;br /&gt;Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero poder jurar que essa paixão jamais será&lt;br /&gt;Palavras apenas&lt;br /&gt;Palavras pequenas&lt;br /&gt;Palavras... momentos... ao vento..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ Porque o vento vai e nunca é o mesmo quando volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8429504191643754230?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8429504191643754230/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8429504191643754230&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8429504191643754230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8429504191643754230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/05/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2104017858396361607</id><published>2010-04-30T14:26:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T14:29:31.439-07:00</updated><title type='text'>What's happening?</title><content type='html'>I wish I could tell the world what a beautiful people you really are. I wish I could do so many things, actually. I wanted you to know so much, it's hard to say, to express with words - they are worthless in times like these.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Where do you exist? You do exist in me, "no matter what I say, no matter what I do". And I feel like the most lucky person in the world, like the happiest man no one could ever imagine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Let me say thank you&lt;br /&gt;For all that you have given me&lt;br /&gt;Thank you!&lt;br /&gt;For everything you've done..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2104017858396361607?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2104017858396361607/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2104017858396361607&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2104017858396361607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2104017858396361607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/04/whats-happening.html' title='What&apos;s happening?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-977394376908516853</id><published>2010-04-27T06:33:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T06:45:27.249-07:00</updated><title type='text'>Suspiros lancinantes... !</title><content type='html'>Eu quero um amor eterno. Pode me chamar do que quiser, já sei que ire receber vários nomes. "Sonhador", "iludido", "antiquado", pode me chamar, eu deixo. Só não deixo que pisem nos meus sonhos... ah! Isso não! Ninguém mais irá me dizer o que eu tenho, ou não, que fazer. Minha consciência está limpa em meus sonhos e desejos de eternidade e paraíso terrestre (a dois).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero construir uma casinha no lago, mesmo sabendo que não há nenhum aqui por perto. Eu quero viver com o dinheiro contado entre viagens e saídas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;inconsequentes&lt;/span&gt;. Eu quero perder a cabeça! Encontrá-la, e perder novamente! Não há motivo algum em temer a vida... tudo acaba no final! Quero viver os meus dias como se fossem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;prelúdio&lt;/span&gt; do inevitável término, quero sentir cada sopro de vento em meus cabelos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ralos&lt;/span&gt; como se fosse uma tempestade que quer me levar para longe dali. Quero morrer e voltar a viver, quantas vezes forem necessárias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho, e sonho com certeza! Sonho com o príncipe encantado, com o cavaleiro que irá me levar em seu cavalo branco para o reino distante. Sonho com romances de cavalaria, com veemência, sonho também com aqueles diários românticos, cheios de declarações íntimas tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;compartilhadas&lt;/span&gt; com o ser amado. Quero amar! Amar com todas as forças que me cabem no peito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu último suspiro vier, então, quero que ele seja &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;lancinante&lt;/span&gt;! Não irei apenas soltar um breve gemido em meu leito de morte, eu vou gritar! Gritar, porque sei que este será meu último grito, porque sei que depois dali não haverá ninguém para ditar o que fiz de certo e errado, portanto, este meu grito não será uma loucura, mas sim a mais sincera expressão da realidade que há em meu coração. Quero &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;compartilhar&lt;/span&gt; meu coração entre as pessoas que amar e amei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho, e não tenho vergonha de dizê-lo. Um homem sem sonhos é como um mar sem ondas. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Independente&lt;/span&gt; de transitórias e quebradiças, sensíveis e instáveis, as ondas renovam o ciclo marítimo. Elas correm até a areia da praia e trazem consigo uma série de novos organismos para o seio do mar. Quero que meus sonhos sejam como as ondas, que tragam para mim novos organismos. Quero poder dizer a meus filhos (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;adotivos&lt;/span&gt;) o quanto tive a chance de viver tudo em seu mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;minucioso&lt;/span&gt; detalhe! Não apenas alegrias, porque, afinal, não apenas de dias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ensolarados&lt;/span&gt; vive o mar, também este presencia tormentas inimagináveis, permanecendo, mesmo assim, estável e constante às inconstâncias ao seu redor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... mar...! Eu quero amar! Porque sei que apenas assim meus sonhos serão ondas, não apenas tormentas, porque sei que assim eles poderão quebrar na areia da praia, renovando meu ciclo, me [&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;re&lt;/span&gt;]&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ciclando&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero tudo! Porque assim, mesmo que não alcance meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;objetivo&lt;/span&gt;, conseguirei pelo menos alguma coisa! Quero atirar na lua, porque como o poeta já disse, "se errar, acertarei as estrelas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou erro, acerto, verdade, mentira, dual.&lt;br /&gt;Sou a morte&lt;br /&gt;Sou a mor...!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-977394376908516853?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/977394376908516853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=977394376908516853&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/977394376908516853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/977394376908516853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/04/suspiros-lancinantes.html' title='Suspiros lancinantes... !'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2824838372601674706</id><published>2010-04-26T11:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T11:09:58.948-07:00</updated><title type='text'>Quanto tempo tem?</title><content type='html'>Um dia a solidão perguntou à companhia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto tempo tem?&lt;br /&gt;- São quatro da tarde.&lt;br /&gt;- Não foi a isso que me referi. Queria saber quanto tempo tem para que eu perceba que não estou sozinha.&lt;br /&gt;- Você ainda não percebeu isso?&lt;br /&gt;- Não, por isso estou perguntando.&lt;br /&gt;- Mas eu estou aqui do seu lado, não estou?&lt;br /&gt;- Está, mas não foi isso que eu perguntei.&lt;br /&gt;- Não entendi, então. O que você perguntou?&lt;br /&gt;- Eu quero saber quanto tempo eu tenho para perceber que estou acompanhada.&lt;br /&gt;- Quanto tempo... essa é uma pergunta difícil.&lt;br /&gt;- Mas você é minha companhia, certo?&lt;br /&gt;- Certo.&lt;br /&gt;- Por que não me ajuda a respondê-la?&lt;br /&gt;- Porque eu também não sei responder.&lt;br /&gt;- Entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, a Solidão aproximou-se um pouco mais da Companhia, buscando, assim, sentir-se um pouco menos solitária talvez. Então, a Companhia disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não está resolvendo, não é?&lt;br /&gt;- Não, não está.&lt;br /&gt;- O que você pretende fazer?&lt;br /&gt;- Eu queria descobrir quanto tempo eu demoro para perceber.&lt;br /&gt;- Não dá para saber isso, minha querida.&lt;br /&gt;- Não dá?&lt;br /&gt;- Não. Simplesmente você percebe, eu não posso te responder.&lt;br /&gt;- Tem certeza? Ou você está falando isso só porque não consegue me dizer o que perguntei?&lt;br /&gt;- Olha, eu realmente queria ter outra resposta, mas parece que dessa vez é assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolveu em seus braços macios, a Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente meu calor, Solidão?&lt;br /&gt;- Sim, sinto.&lt;br /&gt;- Isso já não é o bastante para você se sentir acompanhada?&lt;br /&gt;- É. Eu acho que sim.&lt;br /&gt;- Tem certeza?&lt;br /&gt;- Tenho.&lt;br /&gt;- Mesmo? Ou você apenas quer ter uma resposta para a pergunta que eu fiz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol se pôs no horizonte distante. Quando virá a nascer novamente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2824838372601674706?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2824838372601674706/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2824838372601674706&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2824838372601674706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2824838372601674706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/04/quanto-tempo-tem.html' title='Quanto tempo tem?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4437481043250782626</id><published>2010-04-21T13:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T13:24:06.831-07:00</updated><title type='text'>Pedaços</title><content type='html'>Há um pedaço de sonho me puxando para fora. Há um pedaço de medo me empurrando para dentro. Há um pedaço de mim que quer sair. Há um pedaço que não sabe que existe o lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer quando tudo que se quer parece distante? Mesmo, aliás, quando você consegue ver tudo tão perto? É tão estranho sentir o mundo se aproximar de mim quando não consigo sentir-me tão próximo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um pedaço de alma querendo voltar para o corpo.&lt;br /&gt;Há um pedaço de ódio querendo tomar pose&lt;br /&gt;Há um pedaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a vontade de querer ser total&lt;br /&gt;Não perfeito, mas total&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo? Se o tempo é recortado? Em dias, meses, anos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;milênios&lt;/span&gt;... tudo vai se tornando cada vez mais fragmentado e o que eu quero é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o contrário. O que eu quero? Posso tentar explicar, mas, seria você capaz de me olhar nos olhos e ver mais que meu sorriso? Eu preciso disso. Preciso que acreditem em mim (porque eu mesmo não estou acreditando), preciso que batam no meu rosto (porque estou cansado de continuar me puxando para trás). Preciso de um tudo, mas só vejo pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pedaços por todos os lados&lt;br /&gt;Mas o que se pede aqui dentro é tudo&lt;br /&gt;Tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e nada, absolutamente nada, é suficiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4437481043250782626?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4437481043250782626/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4437481043250782626&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4437481043250782626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4437481043250782626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/04/pedacos.html' title='Pedaços'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7878855048536038119</id><published>2010-04-08T19:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T20:05:44.342-07:00</updated><title type='text'>Problemas e Soluções</title><content type='html'>Quando pergunto quem eu sou... sou eu quem não sabe responder? Ou quem se perdeu tentando encontrar um caminho para tal?&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria eu, realmente, toda essa complexidade? Ou apenas uma maneira boba de tentar compreender o mundo ao meu redor?&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando será que essa chuva aqui dentro vai secar? Quando será que o tempo vai para de me colocar para trás? Quando?&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se possível, Deus, (ou seja lá como você for chamado) me guia para fora. Se é que estou dentro, me guia para longe daqui. Se é que estou aqui. Apenas me guia! Qualquer forma de vida é melhor do que mergulhado em um mar de confusões e "não-saberes".&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o riso existe se a alma sangra? Seriam momentos de alegria realmente tão cheios de uma sensação magnífica?&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo tem o tempo?&lt;br /&gt;Se o tempo mesmo se perde ao contar&lt;br /&gt;Quando tempo tem o sentimento?&lt;br /&gt;Se o coração mesmo se encontra ao falar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ E se for verdade tudo que estou sentindo... para quem recorrer? Aqui dentro, não existem leis. Eu me assegurei disso. Aqui dentro não existem regras, apenas desordem. Por um tempo, essa não-lei me guiou para um monte de coisas nas quais acreditei. Por muito tempo... por tempo demais. Demais? E se nada for realmente suficiente? Se minha alma continuar sempre a buscar uma essência que jamais alcançará? Minha alma... essência... vida? Talvez vida, talvez morte. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Talvezes&lt;/span&gt;. Quantas palavras são necessárias para se criar a solidão? Quando se tem certeza de que se está sozinho? Se, há muito tempo, não consigo sentir-me acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;Qual pior tipo de solidão? Aquela se sente quando se estar sozinho&lt;br /&gt;Ou aquela que se tem ciência quando em multidão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem culpar? Para quem apontar esse dedo julgador?&lt;br /&gt;Seria necessário procurar realmente?&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.  Essa sala cheia de espelhos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;reflete&lt;/span&gt; vários "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;eus&lt;/span&gt;". Aqueles que eu queria ser, aqueles que eu fui, aqueles que eu sou e talvez aqueles que eu queira ser. Mas... o que sou? Em que ponto me encontro para discutir essa minha existência? Se não consigo estabelecer minhas próprias verdades, como posso questionar as dos outros? Que outros? Em que aspecto estou avaliando os outros? Avaliando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_  quem sou eu para avaliar?&lt;br /&gt;Sou apenas problemas&lt;br /&gt;em busca de Soluções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7878855048536038119?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7878855048536038119/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7878855048536038119&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7878855048536038119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7878855048536038119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/04/problemas-e-solucoes.html' title='Problemas e Soluções'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7844094428620490149</id><published>2010-03-22T17:05:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T17:09:14.115-07:00</updated><title type='text'>Futuro pedaço /Passado</title><content type='html'>Quando me pergunto onde estou, sou eu quem está perguntando ou quem está totalmente perdido? Porque existem partes de mim que relutam em voltar e inúmeras que nem sabem que têm essa opção. Quantos pedaços de si são necessários para se perder? Quantos cacos são necessários serem pisados para que se perceba que o pé inteiro sangra? Quanto de sangue é necessário que se perca para se ter noção que está-se morrendo de hemorragia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse futuro pedaço&lt;br /&gt;... de si&lt;br /&gt;Que reside num passado&lt;br /&gt;... de mim&lt;br /&gt;Outrora busca o presente&lt;br /&gt;... para mim&lt;br /&gt;Futuro pedaço de si/ Passado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7844094428620490149?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7844094428620490149/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7844094428620490149&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7844094428620490149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7844094428620490149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/03/futuro-pedaco-passado.html' title='Futuro pedaço /Passado'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4358293850394417053</id><published>2010-02-27T10:32:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T10:34:48.002-08:00</updated><title type='text'>Solução de todos os problemas... ~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S4llwcopoAI/AAAAAAAAAIk/RPG0ebdWHA0/s1600-h/final-fantasy-x2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S4llwcopoAI/AAAAAAAAAIk/RPG0ebdWHA0/s320/final-fantasy-x2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442993507648774146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4358293850394417053?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4358293850394417053/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4358293850394417053&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4358293850394417053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4358293850394417053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/02/solucao-de-todos-os-problemas.html' title='Solução de todos os problemas... ~'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/S4llwcopoAI/AAAAAAAAAIk/RPG0ebdWHA0/s72-c/final-fantasy-x2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-2740942534875580690</id><published>2010-02-27T10:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T10:32:46.470-08:00</updated><title type='text'>Leveza no Olhar</title><content type='html'>Há um certo mistério no seu sorriso. Como um céu após a tempestade, quando se abre feliz, mostrando seu dentes, lábios, alegria. Existe um certo "que" de sinceridade em tudo que você faz. Algo me diz isso! Esse olhar de criança, desajeitada, procurando ser um adulto. Como se não tivesse tirado a fantasia do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Carnaval&lt;/span&gt; e realmente acreditasse que ele ainda não terminou. Eu vejo uma certa beleza no seu sofrimento, de tão puro que ele chega a ser. Um breve mergulho nas águas de sua vida poderia banhar a alma da humanidade, de tamanha intensidade em cada emoção e vivência. Você deveria ser um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objeto&lt;/span&gt; de exposição para o mundo. Suas palavras deveriam ser lembradas para a eternidade, talvez não por serem filosóficas e, por isso, dignas de lembrança, mas apenas por serem suas. Tu és belo, tens leveza no olhar, solução de problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um certo mistério no seu sorriso, mas poucos conseguem decifrá-lo.&lt;br /&gt;~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-2740942534875580690?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/2740942534875580690/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=2740942534875580690&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2740942534875580690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/2740942534875580690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/02/leveza-no-olhar.html' title='Leveza no Olhar'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4692163948392276221</id><published>2010-02-24T15:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T16:04:59.831-08:00</updated><title type='text'>Como Explicar...?</title><content type='html'>Ele me olhou e disse que se sentia confuso. Disse que não sabia o que fazer com tudo isso. Que era assustador! Olhou bem fundo nos meus olhos. Tão fundo, que eu praticamente pude ver meus reflexo nas pupilas dele. Olhos profundos e, naquele momento, vazios - claro, se eu colocasse de lado as lágrimas. Sim, ele chorava. Olhava para mim e chorava. Aquele choro desesperado, forte, sincero, como quando se chora ao perder um ente querido. A dor dele não parecia ser diferente. Era como se perdesse a si mesmo naquele momento de confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tantos caminhos para seguir e o medo de dar o primeiro passo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse para ele não ter medo. Ele não acreditou. Disse-me que isso era ridículo, que eu era ridículo. Empurrou seus punhos em meu peito, numa tentativa desesperada de acertar-me um murro, um soco, ou algo parecido. Algum tipo de agressão. Isso não funciona, querido, disse a ele, pois quem ele realmente queria agredir era o dono desses punhos enfurecidos, desse corpo descoordenado, desajeitado. Era aqueles olhos que ele queria olhar fundo e dizer tudo que pensava. Chorar, chorar e chorar. Sumir, desaparecer na fumaça. Foi quando ele tentou um abraço (ou pelo menos foi o que pareceu). Sentir aquele corpo quente de raiva encontra-se com o meu em um momento tão confuso e ambíguo foi, no mínimo, estranho. Não sabia onde colocava minhas mãos no corpo dele. Não tinha certeza nem se deveria abraçá-lo de volta, visto que há pouco esses braços queriam me bater. Mas nada pude fazer e o abracei. Senti meus dedos tocarem a sua pele molhada de suor, ou pelo menos a camiseta. Foi tão real que nem parecia um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que eu posso fazer?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei convencê-lo de que eu não tinha todas as respostas. Na verdade, tentei colocar na cabeça dura dele que resposta nenhuma eu tinha e que isso era tudo que eu tinha. Não, talvez tivesse mais, como dois braços para rodear o corpo quente dele, sentindo chocar-se toda raiva que ele sentia ao meu sentimento de impotência. Que situação! Ver alguém que você quer tanto ajudar sentir-se preso e perdido de si, alguém assim, totalmente fora de órbita. Sozinho, impaciente. Insisti no fato de não ter respostas às suas questões e ele pareceu entender. Olhou nos meus olhos mais uma vez - e agora, quase beijando-me, graças à proximidade que meu corpo estava do seu - e balbuciou palavras que para mim soaram como desculpas. Ele me pedia desculpas. Mas pelo que? Qual seria o grande crime que ele cometera? Amar-me? Se esse for o crime, sou tão criminoso quanto ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ajuda-me a encontrar o caminho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespero já não era a palavra certa. Aqueles olhos me transmitiam mais. Talvez esperança, ou ódio, já que aquela situação estava se tornando ridícula. Para quem vê de fora, claro. Mas não tinha ninguém lá. Eu não estava lá, na verdade. Eu era apenas uma memória, uma lembrança. Um erro, equívoco, capricho. Estava lá apenas porque ele acreditava em mim, mas buscava respostas que só ele mesmo poderia dar. Momentos assim me transformam em um caminho para ele seguir, mas estou distante demais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;- Fica comigo.&lt;br /&gt;- Eu fico.&lt;br /&gt;- Me abraça.&lt;br /&gt;- Eu abraço.&lt;br /&gt;- Me ama, antes do ponteiro acertar a última hora do meu sono.&lt;br /&gt;- O tempo nos deixou de lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4692163948392276221?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4692163948392276221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4692163948392276221&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4692163948392276221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4692163948392276221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/02/como-explicar.html' title='Como Explicar...?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4529066773002264931</id><published>2010-02-19T20:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T20:02:55.338-08:00</updated><title type='text'>Maneiras Mil</title><content type='html'>Já procurei maneiras mil de deixar pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... mas meus caminhos sempre me ligam aos teus.&lt;br /&gt;E esse é um fato que eu busco fantasiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só custa aprender que carnaval já passou&lt;br /&gt;- fantasias são antiquadas&lt;br /&gt;Tire a máscara da realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... ela é cruel.&lt;br /&gt;E é minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4529066773002264931?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4529066773002264931/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4529066773002264931&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4529066773002264931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4529066773002264931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/02/maneiras-mil.html' title='Maneiras Mil'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-8276485119501787919</id><published>2010-02-19T12:44:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T12:50:58.146-08:00</updated><title type='text'>Análise</title><content type='html'>Sabe quando as coisas começam a te deixar cada dia mais confuso? Parece que tudo acontece apenas para te mostrar mais caminhos dos quais você não tem a mínima ideia de onde vão parar. Dá medo. É, medo de dar tudo errado e acontecer aquele velho conhecido: o arrependimento. Não que eu me arrependa de muita coisa em minha vida. É só que não é legal saber que o caminho seguido foi, de certa forma, em vão. Que aquele paraíso que eu acreditei ter encontrado era uma ilusão, não um oásis no meio do deserto. Tudo miragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você volta?&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;- Como não?&lt;br /&gt;- Porque eu não fui embora.&lt;br /&gt;- Ainda?&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;- Quando você saberá?&lt;br /&gt;- Quando você deixar de fazer perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os ponteiros do tempo que não aceitam interrupções. Não, não aceitam. De forma alguma. Ao passo que é difícil deixar-se levar pela correnteza e apenas aceitar tudo que está chegando. Mesmo não podendo ver, e mesmo não querendo ver de fato, é sempre assustador. Como uma noite longa, que demora a passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me abraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo ainda vai durar?&lt;br /&gt;Essa incerteza, esse não saber&lt;br /&gt;Quando será necessário lutar?&lt;br /&gt;Por não conhecer e deixar-se ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece em um piscar de olhos e muda todo curso de uma minha. Pega o que era norte e torna sul, o que era leste, oeste. Tudo se confunde e se transforma. Também não posso dizer que não gosto dessa sensação. Ela é animadora, também. Ocorre que não é fácil saber que os reflexos do espelho cujo eu costumava ver-me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;refletido&lt;/span&gt; está tornando-se turvo e desconexo. Mudanças e mais mudanças. Transformações, transmutações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Transcedências&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-8276485119501787919?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/8276485119501787919/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=8276485119501787919&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8276485119501787919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/8276485119501787919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/02/analise.html' title='Análise'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6206884271469694945</id><published>2010-01-06T18:36:00.001-08:00</published><updated>2010-01-06T18:43:54.596-08:00</updated><title type='text'>Quieto</title><content type='html'>Alguém que você não conhece, mas que te conhece muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pedaços de vida nos conectam àqueles que nós conhecemos. São elos, espécies fracas que juntas, formam uma corrente forte e concisa. Olho para meus lados e vejo meus elos, aqueles que me conhecem tão bem que até fico assustada. Vejo, também, os novos elos. Amados, da mesma forma, mas ainda novos, prontos para se quebrar, caso seja feito algum grande impulso para qualquer um dos lados. O tempo não importa nessa questão. Existem elos que juntaram-se à minha corrente semana passada, mas que já estão tão forte que eu diria que nem lembro quando os conheci, enquanto outros estão comigo há anos e nem sei bem seus nomes - mas ainda assim, estão aqui, presentes, na minha corrente. E assim eu vou, criando meus laços com desconhecidos, renovando antigos laços com desconhecidos, levando a vida que eu quero levar, isto é, da minha forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre laços novos que eu quero falar aqui. Os antigos muitas vezes permanecem, mas apenas na memória. Eu os temo. Os novos, contudo, precisam estar presentes para, só então, serem transformados em pedaços de vida memorizados, ou qualquer coisa do tipo. Alguns nem sabem que estão tornando-se parte de minha corrente, mas isso não importo. Nem todo herói diz aos seus braços direitos o que eles são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;efetivamente&lt;/span&gt;, não é? Isto aqui não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exatamente&lt;/span&gt; sobre anonimato, é sobre descoberta. Gosto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou falando sobre você enquanto você nem sabe quem eu sou direito. Dessa forma, quem sabe, se um dia eu tiver a chance de falar com você de fato, aí saberemos melhor um sobre o outro. Mas, de alguma forma, eu estarei um passo a frente. Ter o controle? Pode até ser, mas eu prefiro dizer que assim é a maneira que eu sei viver. Criando, renovando, recriando laços, elos, frágeis, fortes, recentes, antigos. Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? Quem é você? Um novo elo? Ou apenas uma espécie de ser vivo que viera enferrujar minha corrente? Cuidado onde piso, é melhor ser cautelosa dessa vez. O sofrimento de outrora é mais real que a felicidade de hoje. São feridas abertas que sangram e nos ajudam a viver melhor com elas. Então, cuidado, querida, não pise em falso, não torça o pé. Estaremos aqui, esperando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;descontroladamente&lt;/span&gt; para que esse elo que está para unir-se convosco seja real e não apenas água para enferrujar seus outros elos. Estaremos aqui..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6206884271469694945?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6206884271469694945/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6206884271469694945&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6206884271469694945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6206884271469694945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/01/quieto.html' title='Quieto'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4838725430402811884</id><published>2010-01-03T20:09:00.001-08:00</published><updated>2010-01-03T20:25:22.932-08:00</updated><title type='text'>Frustrante</title><content type='html'>Essa é a história de um homem que não entendia as datas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ok, agora é a hora que eu devo me sentir feliz? Tudo bem, vou me esforçar. Eu sei, eu sei, é primeiro de Janeiro, o começo de um novo ano e tal. Compreendo bem, não sou tão burro assim. É para eu me sentir super bem pelo fato de estarem estourando fogos na praia, não é isso? E quanto à poluição que causamos ao mar, jogando garrafas e mais garrafas de champanhe na água? Ok, não é para eu pensar nisso agora. Datas, foque-se nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a passagem de um ano para outro revela-nos uma grande chance de passarmos de algo velho para algo novo. É, esse é um ótimo plano. Imaginem só... se pudéssemos simplesmente deixar tudo que fomos no ano passado e drenar tudo de maravilhoso para o ano que está vindo. Sim, seria uma opção maravilhosa para escolhermos. Pena que o MercadoLivre não vende esse produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, eu acho o reveillon uma grande frustração. Para mim, sempre foi. Como posso simplesmente aceitar que 2009 terminou porque mudaram os números no calendário e, acidentalmente, iniciou-se um novo mês que, coincidentemente, é o primeiro que, obviamente, marca um novo ciclo, que chamamos de ano. Parabéns, rapaz, você acaba de ingressar no ano de 2010! Como você se sente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa não é a resposta. Isso não é o que eles querem ouvir. Claro, não estão me fazendo perguntas, embora isso não signifique que precisamos de uma resposta. Será que só eu vejo que esse sistema está errado? Eu digo, é muito injusto. Às 00:00h de primeiro de Janeiro de 2010 eu estava numa praia qualquer, apreciando a queima de fogos espetacular que minha cidade promoveu. Enquanto isso, lógico, estava acontecendo um desmoronamento que matava dezenas de pessoas. Sem contar, claro, com algum terremoto, assassinato, afogamento. Incêndio, por que não? Isso não é sobre tragédias, é sobre realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou capaz de fingir que 2010 começou simplesmente porque Janeiro marcou seu primeiro dia no calendário mundial. Para mim, ainda estou em 2009. Na verdade, é difícil para mim dizer em que ano estou, para ser sincero. Não que eu esteja perdido em um contínuo espaço-tempo que não é o mesmo que o seu. É só que eu não sou capaz de assimilar essas datas e horas com tanta facilidade. Chame-me de retardado se quiser, mas para mim o ano demora um pouco mais a passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta às comemorações, após a queima de fogos nós abrimos champanhe barato (ou não), beijamos nossos parentes, amigos, namorados e até desconhecidos. Claro, não esqueçamos o Feliz Ano Novo de praxe. Para quantas pessoas você realmente quer desejar um Feliz Ano Novo? Eu não sei a quantas eu desejaria. Para ser sincero, não sei se eu queria me desejar um. 2010 é apenas um número, ou nome, se quiser escrevê-lo. Esse texto é apenas um monte de sinais codificados em um sistema que você e eu conseguimos entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me torna vazio. E essa sensação é totalmente frustrante."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4838725430402811884?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4838725430402811884/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4838725430402811884&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4838725430402811884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4838725430402811884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2010/01/frustrante.html' title='Frustrante'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-164344095385984819</id><published>2009-12-26T15:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T15:54:45.694-08:00</updated><title type='text'>Séculos</title><content type='html'>"Olá, minha vida. Estive com saudades de você. Quer dizer, ainda estou, é só que quando começo a escrever para você, a saudade dá um tempo. Sabe? Ela dá uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;saidinha&lt;/span&gt; pro banheiro. Nos deixa em paz. Então é bom aproveitar enquanto ela está longe para declarar todo meu carinho imensurável, porque quando ela voltar provavelmente eu vá querer me aquietar e encolher, perto dos domínios da minha solidão. Porque aí ela será só minha e você se fará distante por mais alguns segundos.&lt;div&gt;Vida, estive pensando em você. Nossos planos, sonhos, realizações. Eu gosto de acordar com você, talvez mais do que dormir. Acredito que seja pelo fato de, ao acordar, eu geralmente me imagino com você, abraçar você, sentir você, beijar. Te amar. Quando eu acordo e posso olhar seus olhinhos verdes - por causa do sol forte - meu coração acelera. Olhar-te bem de perto e dizer o quanto te amo, apenas com o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, não há muito o que dizer. Meu coração chama e sabe que te terá por perto logo, logo, mas mesmo assim, ele é carente. Coração mal acostumado com seus carinhos é assim mesmo. Culpa sua! Fico assim, meio murcho, choramingando pelos lados como uma criancinha mimada que deixou seu brinquedo preferido e foi encontrar o lobo mal. Mas não existe nenhum lobo mal, eu não sou criança, muito menos você é um brinquedo. O que acontece é que eu sinto, demais, sua falta no meu coração. Posso acreditar que vais me entender bem?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu te amo, Pequeno &lt;3&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-164344095385984819?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/164344095385984819/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=164344095385984819&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/164344095385984819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/164344095385984819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/12/seculos.html' title='Séculos'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7964457028961027931</id><published>2009-12-26T15:40:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T15:45:36.515-08:00</updated><title type='text'>Quando o amor é real</title><content type='html'>O tempo pára&lt;div&gt;É, pode acreditar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo pára&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, pode se entregar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mar fica calmo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tormenta terminou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pros&lt;/span&gt; meus braços&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu amor, juro te entregar isso tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os céus se abrem em felicidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde havia nuvens negras &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheias de chuva e solidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há agora uma possibilidade ímpar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De tornar tudo par&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o singular&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Posto na guilhotina do plural&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cabeças rolando &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensamentos egoístas simplesmente não cabem mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo agora é nosso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabe os dias tristes?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles são mais tristes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E os felizes?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles são mais felizes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;carnaval&lt;/span&gt; a cada sorriso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma marcha fúnebre a cada choro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o amor é real &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A distância dói&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o tempo machuca&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o amor é real&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falta de atenção é o punhal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que trai no coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o amor é real, meu bem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele é como o nosso: sincero&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;~&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7964457028961027931?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7964457028961027931/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7964457028961027931&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7964457028961027931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7964457028961027931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/12/quando-o-amor-e-real.html' title='Quando o amor é real'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5899776419234723655</id><published>2009-12-21T19:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T19:24:58.342-08:00</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>Às vezes me bate no peito uma angústia tão forte que parece que ele vai explodir. Não sei direito de onde ela vem, muito menos o que fazer para ela ir embora. Tudo que eu realmente sei é que ela está aqui (e quer me tirar para dançar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morro de medo de me sentir assim. Porque essa sensação vai puxando outras, nunca montanha-russa cheia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pavores&lt;/span&gt; que me levam a uma estrada aparentemente infinita. Vou me tornando alguém &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;irreconhecível&lt;/span&gt;, quase não conseguindo sobreviver o dia após dia. Meu olhos vão se tornando buracos escuros, uma vez que as olheiras tomaram lugar graças às noites mau dormidas, manhãs mau acordadas, dias mau vividos. Vida mau aproveitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo vai passando assim: devagar. Os olhares ao meu redor vão se tornando ambíguos e, para me proteger,  eu me cubro de rancor. É uma armadura cor de sangue, que escorre ódio por cara poro. Algo que eu não consigo conter (e, naquele momento, eu nem bem quero). Esse espaço vai corroendo tudo que havia de bom em mim. Agora existe o medo e ele faz tudo se tornar assustador. Por isso me protejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa angústia consegue me tragar dias a fio, até que decida ir embora. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Exatamente&lt;/span&gt;, até que ela decida ir embora. Não tenho poder algum sobre ela. ~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias vão passando, horas se arrastando pela lona do tempo. Tudo vai perdendo a cor, a graça, o prazer... tudo. Não sei o que falar, não sei o que apontar como errado ou certo. Só consigo me imaginar escondido atrás de uma fortaleza de medos e temores que me protegem dos olhares alheios. Até meu próprio corpo se curva para que eu me encolha. Meu olhar não alcança raio maior que 30m chão abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angústia ~&lt;br /&gt;Medo&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Cadê&lt;/span&gt; você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Cadê&lt;/span&gt; você?&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Cadê&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5899776419234723655?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5899776419234723655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5899776419234723655&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5899776419234723655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5899776419234723655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/12/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-9083356906078257319</id><published>2009-12-15T12:32:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T12:37:40.853-08:00</updated><title type='text'>Auto-cobrança</title><content type='html'>Nada é bom o suficiente. Nada é demais, tudo é apenas o que eu poderia fazer - no mínimo. E eu sempre me cobro mais. Muito mais. Além de tudo, além do universo, além do que eu posso fazer. Às vezes essa mania me faz crescer absurdamente, isto é, quando, com ela, eu sou capaz de alcançar novos horizontes nunca antes vistos. Quando isso acontece, parece que eu sou o homem mais poderoso do mundo! Tudo está ao meu alcance, tudo está sob meu controle. Tudo, simplesmente tudo, é meu agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, quando não, "era o que eu esperava". Tudo é transformado em nada e parece que as coisas que eu consegui alcançar até agora são transformadas em pó, que voam pelos ares do fracasso. Cacos de um vidro sujo, que precisava quebrar. Eu vou pisando nesse chão, inseguro, incerto. Vou me cortando nos cacos, sangrando, escorregando, caindo de cara no pó. Isso tudo vai me deixando sujo e machucado. Sem chances nem tempo de cicatrizes. Sem segundas chances. Elas não mudam ninguém. E eu não mudo. Apenas tento me adaptar aos novos desafios que esse jogo maluco me impõe. Quando perco, bem, seria melhor perguntar-me como me sinto hoje, para saber o que acontece quando perco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-9083356906078257319?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/9083356906078257319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=9083356906078257319&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/9083356906078257319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/9083356906078257319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/12/auto-cobranca.html' title='Auto-cobrança'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3441433657116778253</id><published>2009-12-15T07:09:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T07:12:24.790-08:00</updated><title type='text'>Sozinho</title><content type='html'>"Noite adentro, ou dia afora, isso não importa. Solidão é um estado inerente da alma dele. Ele acorda sozinho, dorme sozinho. Os dias simplesmente passam em grandes sulcos de solidão. Tudo só. Escuro. Frio. O espelho cofirma isso, mas, dessa vez, sem poesia ou prosa, na cara limpa. Solidão nua e crua. Olhe ao seu lado, senhor, não há ninguém."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You gotta face it head on&lt;br /&gt;So you can turn this thing around&lt;br /&gt;'Cause this ain't right...&lt;br /&gt;You have to go eye-to-eye&lt;br /&gt;Raise your face to the sky&lt;br /&gt;'Cause this ain't right...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Anathema - A Fine Day To Exit)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3441433657116778253?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3441433657116778253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3441433657116778253&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3441433657116778253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3441433657116778253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/12/sozinho.html' title='Sozinho'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3846321512698744997</id><published>2009-12-04T13:20:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T13:39:00.899-08:00</updated><title type='text'>What's real?</title><content type='html'>This just cannot be happening&lt;br /&gt;No, it just cannot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because, all the time I thought about us&lt;br /&gt;All the time I laugh about us&lt;br /&gt;And dreamed about you and me&lt;br /&gt;But now it just seems "so long"&lt;br /&gt;Not a good day anymore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are two of you&lt;br /&gt;Some kind of reflection in a mirror&lt;br /&gt;With glasses I don't wanna see&lt;br /&gt;With lights I don't wanna feel over me&lt;br /&gt;Is it really over for me?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ There are two of you. One I love, the other one I fucking love. The first one holds my hand and take me for a ride over the clouds and beneath the seas with just one kiss. This one is able to feel my eyes touching yours so lightly and softly, that I can barelly feel it coming back to me. There is some kind of magic over this one of you. And I love it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's real?&lt;br /&gt;Is it just a dream?&lt;br /&gt;It cannot be happening...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ 'Cause I'm living for the night, waiting for tomorrow. I'm somewhere in between, wanting your hand to take mine and show me the right way, but you just can't look at my eyes anymore. Your soul is no more feeling mine as it felt before, it's only about your body and mine. And I'm over, fatigued, tired. I'm off this. Turn the lights out, but please, I beg you, get out off my room. It may makes no sense at all, but you will understand as the time pass by. Or you won't, it don't matter now. It's now a question of time wheter you understand this or not. The time you should've done is already over (and I'm feeling like a part of me is going to stay with you, but I won't miss it at all).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's real?&lt;br /&gt;Is it just a dream?&lt;br /&gt;This cannot be happening...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ I am looking at you, and screaming. But all you do is hold my legs over your head and do what you do better. All you can do is throw away all we've been through over the motel's window. All your love, your kisses, yourself, all about us is now being eated by rats, as you do what you can do better. But please, don't stop, I don't want you to be anything else, nothing different. If you're like that and didn't change even with my eyes begging you to, you won't do it with my words just asking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's real?&lt;br /&gt;Is it just a dream?&lt;br /&gt;This cannot be happening...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No more angels songs&lt;br /&gt;No more forever&lt;br /&gt;No more "us"&lt;br /&gt;No more singing along&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When you feel your feet hitting the ground&lt;br /&gt;But the best part of you is still falling&lt;br /&gt;This means that you've lost it&lt;br /&gt;It's over and consumed&lt;br /&gt;Let's overcome this!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(someday...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3846321512698744997?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3846321512698744997/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3846321512698744997&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3846321512698744997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3846321512698744997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/12/whats-real.html' title='What&apos;s real?'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5120971076694467250</id><published>2009-12-02T15:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T15:26:48.428-08:00</updated><title type='text'>Sua foto</title><content type='html'>"Quando meus olhos pousam a atenção sobre sua foto, meu coração pára. Não entendo bem a razão, mas entender nesse momento não me leva nem um pouco mais para perto da luz. Tudo que eu quero fazer é continuar olhando sua foto, quando sinto essa sensação tão (aparentemente) assustadora.&lt;br /&gt;Estou olhando sua foto agora. Tudo parece tão estranho. Não para mim, mas para o resto do mundo. Se eu pudesse, eu perguntaria a cada pessoa nesse planeta o que ela sente quando vê a sua foto. 'Olá, pode me dizer o que sente ao olhar essa foto?' Não consigo imaginar a enorme variedade de respostas que eu teria. Acho que variaria do ódio à alegria plena, chegando ao mais óbvio de não sentirem absolutamente nada, uma vez que não te conheciam. Agora, o que eu sinto quando vejo sua foto?&lt;br /&gt;Meus olhos não sabem para onde olhar ao certo, já que conheço teu corpo por inteiro. Cada milímetro dessa imagem impressa em papel de ofício, eu lembro de você. Isso é tudo que eu posso dizer com certeza. Não importa se eu acabei de te ver, parece que você se torna uma pessoa totalmente nova para mim. Um estranho-em-potencial. Aquele tipo de pessoa que a gente não conhece, mas que queremos (muito) conhecer. Continuo observando seu corpinho pequeno, ainda menor, graças à diminuição da fotografia. Ainda lá, eu sou maior que você, mas poderia acontecer o contrário.&lt;br /&gt;Lembra de mim? Sabe quem eu sou? Sente o que eu sinto? Entende o que eu quero te dizer? Ouve o que eu quero te dizer? A vida é muito mais simples quando afundada em complexidade, porque ela não complica, mas ajuda a esclarecer a realidade de maneira única e especial. Eu compreendo tudo que acontece ao meu redor quando penso em pensar em você. É tudo racionável. Tudo controlável. Nesse mínimo instante de contemplação, contudo, não sei dizer o que sinto por você. É um misto de felicidade, curiosidade e paixão, muita paixão. Seu corpinho lindo, encolhido para caber na lente de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;câmera&lt;/span&gt; fotográfica, encolhido para caber no meu coração, quando ele se aperta de saudades. Mais uma vez: não importa se te vi há alguns poucos instantes, o que me importa realmente é que eu sinto sua falta (e a falta faz tudo se tornar tangível).&lt;br /&gt;Quando eu penso em você... ainda não consigo entender o que se passa. Mas, te garanto, no dia que eu conseguir, provavelmente o espaço no meu coração terá se tornado apertado demais para conter-te. Não, que eu não consiga. Ainda tens muito mais a viver dentro de mim (e eu dentro de você). Fecha os olhos, amor, primavera chegou!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Continua olhando a foto, então. Não houve nada a temer, nada a dizer, apenas pensamentos libertos em momentos eternos. Tudo na memória. Memória fotográfica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5120971076694467250?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5120971076694467250/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5120971076694467250&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5120971076694467250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5120971076694467250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/12/sua-foto.html' title='Sua foto'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6053550535231623396</id><published>2009-11-25T14:19:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T14:32:51.311-08:00</updated><title type='text'>Abraça-me forte</title><content type='html'>"Meu coração está gritando em uma solidão corrosiva. Cada gota desse ácido extremamente forte está me tornando alguém mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;irreconhecível&lt;/span&gt; que antes. Tentar cuidar de si enquanto cuido dos outros me causa uma grande confusão. Em algum momento tudo sempre se confunde e eu tenho tanto medo de errar, mas acabo cometendo um erro maior ainda. Você ainda está aí? Então me ouve quando digo que sinto - muito - por tudo que a vida me causa. Não sei lidar com tantos corações, quem dirá com o meu. Olha para mim e entenda, ou talvez não entenda, mas apenas olhe para mim. Meus olhos farão você entender.&lt;br /&gt;A cidade é louca. Linda. Anda em um ritmo tão frenético que corrói as possibilidades de nos desculparmos ou de nos amarmos como o coração manda. Existe uma estrada, contudo, que leva àquilo que não temos chance de viver durante nosso dia a dia. E essa estrada é amor. Acredita nele, me abraça forte, tenta compreender que o brilho dos meu olhos só existe porque você está comigo. Tantas palavras que precisam ser ditas no momento que me olhas, mas não consigo dizer nada além de te olhar. Abraça-me forte, tudo vai melhorar.&lt;br /&gt;Essa vida é curta, mas não é pouca. Agora não importa realmente que escreveu essa frase, se foi eu ou o Chico, mas o que realmente importa é que ela está escrita e, quem sabe, o significado do coração não tenha ficado tão para trás no momento que o dito cujo a escreveu. Então esquece, vem sorrir. Palavras foram feitas para serem ditas, mas o que elas realmente querem dizer só os olhos dão conta. E o que teus olhos me dizem não são, nem de longe, palavras de cólera."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ Promessa é promessa. Prometeste me amar, não sai de perto de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6053550535231623396?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6053550535231623396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6053550535231623396&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6053550535231623396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6053550535231623396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/11/abraca-me-forte.html' title='Abraça-me forte'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6127376487059221422</id><published>2009-11-25T14:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T14:15:35.320-08:00</updated><title type='text'>... Chão, cão</title><content type='html'>"Um dia é muito tempo para nos dilacerarmos em palavras malditas. Mal ditas também. Um dia, vinte e quatro horas, o que tanta gente acha pouco, para mim, muitas vezes, é tempo demais. Saber filtrar de cada palavra o significado profundo que ela tem produz uma realidade tão intensa que são necessárias muito mais que quarenta e oito horas de um final de semana para obter o descanso necessário. Eu estou cansado, aqui, deitado no sofá da minha sala escura. E ela está escura não porque eu gosto dessa sensação de escuridão, mas porque estou cansado demais para acender a luz da cozinha. Meus pés latejam.&lt;br /&gt;Não lembro ao certo onde foi parar minhas roupas. Assim que cheguei as joguei em algum canto da garagem. Preciso lavar o carro, ele está sujo desde a última vez que me diverti. A vida está me tirando o último suspiro que me resta para respirar, o último motivo para sorrir. E, na verdade, não sinto tanta falta dessa felicidade mundana que vivia, pois ela me traz tanta responsabilidade que fica complicado não pisar na bola enquanto lidamos com pessoas que dizem me amar. Ah, agora sim, "amar", vamos falar de amor por aqui.&lt;br /&gt;Quantas vezes será necessário ouvir que alguém nos ama para acreditarmos nisso? Porque é impossível viver com pessoas que nos tiram as forças quando mais precisamos delas. Sinceramente? Eu estou cansado demais para tentar prever quais seriam as razões 'x' ou 'y' para que alguém me tratasse de determinada forma, ou o contrário. O contrário. Eis o que estou me tornando. Meu corpo parece conspirar com isso. Cada dobra em minha barriga revela que estou me contorcendo em uma realidade que mudou e agora, eu devo mudar também. Minha relação com as transformações sempre foi muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;problemática&lt;/span&gt;. E é aí que me canso.&lt;br /&gt;Esse sofá nunca me pareceu tão confortável. Talvez eu esteja cansado demais, talvez ele realmente tenha sido confortável o tempo todo, eu que não percebi. Os dedos dos meus pés estão dançando, livres do sapato que os prendia, mas minha cabeça ainda está presa em tudo que o dia me disse. Não, quarenta e oito horas não são o suficiente. Quem sabe mais? Ou talvez esse mais também não suprisse minhas necessidades. E o que é necessário? Fazer o que o coração pede? E o que é o coração? Afinal, o que esse maldito realmente quer comigo? Eu acho que vou descobrir algumas coisas amanhã de manhã, mas antes, preciso levantar desse sofá, comer alguma coisa e ir dormir. Não agora, por favor... não agora que encontrei uma almofada tão confortável para aguentar o peso do meu corpo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundos, horas, dias, meses, anos. O tempo em seus ponteiros que pressionam respostas que ele não tem. E será sempre assim, pois o dia pede &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ação&lt;/span&gt; (mesmo que o roteiro já esteja ultrapassado).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6127376487059221422?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6127376487059221422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6127376487059221422&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6127376487059221422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6127376487059221422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/11/chao-cao.html' title='... Chão, cão'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-3083853955831681989</id><published>2009-11-25T13:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T14:01:24.561-08:00</updated><title type='text'>Limite</title><content type='html'>"Chão abaixo, tudo parece tão inteligível. Nada mais de teorias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;conspiratórias&lt;/span&gt;, muito menos pensamentos divergentes, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;discussões&lt;/span&gt; intelectuais ou brigas corriqueiras. Lá em baixo todos são iguais, na verdade, todos são apenas um, divididos numa regra maluca e totalmente fora de controle. E isso vai se reproduzindo. Aqui de cima, do alto dessa colina tão distante, as coisas parecem tão organizadas dentro dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;desorganização&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Olho para os lados: não há ninguém perto de mim. Era para eu estar me sentindo completamente sozinho. Logo eu, que morro de medo de solidão. Mas alguma coisa está dando errado comigo, pois tudo que consigo sentir é uma paz interior que cresce e toma conta de cada aresta do meu corpo. Cada quadradinho não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;compreensível&lt;/span&gt; e imaginável. Aqui de cima, eu sou o que sempre quis ser (e o melhor é que ninguém precisa saber disso).&lt;br /&gt;Quando penso sobre mim em um momento como esse, é como se eu pensasse sobre o mundo inteiro. Eu sou o mundo todo (e não há ninguém aqui para refutar a minha ideia). Do alto dessa colina o chão é o limite, pois o céu é onde me encontro. Paraísos que não se perdem por falta de tempo para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;contê&lt;/span&gt;-los em sua complexidade. Existe um fio de felicidade em mim, que tece cada tecido do meu corpo, me tornando um só com tudo que sempre quis ser. Agora sim eu posso confessar tudo que nunca tive coragem de dizer, porque a teia de vida lá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;embaixo&lt;/span&gt; engole, dia após dias, minha singularidade e vai me lançando em significados pré-estabelecidos de egoísmo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;egocentrismo&lt;/span&gt; e arrogância.&lt;br /&gt;Posso ser sincero? Nunca gostei dessas definições. Nunca gostei de dizer que alguém não é aquilo que eu estou dizendo que ele não é. Falando sério, quem sou eu, no mundo, para dizer que outro alguém é o que eu estou dizendo que é? Existe muito mais entre as entrelinhas do que os olhos nos permitem ver. É necessário subir ao alto de uma colina como essa, sentir o vento bater em seu corpo sem barreiras de prédios construídos ontem (e hoje, transformados em lixo), para se compreender coisas vitais para uma vida em sociedade.&lt;br /&gt;O que realmente eu estou tentando dizer com isso? Talvez eu tenha chegado ao meu limite. O meu limite, cheio de significados tecidos por mim mesmo, sobre essa vida maluca que engole nossa singularidade, nos tornando um amontoado de coisas que os outros querem que sejamos. Aqui eu posso ser eu mesmo. Posso jogar uma pedra para baixo sem me importar se ela vai bater na cabeça de alguém, afinal, daqui de cima ninguém nunca saberá que eu cometi um crime tão terrível quanto matar alguém. Que, vejamos e convenhamos, eu realmente não saberia diferenciar quem estaria matando, se seria minha santa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mãezinha&lt;/span&gt; ou aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ogro&lt;/span&gt; que eu tanto odeio. Assim, livre e disposto, eu me encontro no alto da colina."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda não demorou muito. Dois ou três minutos talvez. É, ele realmente estava no alto da colina. O chão é o limite, nada mais irá prendê-lo a significados que ele não teceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-3083853955831681989?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/3083853955831681989/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=3083853955831681989&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3083853955831681989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/3083853955831681989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/11/limite.html' title='Limite'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-416280490890228390</id><published>2009-11-22T15:01:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T15:02:50.506-08:00</updated><title type='text'>Segredos</title><content type='html'>Para que manter guardado aquilo que o coração diz?&lt;br /&gt;Se ainda existe uma palavra a ser dita&lt;br /&gt;Criança que sorri feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me abraça forte...&lt;br /&gt;Forte...&lt;br /&gt;Mais forte que a força de suas palavras&lt;br /&gt;É a força do seu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero acreditar nela&lt;br /&gt;Na mesma proporção que acredito nessa dor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-416280490890228390?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/416280490890228390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=416280490890228390&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/416280490890228390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/416280490890228390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/11/segredos.html' title='Segredos'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7546870956239818714</id><published>2009-11-22T14:48:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T14:58:47.277-08:00</updated><title type='text'>Mudança de planos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca gostei muito de estabilidades. Seja ela no tempo, na casa, no meu quarto, em mim, afinal. Nunca gostei muito quando as coisas se mantém estáticas - ao menos aparentemente. Ultimamente, algumas razões estão surgindo pelas arestas da minha porta, e entrando em minha sala de estar. No momento exato que eu tiro para descansar do dia (independente dele não ter sido assim tão cansativo) essas razões fluem em uma confluência de sentido inimaginável! Parecem ondas em um mar turbulento, tempestuoso. Sinto muito, mas tenho que falá-las, de uma vez por todas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro&lt;br /&gt;Dentro de mim existe um fio de esperança&lt;br /&gt;Fora de casa existe uma criança&lt;br /&gt;Fogosa esperança, que vive pela dança&lt;br /&gt;De seguir em frente, morrendo a cada andança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro&lt;br /&gt;Pois aquilo que me serve, também me transporta&lt;br /&gt;E esse coração abre as comportas&lt;br /&gt;Para um fim sem começo&lt;br /&gt;Que desconhece sua própria força&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ Algumas palavras existem, mas nunca deveriam ser ditas. Claro que todas as palavras existem. Em nenhum momento, contudo, isso significa que elas mereçam comparecer no palco da vida. Utilizar-se de um figurino que não é dela, apropriar-se de falas que não dela, muito menos aparecer como algo que não é. Mesmo assim, elas nos assaltam. Assim mesmo, elas nos roubam a paz e nos dão, em sobra, desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... algumas...&lt;br /&gt;... ... alguns....&lt;br /&gt;... ... ... você...&lt;br /&gt;... ... ... ... vai saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ quando eu disser, baixinho, palavras com o olhar, por favor, escuta. pode ser que estas sejam ladras de cenas, figurinos e personagens, mas elas apareceram e não vale a pena ignorá-las. então ouve bem quando eu quiser chorar em cólera, lançando meus punhos cerrados em seu rosto mascarado. presta bastante atenção, príncipe, pois esse cavalo não te aguentará - e a queda será feia ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro&lt;br /&gt;Morro&lt;br /&gt;Morro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá em cima, ainda existe uma paisagem digna de ser vista.&lt;br /&gt;... Por mais que você não me pareça mais tão diário, muito menos visível, quanto era, há alguns momentos atrás.&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você mudou.&lt;br /&gt;- Você também mudou.&lt;br /&gt;- Mas você me machuca.&lt;br /&gt;- Mas você também me machuca.&lt;br /&gt;- Você não me escuta.&lt;br /&gt;- Você também não me escuta.&lt;br /&gt;- Mas me abraça forte...&lt;br /&gt;- ... porque o amor se faz no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;e é para a infância que os poetas voltam, quando escrevem cartas de amor&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7546870956239818714?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7546870956239818714/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7546870956239818714&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7546870956239818714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7546870956239818714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/11/mudanca-de-planos.html' title='Mudança de planos'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-5581226397065377148</id><published>2009-11-14T13:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T13:21:37.773-08:00</updated><title type='text'>Eu quero fazer parte</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Dentro do coração de cada pessoa viva nesse mundo, existe um lugar especial onde guardamos aqueles que mais amamos. Nesse lugar especial o tempo esqueceu de passar, não bateu à porta, o dia é o mesmo todos os dias e nem lembramos que isso é extremamente chato. Esse pequeno espaço cheio de significado para cada um de nós não é apenas "um" espaço, são vários! Em cada espacinho desse, guardamos pedaços das pessoas que coletamos com o passar de nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E isso não é chato, nem entediante, isso é &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;viver&lt;/span&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E eu quero fazer parte de cada espacinho desse no coração de vocês. São objetivos que quero concluir em minha trajetória. Fazer parte. Ser, existir, viver na eternidade do amor daqueles que amo. Por que é tão difícil dizer palavras de bom grado para aqueles que mais queremos dizê-las? Pois a partir de agora eu as farei simples. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"Bom dia, meu amigo! Sabe, hoje eu descobri que te amo mais que ontem!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E daí se isso é cafona e sem sentido? É pra você, que não sabe como é se sentir assim! Para mim essas são as melhores palavras que alguém poderia me conceder dizer um dia. São quase como pequenos paraísos, já que os únicos aos quais temos acesso em vida, são paraísos perdidos. Perdidos porque não conseguimos captar o momento exato em que eles se tornaram divinos e, na grande maioria das vezes, deixamos esse paraíso ser esquecido, se perder na escuridão. Então, eu quero ser aquele que vai estar sentado na cadeira de balanço - rodando na cadeira do computador, deitado na cama, lendo um livro com você, ouvindo nossa música preferida, andando juntos para o barzinho da esquina, beber uma cerveja, ir até a sua casa, só porque lá você se sente mais à vontade. Quero ser aquele que, quando tocado na estante da memória, salte desta em pulos cheios de luz e te lembre, da maneira mais &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;sua&lt;/span&gt; possível, o quanto foi maravilhoso me ter por perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"Caio? Ah, conheço! Gente fina, adoro aquele cara!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Porque em cada um de nós existe um pequeno espaço reservado. Pequenos espaços, pra ser mais exato. E em cada espaço desse, nós colocamos aqueles que mais fizeram parte de nossas vidas, que mais nos completaram. Eu só quero ser uma boa memória, um bom amigo, um bom namorado, marido, querido. Quero ser seu como vocês são todos meus, no mais perfeito estado do sentir. Porque vocês fazem com que eu seja quem eu sou. E eu só quero fazer parte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"Eu vos amo. Sempre vos amarei!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-5581226397065377148?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/5581226397065377148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=5581226397065377148&amp;isPopup=true' title='25 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5581226397065377148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/5581226397065377148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/11/eu-quero-fazer-parte.html' title='Eu quero fazer parte'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-4513205663443913331</id><published>2009-10-26T14:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T14:45:38.348-07:00</updated><title type='text'>No meu mundo...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;De onde eu venho, as pessoas têm um brilho no olhar! E é maravilhoso olhá-las de perto, é como se seu coração fosse voar de tanta felicidade! Lá, no meu mundo, é simples ser feliz. É só acordar e saber que amanhã será um novo dia, sim, mas nunca esquecer que é hoje que vai acontecer de tudo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Lá, o sol brilha forte durante a manhã. Aquele calor escaldante não chateia tanto aqueles que vivem por lá. Tudo bem que não é tão maravilhoso assim, mas seria bem pior se não parasse de chover. Existem casas que absorvem o calor e usam como energia, existem pais que levam seus filhos para dar uma volta no parte, mães que levam seus bebês para caminhar pela cidade. Lá é assim, pela manhã o sol brilha forte. Ao entardecer, as coisas vão ficando mais leves... desacelerando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando o astro-rei começa a abaixar-se pelas montanhas é que se vê o real sentido de estar vivo. Aquele brilho forte enquadra as colinas numa paisagem quase fotográfica! O brilho vai sumindo pelas florestas, quase como se estivesse voltando para casa. A cada árvore - que, devo adicionar, são muitas - a sombra vai se tornando um pequeno lembrete da manhã que estivera brilhando por lá. Ah, como é lindo o crepúsculo daqueles dias!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Só não posso deixar de falar das noites... Essas são um tanto quanto crueis. Às vezes vêm cercadas de escuridão por todos os lados, às vezes a Lua brilha mais forte que o próprio sol, e os aparelhos ajudam a iluminar um pouco mais. Não que tenhamos que nos proteger de alguma coisa, é só que, à noite, deixamos as janelas abertas - e é por lá que os devaneios escapam! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando a luz do Sol se torna apenas uma lembrança recente, é que percebemos como é bom tê-la por perto. Têm dias que é perigoso andar por lá, pois existem lobos pelas ruas. Se eles atacam? Não, não, eles não fariam isso. Eles fazem pior... bem, para mim isso é bem pior... Eles nos levam para o alto de alguma montanha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Isso não apresentaria nenhum problema, caso a Lua estivesse brilhando forte. A questão é que, quando ela está tímida e quase não sai detrás das nuvens, ser levado para lá pelos lobos é uma maneira maravilhosa de ter um encontro revelador com seus devaneios. Alguns gostam disso e até saem à noite para encontrá-los - que é o meu caso. São nesses momentos que aprendemos muito mais sobre a vida na minha terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;No meu mundo as pessoas se respeitam e isso é tudo que elas precisam fazer. Não existem roubos, porque roubar é menosprezar a própria capacidade, um desrespeito consigo mesmo. Não existem frustrações, já que todos seguem o caminho que desejam seguir, pois se respeitam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Infelizmente, meu mundo não é perfeito - ou "felizmente", para os que seguem os lobos. A imperfeição dele, contudo, não está em mortes, assaltos ou qualquer outro desastre. A imperfeição dele é que todos os habitantes desse planeta habitam uma só pessoa, e esta sou eu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sou aquele homem que leva o filho para brincar, sou aquele morador que reserva energia solar, sou também a mãe, que leva seu bebê para passear. Mesmo assim, eu me sinto sozinho, às vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;É que o tempo, impiedoso, não contou esforços para me fazer ver que os anos passam e ficamos mais velhos, mais experientes e, ao mesmo tempo, menos crianças. É esse o pior problema do mundo - não apenas o meu -: as pessoas crescem. E quando eu cresci, comecei a desacreditar um pouco nos meus amigos, naqueles moradores e habitantes do meu mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;~ &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: verdana;"&gt;No meu mundo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu sei que sou feliz, mas estou sozinho, entende? E é exatamente esse mundo que eu quero dividir com você. Será que você aceita? Eu espero que sim... ~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-4513205663443913331?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/4513205663443913331/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=4513205663443913331&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4513205663443913331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/4513205663443913331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/10/no-meu-mundo.html' title='No meu mundo...'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-7634796069456353943</id><published>2009-10-26T14:14:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T14:21:58.367-07:00</updated><title type='text'>"Deus está no detalhe"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Existe um fio de criatividade tecendo pensamentos atrás da minha cabeça. Não sei exatamente o que ele quer, mas também, não tenho a mínima coragem de perguntar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Será que esse fio está querendo tecer uma peça que nunca vesti antes? Só posso dizer que metade de mim e curiosidade e a outra metade eu não tenho a mínima coragem de saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando ele tecer essa peça por inteiro, quem sabe eu possa vesti-la? Sim, porque afinal, ela já estará aqui, comigo. Não adianta ignorar e continuar vestindo os mesmos trapos de sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;~ E como o Tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Que nos mostra o quanto é duro esperar. Eu vou esperando esse caminho acabar, mesmo sabendo que ele não tem fim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;~ E como a Noite...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Que vem espalhando escuridão pelas ruas da cidade. As minhas ruas também andam um tanto quanto escuras, apesar de tanta luz que emana do seu olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;São esses momentos de pura insegurança e insensatez, que me mostram o quanto é difícil viver à flor da pele. Não que eu esteja inspirando ansiedade e expirando desejo. É só que Deus está no detalhe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;(e, ultimamente, eu venho querendo vê-lo muito mais...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Todas as músicas de amor que eu já ouvi tocar, todas as cartas que eu me lembro ter escrito, sabe? Todos os dias em que dediquei cada suspiro para alguém. Tudo aquilo que vivi, eu vivi para poder viver este momento. Porque ele é eterno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;(porque é apenas um detalhe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;e Deus é &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;imortal&lt;/span&gt;...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-7634796069456353943?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/7634796069456353943/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=7634796069456353943&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7634796069456353943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/7634796069456353943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/10/deus-esta-no-detalhe.html' title='&quot;Deus está no detalhe&quot;'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-930803582470800457.post-6083732196223765778</id><published>2009-10-17T10:13:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T10:30:15.178-07:00</updated><title type='text'>I look</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/Stn-ZU2p0DI/AAAAAAAAAIU/-G2v4CVhhX4/s1600-h/There_you_go_by_kerembeyit.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393621739801006130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/Stn-ZU2p0DI/AAAAAAAAAIU/-G2v4CVhhX4/s320/There_you_go_by_kerembeyit.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;And when I look into myself&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;The way the water flow inside&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sun is shining over us, it's here&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;You're telling me things I don't wanna hear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Telling me about rainbows &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Telling me about dreams&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Something like candies and sunny days&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;More and more, laughs and hugs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No more sad songs&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;The way I look into myself&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Overflow me with intensions&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;The way I look into myself&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Show me images I don't wanna see&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;And it's telling me things I don't wanna hear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Don't waste my time&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tearing me inside you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I wanna watch you burn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Waste my time, wait my turn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Stop telling me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Stop calling me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I don't wanna hear you say&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"You're alright", I'll throw it away!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Stop thinking of me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Stop searching me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I don't wanna see your face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I'm alright, when I don't look &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I'll wait my turn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I'll write my history&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;In a whatever used paper&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;'Cause I don't wanna read&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;'Cause I...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;... I don't wanna hear you say&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Things I don't wanna know&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;... I don't wanna see your face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Things I wanna forget&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;... I wanna watch you burn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Throw away my memories&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I wanna watch you burn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;You're not allowed!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I wanna see you go away...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No more rainy days...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[ watch you burn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;I'll waste my time ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/930803582470800457-6083732196223765778?l=errodivino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errodivino.blogspot.com/feeds/6083732196223765778/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=930803582470800457&amp;postID=6083732196223765778&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6083732196223765778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/930803582470800457/posts/default/6083732196223765778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errodivino.blogspot.com/2009/10/i-look.html' title='I look'/><author><name>C. Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02517047228497855447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/SaNbB7SIwRI/AAAAAAAAAEk/1yO-Ke9Vky8/S220/amics+46.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_aFtWsXVLuxo/Stn-ZU2p0DI/AAAAAAAAAIU/-G2v4CVhhX4/s72-c/There_you_go_by_kerembeyit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
